"Preciso fazer valer o nome de Alecgol", disse o atacante (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Ao ser substituído nessa quarta-feira, sob intensas vaias, Alecsandro ouviu torcedores exigindo que ele honrasse a camisa do Palmeiras e respondeu dizendo “vai tomar no c...” antes de arremessar um copo d’água no chão e seguir para os vestiários revoltado. O atacante, porém, garante que aceita e merece qualquer crítica, menos as que contestam sua aplicação em campo.
“Está faltando gol, não raça. Isso o torcedor nunca vai poder cobrar de mim”, disse o centroavante, com apenas um gol em 14 jogos pelo clube. “O torcedor do Palmeiras tem razão, tem de cobrar o Alecsandro mesmo. O Alecsandro tem de realmente fazer valer o nome de Alecgol. Não vou fugir de nada disso, dou a cara para bater. Jogador que veste a camisa de time grande tem de ser assim.”
Mas não foi com tanta naturalidade que o jogador de 34 anos encarou os xingamentos da torcida ao ser substituído no começo do segundo tempo da derrota para a Ponte Preta. Titular apenas porque Barrios defendeu a seleção paraguaia na véspera da partida, Alecsandro voltou a jogar mal e não aceitou ficar no banco, minimizando a discussão com os torcedores que estavam no setor mais próximo ao gramado do Palestra Itália.
“Não bati boca porque aceito toda crítica, mas não valia a pena ficar no banco. Confesso que fiquei um pouco chateado, sim. No vestiário tem uma televisão de 60 polegadas que passa ao vivo o jogo, e pude assistir um pouco mais tranquilo, tomando água e suco, com a cabeça mais tranquila. E chateado porque a vitória não veio”, completou, admitindo que não gostou de sair – e ressaltando que abriu mão de ser reserva no Flamengo para assinar com o Palmeiras em junho.
“Estou com quase 20 anos de carreira como profissional. Se eu for substituído e não sair chateado, é hora de parar. Ainda tenho esse brilho nos olhos, ainda quero vencer. Eu estava em uma situação confortável em outro clube e sai para realmente buscar um desafio na minha carreira. Trouxe minha família toda para cá e troquei meus filhos de escola sabendo da cobrança no Palmeiras”, argumentou.
Tentando mostrar tranquilidade, Alecsandro chegou a gostar de ser o foco dos xingamentos. “Eu me identifiquei com a torcida do Palmeiras. Mas dificilmente tem jogador em algum clube do Brasil que nunca foi vaiado e crucificado pelo seu torcedor. E é até melhor me pegar do que pegar o pessoal mais novo. Tenho carcaça para segurar”, avisou.