Leila Pereira segue fazendo história no comando do Palmeiras. Na tarde terça-feira, a mandatária concedeu a primeira coletiva de imprensa exclusiva para jornalistas mulheres. Entre diversos temas abordados, a dirigente falou sobre a briga com a WTorre, com quem o Verdão divide a gestão do Allianz Parque.
"O Palmeiras tem um problema com a WTorre. Não posso falar detalhes por causa dessa maldita cláusula de confidencialidade. Uma receita que seria muito importante, muito relevante, mas há anos que o Palmeiras não recebe um centavo dessa concessão", afirmou Leila na Academia de Futebol.
A dirigente do Verdão complementou: "Daqui uns anos eles vão entregar o Coliseu, não precisa nem ir para Roma. E a gente não recebeu absolutamente nada. A empresa está fechando com São Paulo, com Santos, com o Maracanã, e não paga um centavo para o Palmeiras".
Não é a primeira vez que a presidente do Palmeiras critica a WTorre. Desde 2015, o Alviverde cobra na Justiça um valor de mais de R$ 120 milhões por repasses. A construtura e o Palestra Itália assinaram contrato em 2014 e possuem vínculo até 2044.
Quem é de fato dono do Allianz Parque é o Palmeiras. No entanto, a WTorre faz parte da administração da arena e pode alugar o local para shows e outros eventos que achar interessante. No contrato assinado entre clube e empresa, porém, o Verdão tem direito a receber repasses pela locação de camarotes e cadeiras, pelo aluguel do estádio para shows, exploração de setores, além de naming rights.
Um encontro histórico! 👩👩
Leia os detalhes da coletiva da presidente @leilapereiralp com jornalistas mulheres na Academia de Futebol 🗞️ ➤ https://t.co/U730SPeAu5#AvantiPalestra pic.twitter.com/SpemQ2Vusd
— SE Palmeiras (@Palmeiras) January 16, 2024
Leila Pereira também voltou a falar sobre o preço dos ingressos ao responder sobre a elitização do futebol mundial e brasileiro. A mandatária reafirmou que não acha caro os valores dos ingressos com a utilização do programa de sócio-torcedor e disse que a renda precisa vir de algum lugar.
"O futebol, apesar de ser popular, é elitizado a partir do momento em que são altíssimos os investimentos que você precisa fazer para ter um time campeão. Hoje você não conversa com um jogador médio por menos de 5 milhões de dólares/euros. A folha de pagamento de um clube da grandeza do Palmeiras é de milhões. Esses valores precisam sair de algum lugar. Temos direitos de transmissão, patrocínios, vendas de atletas, programas de sócio-torcedor. Para essa roda girar, você precisa de investimentos. É incompatível você falar de ter um time competitivo se você não tem de onde tirar os valores. E uma das fontes de renda de um clube é o sócio-torcedor com a venda de ingressos. O Palmeiras possui um dos únicos programas que disponibiliza descontos de 100% no ingresso", pontuou a dirigente.
Leila concluiu: "Num Plano Ouro, por exemplo, que seria R$ 150 por mês, o ingresso sai por R$ 45, R$ 50. Eu não acho caro. Dependendo do jogo, os valores são maiores ou menores. Nosso programa sócio-torcedor não é reajustado a quase seis anos. Não concordo quando dizem que os ingressos não são populares, eu acho que são sim. Não acho que o nosso sócio-torcedor tenha valores exorbitantes".