Nesta terça-feira, após a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, pela quinta rodada da Libertadores, a Mancha Verde emitiu um comunicado em suas redes sociais. A organizada pediu as saídas de Abel Ferreira e de Anderson Barros, além de criticar o mandato de Leila Pereira.
Os torcedores alegam que, apesar do histórico vencedor do comandante, o desempenho recente do Palmeiras deixa a desejar, além das eliminações na última temporada para rivais diretos, como Corinthians e Flamengo.
"Obrigado, Abel. Já deu. Tchau... Você olha de longe, parece grandioso, parece real... Mas quando chega perto, não existe nada", disse a organizada do Palmeiras.
A organizada também criticou a postura do português, avaliando que Abel Ferreira atrapalha o Palmeiras com "expulsões infantis". Além disso, a Mancha Verde apontou o comportamento do treinador em coletivas, afirmando que ele "nunca assume a culpa" dos reveses palmeirenses.
Nas últimas duas partidas, a organizada do Palmeiras já ensaiava um protesto contra a equipe. No empate contra o Cruzeiro, algumas vaias foram ouvidas após o apito final e, na derrota para o Cerro Porteño, a torcida chegou a protestar com cânticos de: "Ah, mas que saudade, quando o Palmeiras jogava com vontade".
Ninguém se salva
As críticas também foram direcionadas à presidente Leila Pereira e ao diretor de futebol Anderson Barros. Os organizados condenaram o comportamento da mandatária alviverde, alegando que, sob seu comando, o clube "fala muito e joga pouco".
Nas críticas a Anderson Barros, a Mancha Verde voltou a questionar a montagem do elenco alviverde, apontando deficiências nas laterais, no setor criativo e no tamanho do plantel. As cobranças direcionadas ao diretor são frequentes no Palmeiras, e o dirigente já vem sendo pressionado nas últimas temporadas.
A organizada afirmou que seguirá apoiando o Palmeiras enquanto a bola rola, porém deixou claro que continuará criticando a equipe após o apito final. Além disso, ressaltou que o duelo deste sábado, contra o Flamengo, no Maracanã, "é uma decisão".
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Leia o comunicado na íntegra:
OBRIGADO, ABEL. JÁ DEU. TCHAU.
A lenda da Fata Morgana fala sobre miragens: você olha de longe, parece grandioso, parece real… mas, quando chega perto, não existe nada.
Esse é o Palmeiras dos últimos três anos.
Os números mostram liderança, invencibilidade, campanhas “históricas”. Mas, quando chega a hora da verdade, sobram vice-campeonatos, eliminações e, no máximo, um Paulista para tentar maquiar a realidade.
Abel Ferreira, ninguém está apagando sua história.
Seu passado vencedor sempre será lembrado.
Mas também ninguém é obrigado a aceitar esse presente vergonhoso dentro de campo.
O Palmeiras não joga bola há muito tempo.
A diferença é que, antes, os resultados escondiam a bagunça.
Quem acompanha de perto já via um time perdido há meses: chutão para frente, cruzamentos sem sentido, jogadores fora de posição, time desorganizado, sem padrão tático, sem criatividade e sem reação.
E tudo isso cai diretamente na conta do treinador.
O Abel de hoje virou um técnico arrogante, desequilibrado e perdido.
Expulsões infantis prejudicando o próprio time, coletivas agressivas, respostas debochadas e uma mania insuportável de procurar desculpas para tudo. Reclama da arbitragem, reclama do calendário, reclama do gramado, reclama da imprensa… mas raramente assume a responsabilidade pelo futebol ridículo que o Palmeiras apresenta.
O time é mal treinado.
Sem intensidade, sem jogada, sem alma e sem liderança.
Um elenco caro, milionário, que joga um futebol pequeno.
Leila Pereira.
O Palmeiras não pode viver só de marketing e entrevistas.
Nos seus dois mandatos, os títulos grandes passaram longe. Em jogos decisivos, faltou pulso, faltou comando e sobrou discurso.
O Palmeiras virou um clube que fala muito e joga pouco.
Anderson Barros.
Emagreceu depois do Mounjaro, mas a incompetência continua pesada.
Foi ele quem montou esse elenco desequilibrado e sem peças de reposição. Um time sem laterais confiáveis, sem um meia criativo e com um banco fraco para um clube do tamanho do Palmeiras.
Temporada longa exige planejamento, exige contratação e exige competência. Jogador vai se machucar, isso faz parte do futebol. Quem tem dinheiro precisa se preparar para isso.
O Palmeiras hoje tem dinheiro sobrando e competência faltando.
A torcida apoiou o tempo inteiro. Cantou, incentivou, lotou o estádio e empurrou o time, mesmo vendo um futebol horroroso há meses.
Mas apoio não significa silêncio.
A cobrança vai existir sempre que for necessária.
Porque o Palmeiras é maior que treinador, maior que presidente e maior que diretor.
Sábado é decisão.
Vamos apoiar durante os 90 minutos.
Mas, depois do apito, ninguém vai aceitar viver de passado enquanto o presente afunda o nosso futuro.
FORA, ABEL... Ah! Se ele sair, quem vai entrar? Jorge Jesus, qualquer outro portuga ou, quem sabe, o atual técnico do PAOK?
Leila, sua hora está chegando. 2027 é logo ali.
Anderson Barros já faz hora extra.