Alecsandro se emociona e entrega camisa a Lela, seu pai palmeirense

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No dia seguinte à gravação do vídeo em que jurou amor à torcida flamenguista, Alecsandro se emocionou ao vestir a camisa do Palmeiras. O atacante fez questão de entregar um uniforme ao seu pai, o ex-atacante Lela, que é torcedor do clube, e ficou com os olhos marejados durante a sua apresentação.

“É uma felicidade enorme, uma situação diferente vestir a camisa do Palmeiras. Desde pequeno eu já convivia com o Palmeiras, já ouvia o hino e até ficou marcado: defesa que ninguém passa, linha atacante de raça, torcida que canta e vibra. Há muito tempo o Palmeiras faz parte da minha história e da minha vida”, disse o jogador de 34 anos, que esvaziou um copo d’água durante sua entrevista, sempre dando alguns goles para evitar chorar.

“É natural da vida realizar o sonho do seu filho e, quando isso acontece, a alegria do pai acaba sendo duas vezes maior que a do filho. Imagina o que está sendo realizar o sonho do meu pai. É realmente demais, essa é a palavra certa. Estou muito feliz”, relatou, comovido com a presença dos pais na sala de entrevistas coletivas do Palestra Itália.

“Pela primeira vez, em todos os clubes em que me apresentei, meu pai e minha mãe estão presentes. É um momento muito bacana e especial. Fico muito feliz e lisonjeado de estar aqui. Tive outras propostas de dentro e fora do Brasil, mas, primeiro, o Palmeiras me escolheu e, depois, pude escolher a Sociedade Esportiva Palmeiras. Espero realmente retribuir toda a expectativa da diretoria e do torcedor fazendo o que fiz em todos os clubes que passei: ganhar títulos e fazer gols”, prometeu.

Lela se destacou pelo Coritiba campeão brasileiro em 1984, mas se revelou palmeirense na apresentação do filho

Lela se destacou pelo Coritiba campeão brasileiro em 1984, mas se revelou palmeirense na apresentação do filho - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

Lela foi atacante e destaque do Coritiba campeão brasileiro em 1984. Ao vestir a camisa 21 do Palmeiras com o seu nome nesta sexta-feira, repetiu, timidamente, sua comemoração característica, fazendo careta ao mostrar língua e as palmas das mãos ao lado do rosto. Fez questão de acompanhar a entrevista do filho, sentado na primeira fila da sala.

Lela criou seus filhos em Bauru (SP) e também é pai de Richarlyson, volante que atuou por mais de cinco anos no São Paulo, sendo campeão mundial e tricampeão brasileiro. O hoje jogador da Chapecoense teve duas chances de jogar no Palmeiras: em 2005, realizou exames médicos no clube e horas depois foi apresentado no Tricolor e, no início de 2012, tinha tudo encaminhado até protestos de torcidas organizadas fazerem o presidente Arnaldo Tirone desistir da contratação.

Mas Alecsandro, irmão de Richarlyson, deu a entender ser palmeirense, contando que comemorava gols na infância gritando o nome de Evair. Só não vai assumir publicamente seu clube do coração, como respeito a uma promessa feita ao irmão no começo da carreira de ambos.

“Quando comecei como profissional no Vitória e o Richarlyson, no Ituano, combinamos que não falaríamos qual era o nosso clube de coração. Sou sempre brincalhão, até um pouco mais do que o Richarlyson, e ele tinha medo de eu contar. Como combinado não é caro, não vou falar. Quem sabe, quando eu parar, sento com o Richarlyson para saber se posso dizer nosso clube do coração”, comentou Alecsandro.

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