Delegado alega falha em rádio de árbitro e nega interferência externa

São Paulo, SP

04-10-2015 21:31:51

Jailson Macedo Freitas fez arbitragem confusa em Chapecó. (Foto: Cesar Greco/Divulgação)
Jailson Macedo Freitas fez arbitragem confusa em Chapecó. (Foto: Cesar Greco/Divulgação)

A goleada da Chapecoense sobre o Palmeiras foi marcada por uma arbitragem confusa na tarde deste domingo. Marco Antônio Martins, delegado da partida disputada na Arena Condá, alegou falha no rádio usado pelo trio e negou qualquer tipo de interferência externa.

No primeiro tempo, o juiz Jailson Macedo Freitas expulsou o lateral esquerdo Egídio de forma equivocada por carrinho em William Barbio. Após quatro minutos de paralisação, alertado pelo assistente Bruno Boschilia e pelo quarto árbitro Daniel Nobre Bins, ele anulou a decisão e mandou o jogador do Palmeiras retornar ao gramado.

“A comunicação por rádio falhou e o assistente não teve como se comunicar com o árbitro. A partir do momento em que foi informado, ele voltou atrás normalmente, como prevê a regra, já que você pode mudar a decisão antes de o jogo recomeçar”, disse Marco Antônio Martins.

O delegado da partida, encerrada com goleada por 5 a 1 da Chapecoense, admitiu que o trio de arbitragem demorou para atuar. Por outro lado, Marco Antônio Martins procurou destacar que a decisão de manter o lateral esquerdo Egídio em campo foi justa, uma vez que não houve nem falta.

“O mais importante é que houve acerto. Pouco importa quantos minutos o jogo ficou parado. O Palmeiras não foi prejudicado e o tempo perdido foi acrescido ao final da etapa inicial. A arbitragem acertou, não adianta ficar procurando chifre em cabeça de cavalo”, afirmou.

No segundo tempo, houve um novo lance polêmico. O assistente Ivan Carlos Bohn marcou impedimento inexistente de Willam Barbio no gol marcado por Túlio de Melo, o terceiro da Chapecoense. Após alguma hesitação, Jailson Macedo Freitas validou o lance.

As duas jogadas motivaram especulações de eventuais interferências externas sobre a arbitragem, possibilidade negada por Marco Antônio Martins. “Ninguém teve comunicação com gente de fora. Isso não existe, nem dá tempo. É só perguntar para os repórteres de televisão”, disse.

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