Chefe de arbitragem da CBF vê lance "difícil e interpretativo", mas concorda com pênalti em Rony contra Fortaleza

Imagem ilustrativa para a matéria
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Chefe da Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Wilson Seneme analisou o pênalti assinalado a favor do Palmeiras na partida contra o Fortaleza, pela Copa do Brasil, na última semana. De acordo com o ex-juiz, Wagner do Nascimento Magalhães acertou ao marcar a penalidade.

O lance gerou polêmica e reclamações do Leão do Pici, que contestou a decisão — na figura do técnico Juan Pablo Vojvoda. Aos sete minutos de jogo, Rony disputou bola com Caio Alexandre dentro da área e, na dividida, o árbitro assinalou penalidade máxima para o Verdão após toque por baixo do jogador do Fortaleza.

O Leão do Pici, entretanto, protestou e muito a decisão do juiz. A alegação era de que o 'Rústico' jogou o corpo para cima de Caio Alexandre, de maneira faltosa, na dividida. Ídolo do Verdão, até mesmo o goleiro Marcos discordou do pênalti.

"É uma jogada difícil, interpretativa. Quando nós temos um alto grau de dificuldade nessas jogadas, nós conversamos com os árbitros após os jogos. Vou confidenciar, aqui, a conversa que tivemos com o Wagner", relatou Seneme.

O chefe de arbitragem da CBF contou que Magalhães afirmou que Rony tocou primeiro na bola e, depois, o defensor do Fortaleza tentou o desarme com uma rasteira na panturrilha. No diálogo do VAR, divulgado pela entidade máxima do futebol brasileiro, o árbitro de vídeo pediu a confirmação do pênalti — sem cartão amarelo para Caio Alexandre.

"É possível ter essa análise? Sim, é. Eu acredito, até, que a decisão do Wagner teria maior respaldo se tivéssemos outro ângulo, algum da televisão, que fornecesse mais detalhes. Como isso não aconteceu, fica a polêmica", disse Seneme.

LEIA MAIS
Dívida e exigência de biometria: Palmeiras e administradora do Allianz Parque entram em rota de conflito

O chefe da comissão da CBF elogiou o posicionamento e o tempo de decisão de Wagner do Nascimento Magalhães. Seneme alegou que o tranco de Rony foi "lateral e proporcional para a disputa" — afirmando desatenção do defensor para o despreparo do corpo e consequente contato. Segundo o representante, tal conjuntura tirou o pé de apoio do atacante do Verdão.

"Também é possível interpretar que não houve infração? Eventualmente, sim. Mas, na minha visão, o árbitro tem total respaldo — até pelo posicionamento", concluiu.

Conteúdo Patrocinado