Durante sua infância, Willian José de Souza se irritava ao ser chamado de Amaral, já que amigos lhe deram o apelido alegando semelhança com o então volante que acumulava títulos e convocações para a Seleção Brasileira. Mas o novo camisa 15 chega ao Palmeiras aceitando a alcunha. Sem, no entanto, admitir qualquer similaridade física com o veterano que disputará o Campeonato Paulista pelo Capivariano.
“Falaram que era pela semelhança, mas eu não entedia porque não tinha olho torto igual ele”, relatou o novo meio-campista do Verdão, ainda sem concordar com o nome que o acompanha. “Diziam que era pela aparência, mas não pareço com ele, de jeito nenhum. Quando menino, eu não gostava de ser chamado pelo apelido e pegou por isso. Acabei me acostumando.”
Volante hoje ri, mas nunca aceitou qualquer semelhança física com o veterano jogador que está no Capivariano - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
Adaptado ao apelido, o volante usa o xará como inspiração. O Amaral de 41 anos, e hoje jogador do Capivariano, foi bicampeão brasileiro (1993 e 1994), tricampeão paulista (1993, 1994 e 1996) e campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1993 pelo Palmeiras, chegando à Seleção Brasileira e à medalha de bronze olímpica em 1996. Na carreira, ainda venceu os Brasileiros de 1998 e 2000, o Paulista de 1999, a Mercosul de 2000, a Copa da Itália em 2001 e o Campeonato Turco em 2003.
“O Amaral é um jogador que vestiu a camisa da Seleção Brasileira e deixou sua história no Palmeiras com conquistas. Espero trilhar o mesmo caminho”, disse o Amaral recém-contratado pelo Verdão, vendo até peso no apelido.
“O apelido é importante e dá uma responsabilidade grande. Fico satisfeito pela importância do nome Amaral. Mas fica mesmo no apelido. Cada um tem a sua característica e seu jeito de jogar”, indicou, ansioso pela possibilidade de encontrar o xará em duelo diante do Capivariano pelo Paulista.
“Será um prazer imenso jogar contra ele, nunca tive essa oportunidade. Podemos trocar a camisa para ficar de lembrança. Seria bastante importante por ser um cara que tem moral com a torcida como ele tem”, imaginou o Amaral que, hoje, está no Palmeiras.