Em sua preleção neste domingo, Cuca se inspirou na Páscoa, que simboliza a ressurreição de Jesus Cristo, para buscar sua primeira vitória no comando do Palmeiras. Mas o técnico alcançou sua quarta derrota consecutiva, sofrendo uma vexatória goleada por 4 a 1 diante do Água Santa – que não vencia há seis jogos – e espera que este seja, realmente, o pior momento do time.
“Tomara que tenha chegado ao fundo do poço, porque de lá não passa. E se não chegou ainda, tem um pouco mais para ir. Isso é o pior que pode acontecer. Talvez não agrade muita gente, mas falo de coração, é o meu sentimento”, disse, sincero. “É para entendermos esse momento horrível que estamos passando e poder tirar disso uma saída. Precisamos dizer a verdade: nosso momento é muito crítico.”
Técnico já acumula quatro derrotas em quatro jogos pelo Palmeiras (foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
O Palmeiras tem só cinco vitórias em 16 jogos oficiais na temporada, está fora da faixa de classificação em seus grupos tanto no Campeonato Paulista quanto na Copa Libertadores da América e aparece a três pontos da zona de rebaixamento do Estadual, com três rodadas para terminar esta fase. O vexame ocorrido em Presidente Prudente – o Água Santa é de Diadema, mas vendeu o mando de campo – marca um ano que vem sendo desastroso.
“Falamos na preleção: ‘Pessoal, hoje é Páscoa, é o nascimento do Cristo, o que significa o ovo’. Passei que era o dia de começar uma vida nova”, lembrou Cuca, que tinha uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ao lado do símbolo do Palmeiras em sua camisa neste domingo.
“Falta de tempo para treinar, entenderem a filosofia de trabalho que tentamos impor, pode ser um erro meu por insistir em algumas situações... Precisamos assimilar. Mas o mais importante de tudo isso é nos unirmos. Todos são culpados. É dividir um pouquinho cada um porque dói menos”, prosseguiu o treinador.
Durante sua entrevista coletiva, Cuca lembrou que escalou Thiago Santos fixo na cabeça de área, para dar estabilidade defensiva, e o time tomou três gols. Voltou do intervalo só com Arouca como volante e a equipe levou outro, contra, marcado por Roger Carvalho. Não adiantou nem trocar a forma de marcar bola parada, que começou a partida sendo feita individualmente e terminou com cada um em sua “zona” dentro da área.
“São coisas que, se levadas ao pé da letra, vão criando um estado anímico negativo, e o jogador vai se afundando dentro do jogo. Por mais que tentem, o adversário explora bem, e continuamos perdendo gols”, disse o técnico, assumindo problema emocional da equipe. “Vestir essa camisa na hora da pressão não é fácil. Temos jogadores, mas, eles precisam ter autoconfiança. São passes fáceis que erramos, jogadas fáceis de cortar em que tomamos o gol..”, seguiu lamentando.