Leila nega procura da CBF por gerente do Palmeiras, não dá prazo por retorno ao Allianz e defende Barueri

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(Foto: Reprodução/Instagram)

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, falou sobre a situação do Allianz Parque pouco antes do confronto contra o Mirassol, neste sábado, pela décima rodada do Campeonato Paulista. A mandatária voltou a reclamar da Real Arenas (concessionária do estádio) e defendeu a utilização da Arena Barueri.

Ela afirmou que o clube não tem culpa da ausência do Allianz, que passa por uma reforma no gramado, e disse que o torcedor do Palmeiras deve agradecer por ter Barueri à disposição. A dirigente também se mostrou contrária de levar partidas da equipe à cidades do interior, devido ao desgaste que a viagem geraria em meio a um calendário apertado.

Pouco antes do duelo contra o Mirassol, a Arena Barueri sofreu com um alagamento em função de fortes chuvas que atingiram a região. Leila garantiu que o estádio estaria passando por reformas para melhorar a estrutura, mas com o problema no gramado sintético do Allianz, as obras precisaram ser adiadas.

"As minhas empresas possuem a concessão aqui da Arena Barueri. Acho que os torcedores têm de ficar satisfeitos de termos Barueri para jogar. Infelizmente aconteceu esse problema com o gramado do Allianz Parque, por falta de uma manutenção, cuja responsabilidade é da Real Arenas, não do Palmeiras. Já vínhamos reclamando há muito tempo da precariedade do gramado do Allianz, mas todos sabem que a prioridade da Real Arenas é a realização de shows. Acho que o torcedor tem que ficar muito satisfeito de termos Barueri para jogar, se não fosse aqui, onde nós iríamos jogar? O Pacaembu está em obras, teríamos que ir para o interior. Então, ainda bem que nós temos Barueri. Se não tivesse o problema do gramado do Allianz, a Arena Barueri estaria em reforma. Já fechamos a troca no gramado, nós faríamos obras para melhorar a infraestrutura, para evitar essas inundações, que já têm faz tempo. Mas não pudemos começar essas obras, porque se não o Palmeiras não poderia jogar aqui. Jogar no interior? Não é possível", disse a dirigente à CazéTV.

Chuva toma conta do estacionamento da Arena Barueri horas antes de Palmeiras x Mirassol (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

A presidente também não deu prazo para o retorno do Alviverde ao Allianz. Ela ainda assegurou que o time irá testar o novo gramado antes de voltar a utilizá-lo, para saber se o mesmo reúne condições de jogo.

"Nós ainda não temos prazo para jogar no Allianz, eles (Real Arenas) não nos passam. Importante dizer que, quando a obra do gramado estiver concluída, que já devia ter feito há bastante tempo, nós vamos testar o gramado. Os atletas vão fazer treinos lá para saber se realmente tem condições de jogo. Se não tiver, o Palmeiras não vai jogar lá. Não vou colocar em risco a saúde dos nossos jogadores e de outras equipes", afirmou.

Segundo Leila, o Palmeiras teve um "prejuízo milionário" com a ausência de sua casa nos últimos compromissos. Ela disse que a Real Arenas precisará arcar com o dano financeiro.

A mandatária também foi questionada sobre uma possível procura da CBF por Cícero Souza, atual gerente de futebol do Verdão. De acordo com ela, o clube não foi informado pela entidade sobre nada até o momento.

"Não recebi nenhuma comunicação da CBF, não fui procurada. Vi pela imprensa, desconheço completamente isso. E acho que, se houvesse algum convite, a CBF ia falar comigo", garantiu.

Líder do Grupo B e único time invicto do Paulistão, o Palmeiras pode garantir classificação antecipada ao mata-mata do torneio ainda nesta rodada. Para isso, basta vencer e torcer por um tropeço da Ponte Preta diante do Corinthians, neste domingo.

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