O Palmeiras deixou a Vila Belmiro com um empate sem gols diante do Santos, que pode custar caro até o fim da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Embora a igualdade no placarem um clássico fora de casa não seja, por si só, um resultado ruim, a combinação do tropeço com o resultado do jogo do Flamengo pode mudar o cenário da disputa pelo título.
Até a bola rolar para Santos e Palmeiras, o Verdão dependia apenas de si para levantar a taça. Mas isso pode mudar. A equipe comandada por Abel Ferreira chegou aos 70 pontos e igualou a pontuação do líder Flamengo, que tem um jogo a menos e uma vitória a mais. Caso vença o Vasco nesta quinta-feira, o Rubro-Negro abrirá três pontos de vantagem na ponta.
Falta de eficácia volta a ser problema
Jogando fora de casa, Abel decidiu manter a escalação que vinha apresentando bom desempenho recentemente e ainda contou com o retorno de Vitor Roque ao banco de reservas. O Palmeiras começou melhor, ocupando o campo de ataque e controlando a posse de bola, mas não conseguiu transformar o domínio inicial em vantagem no placar.
No decorrer do jogo, o Santos cresceu na partida e equilibrou as ações. O Palmeiras teve chances suficientes para sair com a vitória. Faltou, porém, mais qualidade no último passe, maior precisão nas finalizações e eficiência para matar o jogo quando teve a chance.
A equipe alviverde trabalhou bem a bola no primeiro tempo e levou perigo, principalmente em jogadas construídas de pé em pé. Por outro lado, viu o Santos explorar erros de passe e responder nos contra-ataques. O goleiro Carlos Miguel foi decisivo para manter o placar zerado antes do intervalo ao fazer grande defesa em finalização de Gabigol, que apareceu livre cara a cara com o camisa 1.
Fisicamente, o Palmeiras pareceu sentir mais o desgaste da sequência de jogos e viu o rival retornar melhor para o segundo tempo. Mesmo assim, a comissão técnica manteve a formação inicial e só promoveu as primeiras mudanças aos 21 minutos da etapa final, depois de alguns sustos.
As entradas de Mauricio, Larson e Arthur deram novo fôlego ao time. Felipe Anderson e Vitor Roque entraram depois. Com mais intensidade, o Verdão voltou a levar perigo e obrigou Diógenes a trabalhar. O goleiro santista fez duas defesas importantes, uma em finalização de Flaco López e outra em cabeceio de Murilo.
Retorno de Vitor Roque tem gosto amargo
O retorno de Vitor Roque foi uma boa notícia para Abel Ferreira, que ainda conta com as ausências de Ramón Sosa (lesão na coxa direita) e Paulinho (trauma na panturrilha direita). No entanto, o camisa 9 teve nos pés a melhor oportunidade do Palmeiras na partida e desperdiçou a chance de coroar sua volta. Aos 43 minutos do segundo tempo, recebeu livre na área, mas finalizou em cima de Diógenes.
A reta final da temporada também começa a expor o impacto do calendário apertado. Sequências de viagens, desgaste físico e um elenco desfalcado aumentam o desafio de manter a equipe competitiva na disputa pelos três títulos. Sem Sosa e Paulinho, Abel precisa encontrar soluções para tornar o setor ofensivo mais agressivo.
Situação do Palmeiras
Sem muito tempo para lamentar os pontos perdidos na Vila Belmiro, o Palmeiras volta suas atenções para a Copa do Brasil. A equipe alviverde enfrenta o Vasco neste domingo, pela ida da semifinal, no Nubank Parque, em São Paulo. Antes disso, porém, o time de Abel seca o Flamengo, que encara o Vasco nesta quinta-feira, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).
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