O Palmeiras publicou comunicado oficial por meio de seu site na tarde deste sábado. Em nota assinada pela presidente Leila Pereira, o clube promete tomar ações judiciais contra os jornalistas Luis Augusto Simon e Mauro Cezar Pereira por conta de “insultos” ao técnico Abel Ferreira.
“Ambos deturparam uma declaração dada pelo treinador após o jogo de quinta-feira a fim de difamá-lo, rotulando-o como colonizador. O Blog do Menon recorre, inclusive, a episódios históricos de violência ocorridos séculos atrás para ironizar o orgulho que Abel Ferreira costumeiramente demonstra pelo seu país”, diz a nota oficial.
“Fundado por imigrantes italianos e abraçado ao longo do tempo por torcedores de diferentes nacionalidades e etnias, o Palmeiras não aceita que seus profissionais sejam atacados por causa de suas origens”, acrescenta o comunicado assinado por Leila Pereira.
A nota oficial informa que o corpo jurídico do Palmeiras ingressará com medidas nas esferas cível e criminal contra os jornalistas. Eliminado pelo São Paulo nas oitavas da Copa do Brasil, o time de Abel Ferreira se prepara para encarar o Cuiabá às 20 horas (de Brasília) desta segunda-feira, no Allianz Parque, pela 17ª rodada do Brasileiro.
Confira a nota publicada pelo Palmeiras na íntegra:
"A Sociedade Esportiva Palmeiras lamenta novamente vir a público para se manifestar contra ataques gratuitos endereçados ao treinador Abel Ferreira. Os insultos partiram, desta vez, dos jornalistas Luis Augusto Simon, do Blog do Menon, e Mauro Cezar Pereira, comentarista da Rádio Jovem Pan e colunista do UOL.
Ambos deturparam uma declaração dada pelo treinador após o jogo de quinta-feira a fim de difamá-lo, rotulando-o como colonizador. O Blog do Menon recorre, inclusive, a episódios históricos de violência ocorridos séculos atrás para ironizar o orgulho que Abel Ferreira costumeiramente demonstra pelo seu país.
Fundado por imigrantes italianos e abraçado ao longo do tempo por torcedores de diferentes nacionalidades e etnias, o Palmeiras não aceita que seus profissionais sejam atacados por causa de suas origens. Um português não tem o direito de expressar a sua opinião sobre os problemas educacionais do país onde vive há quase dois anos? Só os brasileiros podem falar a respeito das mazelas do Brasil?
Defendemos a liberdade de imprensa e a consideramos um instrumento indispensável para o bom funcionamento da democracia. Não toleramos, contudo, que profissionais de comunicação, de quem se espera equilíbrio e isenção, utilizem-se de ofensas pessoais em busca de audiência. O corpo jurídico do clube vai ingressar com as medidas cabíveis nas esferas cível e criminal.
Leila Pereira"