Presidente do Palmeiras, Leila Pereira voltou a comentar temas importantes dos bastidores do futebol brasileiro. Em entrevista ao programa Pod_I, da Globonews, a mandatária minimizou a rivalidade com o Flamengo, falou sobre a relação entre os clubes e revelou seus planos para o futuro, incluindo o desejo de eleger um sucessor para dar continuidade ao trabalho realizado no Verdão.
Palmeiras comunica saída da LIBRA. pic.twitter.com/5auIZYB0Fy
— SE Palmeiras (@Palmeiras) May 5, 2026
Rivalidade?
Leila minimizou a ideia de que o Flamengo é o maior rival do Verdão atualmente, embora tenha reconhecido a frequência com que os clubes disputam títulos nas principais competições do país.
“Não é o Flamengo (o grande rival do Palmeiras). As pessoas falam do Flamengo pois eles estão sempre disputando com a gente. É um grande clube, está sempre brigando com a gente no Brasileiro ou na Libertadores. Eu nunca começo (embates com a diretoria flamenguista), mas, se falam algumas coisas que eu não concordo, eu tenho que rebater”, declarou.
"Quero eleger um sucessor"
A mandatária também revelou que pretende seguir ajudando o Palmeiras após o encerramento de seu mandato, previsto para dezembro de 2027. Segundo ela, o objetivo é garantir a continuidade do projeto atual por meio da eleição de um sucessor.
“Eu gosto de clube de futebol. Acredito que vou acabar meu mandato em dezembro de 2027 e vou continuar colaborando para o Palmeiras (como conselheira). Quero eleger um sucessor para dar continuidade ao nosso trabalho. Não vejo futuro nos clubes associativos. Sou adepta ao clube empresa”, afirmou.
Fora da Libra
Ao abordar a saída do Palmeiras da Libra, Leila explicou que sua insatisfação não estava relacionada ao debate sobre a criação de uma liga nacional, mas à falta de avanços práticos nas discussões entre os clubes.
“A discussão da Liga não foi o que me irritou. Sou uma mulher que não gosta de perder tempo em reuniões infrutíferas. Quando fui eleita, eu tinha essa visão que os clubes poderiam se unir para administrar o Campeonato Brasileiro. Por isso, foi criada a Libra, para que todos pensassem na mesma forma, de valorizar o produto, mas o negócio não fluiu”, afirmou.
A dirigente também citou divergências entre os blocos que passaram a compor as negociações dos direitos de transmissão e mencionou a postura da atual gestão do Flamengo como um dos fatores que contribuíram para o rompimento.
“Viraram dois grandes grupos, o que até foi interessante para os direitos de transmissão. Acabou o mandato do Landim no Flamengo, entrou o novo presidente (BAP) e aí ficou muito complicado. Quiseram mexer em contratos já assinados, ações na Justiça e reuniões que não chegavam a lugar algum. Em uma liga, você tem que pensar no todo. Um clube não pode achar que é maior que todos”, completou.
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