Delegado dá mais detalhes sobre confronto que matou torcedora do Palmeiras; confira

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(Foto: Marina Bufon/Gazeta Press)

Delegado do DRADE, a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, Cesar Saad concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (10) para dar mais detalhes do caso que vitimou Gabriela Anelli, morta antes do duelo entre Palmeiras e Flamengo.

A TV Gazeta esteve presente na entrevista, realizada no DOPE — o Departamento de Operações Policiais Estratégicas.

De somente 23 anos, a torcedora do Verdão morreu após ser ferida em um confronto ocorrido horas antes do início da partida do último sábado, pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A confusão que aconteceu durante o embate — que gerou duas interrupções no primeiro tempo, por conta dos efeitos do gás de pimenta sentidos pelos jogadores em campo — foi outra, distinta. Não foi tal confronto que ocasionou na morte de Gabriela Anelli.

Segundo Saad, a polícia confirmou — via perícia — que uma garrafa causou o corte na garganta da torcedora. Ainda não ficou determinado se o objeto já estava quebrado ou não.

O autor do crime, Leonardo Felipe Xavier Santiago, responderá por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele — que confessou o arremesso da garrafa — é do Rio de Janeiro, ex-integrante de uma torcida organizada do Flamengo.

Leonardo Felipe, entretanto, não veio para São Paulo com caravana — ele acessou a parte externa por conta própria, já que não estava no comboio. O autor do crime não tinha passagem anterior pela polícia.

Outras pessoas também arremessaram garrafas e a polícia, segundo Saad, ainda tenta as respectivas identificações.

Gabriela era da Mancha Verde e namorava um homem de outra torcida menor do Palmeiras, a Porks. Ela estava em outro local da entrada do seu portão, na torcida visitante. A briga aconteceu uma hora e meia antes da abertura geral dos portões do Allianz Parque.

Essa primeira briga envolveu torcedores comuns. O confronto que paralisou a partida por duas vezes foi entre torcedores organizados.

Saad revelou, também, que três pessoas procuradas pela Justiça fora, identificadas nas catracas e encaminhadas para responder pelos seus crimes graças ao reconhecimento facial, implementado recentemente pelo Palmeiras para coibir o cambismo no estádio.

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