Análise: Palmeiras produz para vencer, mas Weverton frustra domínio alviverde

Imagem ilustrativa para a matéria
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras teve volume, criou oportunidades suficientes para sair da Arena do Grêmio com a vitória e passou boa parte do confronto no campo ofensivo. O empate por 0 a 0, neste domingo, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, porém, expôs um problema da equipe: transformar superioridade e chances claras em gols.

Entre duas bolas no travessão e uma atuação inspirada de Weverton, o Verdão produziu, mas não conseguiu converter o controle da partida em três pontos importantes na disputa pela liderança.

Palmeiras encontra espaços e cria por diferentes caminhos

Mesmo diante de um Grêmio disposto a explorar transições, o Palmeiras conseguiu construir oportunidades por diferentes setores. Jhon Arias participou da criação pelo lado direito, enquanto Marlon Freitas e Andreas Pereira apareceram como alternativas para levar o time ao ataque. Vitor Roque e Flaco López, por sua vez, deram presença à equipe dentro da área.

O volume ofensivo não ficou restrito a uma única fórmula. O Verdão chegou em cruzamentos, bolas paradas e jogadas trabalhadas pelos lados. Marlon e Vitor Roque acertaram o travessão no primeiro tempo, enquanto Gustavo Gómez obrigou Weverton a fazer grande defesa após escanteio.


A variedade foi um ponto positivo porque permitiu ao Palmeiras continuar encontrando caminhos mesmo quando o Grêmio baixava suas linhas. O problema esteve justamente na conclusão das jogadas. A equipe chegou à área em condições favoráveis diversas vezes, mas esbarrou no goleiro adversário ou pecou na definição.

Pressão ofensiva cobra preço nas transições

O controle palmeirense não significou uma partida sem riscos. Ao se instalar no ataque e colocar mais jogadores à frente, o Verdão concedeu espaços que o Grêmio tentou aproveitar em velocidade. Pavón e Amuzu foram importantes neste cenário, enquanto Carlos Vinícius chegou a receber livre na área em uma das melhores oportunidades dos gaúchos.

Carlos Miguel precisou aparecer para impedir que uma partida de domínio territorial do Palmeiras ganhasse outro roteiro. Além das intervenções diante dos contra-ataques, o goleiro contou com o travessão após cabeçada de Gustavo Martins no fim da primeira etapa.

Ainda assim, o Palmeiras conseguiu sustentar a busca pelo gol sem perder completamente o equilíbrio. Gustavo Gómez teve papel importante na defesa, e o meio-campo manteve a equipe presente no campo adversário durante boa parte do confronto. O risco existiu, sobretudo pelas características do jogo proposto pelo Grêmio, mas não impediu o Verdão de continuar sendo a equipe mais perigosa.

Mudanças mantêm pressão, mas não resolvem problema central

João Martins, responsável por comandar o time devido à suspensão de Abel Ferreira, tentou renovar o ataque durante a segunda etapa. Felipe Anderson e Ramón Sosa substituíram Arias e Vitor Roque, enquanto Maurício entrou na vaga de Andreas Pereira. As mudanças deram novas opções, mas não alteraram o principal obstáculo do Palmeiras: a eficiência.

Antes das substituições, Andreas já havia parado em uma grande defesa de Weverton após boa construção de Arias. Depois delas, o Verdão continuou chegando, com Giay avançando até a linha de fundo e Maurício aparecendo dentro da área. A insistência se manteve até os acréscimos, quando o goleiro gremista voltou a impedir o gol palmeirense.

Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp

Por isso, o 0 a 0 deixa uma leitura ambígua. O Palmeiras demonstrou capacidade para criar mesmo fora de casa e vindo de uma desgastante classificação sobre a LDU, no Equador, pela Libertadores. Ao mesmo tempo, desperdiçou a oportunidade de transformar uma atuação de superioridade em uma vitória fundamental no Brasileirão.

Com 57 pontos, o Verdão igualou o Flamengo, mas tem um jogo a mais e pode ver o rival abrir vantagem. A data Fifa agora oferece um período sem partidas antes do duelo contra o Bahia, em 8 de outubro. Para o Palmeiras, o desempenho em Porto Alegre deixa uma base positiva na produção ofensiva, mas também um recado evidente para a sequência decisiva da temporada: criar tanto só terá valor se o time recuperar a eficiência na hora de definir.

Conteúdo Patrocinado