A CBF não pediu desculpas e preferiu transferir responsabilidades pelas placas cobertas por papel no estádio do Palmeiras nesse sábado. Em comunicado, a entidade culpou uma “empresa terceirizada” no pedido para cobrir o nome Allianz Parque exposto em diversos setores do Palestra Itália.
“O nome Allianz Parque chegou a ser coberto em virtude do excesso de zelo da empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais nos estádios”, posicionou-se a Confederação Brasileira de Futebol.
“Vale ressaltar que o problema foi detectado e devidamente corrigido pela diretoria de Marketing da CBF e não se repetirá nos jogos do Campeonato Brasileiro”, prometeu a entidade, em comunicado divulgado neste domingo.
Torcida se irritou com censura e CBF transferiu responsabilidade sem se desculpar (Reginaldo Castro/Gazeta Press) - Credito: Gazeta Press
Antes do jogo, funcionários do estádio diziam seguir ordens da CBF e de responsáveis pela transmissão do jogo ao cobrir placas com o nome da Allianz, seguradora alemã que estabeleceu acordo de mais de R$ 300 milhões para alugar o direito de batizar a arena. Torcedores se irritaram e arrancaram os papeis antes do jogo.
Durante a partida, placas voltaram a ser cobertas e, mais uma vez, torcedores foram flagrados retirando outra vez a ‘censura’, ainda no primeiro tempo. Até o final do confronto, o nome Allianz Parque apareceu sem nenhum papel à frente.
Confira a íntegra do comunicado da CBF:
“Esclarecimento sobre o ocorrido na Arena do Palmeiras
A Confederação Brasileira de Futebol esclarece que o episódio ocorrido no sábado, na partida entre Palmeiras e Atlético Mineiro, em que o nome Allianz Parque chegou a ser coberto ocorreu em virtude do excesso de zelo da empresa terceirizada encarregada dos procedimentos operacionais nos estádios.
Vale ressaltar que o problema foi detectado e devidamente corrigido pela diretoria de Marketing da CBF e não se repetirá nos jogos do Campeonato Brasileiro.”