Delegado do DRADE, a Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, Cesar Saad concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (10) para dar mais detalhes do caso que vitimou Gabriela Anelli, morta antes do duelo entre Palmeiras e Flamengo.
A TV Gazeta esteve presente na entrevista, realizada no DOPE — o Departamento de Operações Policiais Estratégicas.
De somente 23 anos, a torcedora do Verdão morreu após ser ferida em um confronto ocorrido horas antes do início da partida do último sábado, pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A confusão que aconteceu durante o embate — que gerou duas interrupções no primeiro tempo, por conta dos efeitos do gás de pimenta sentidos pelos jogadores em campo — foi outra, distinta. Não foi tal confronto que ocasionou na morte de Gabriela Anelli.
Segundo Saad, a polícia confirmou — via perícia — que uma garrafa causou o corte na garganta da torcedora. Ainda não ficou determinado se o objeto já estava quebrado ou não.
O autor do crime, Leonardo Felipe Xavier Santiago, responderá por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele — que confessou o arremesso da garrafa — é do Rio de Janeiro, ex-integrante de uma torcida organizada do Flamengo.
Estou aqui na DOPE, com o Dr Cesar Saad.
O torcedor do Flamengo que matou a torcedora Gabriela Anelli, do Palmeiras, não fazia parte de nenhuma organizada e responderá por homicídio qualificado por motivo torpe.Também tivemos acesso a um vídeo em que a jovem+
— Marina Bufon (@MarinaBufon) July 10, 2023
Leonardo Felipe, entretanto, não veio para São Paulo com caravana — ele acessou a parte externa por conta própria, já que não estava no comboio. O autor do crime não tinha passagem anterior pela polícia.
Outras pessoas também arremessaram garrafas e a polícia, segundo Saad, ainda tenta as respectivas identificações.
Gabriela era da Mancha Verde e namorava um homem de outra torcida menor do Palmeiras, a Porks. Ela estava em outro local da entrada do seu portão, na torcida visitante. A briga aconteceu uma hora e meia antes da abertura geral dos portões do Allianz Parque.
Essa primeira briga envolveu torcedores comuns. O confronto que paralisou a partida por duas vezes foi entre torcedores organizados.
Saad revelou, também, que três pessoas procuradas pela Justiça fora, identificadas nas catracas e encaminhadas para responder pelos seus crimes graças ao reconhecimento facial, implementado recentemente pelo Palmeiras para coibir o cambismo no estádio.