Abel abre o jogo sobre fase de Vitor Roque no Palmeiras e cobra mudança em "linguagem corporal"

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O técnico Abel Ferreira voltou a comentar sobre o momento vivido por Vitor Roque com a camisa do Palmeiras. O atacante começou o clássico contra o Santos no banco de reservas na última quarta-feira, na Vila Belmiro, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

O português abriu o jogo sobre a fase vivida pelo camisa 9, que anotou somente um gol nos últimos 16 jogos. Além disso, na última quarta-feira, voltou a ficar marcado por desperdiçar uma chance clara de gol para a equipe alviverde. Abel, então, pediu uma mudança na "linguagem corporal" do jogador.

"Faz parte. O Roque esteve lesionado três, quatro meses, está a voltar de lesão. Vocês sabem o quanto eu defendi o Vitor Roque no passado. Não há ninguém que defendeu ele mais do que eu. Só quero que ele tenha a alegria de treinar, que sorria para o sol. E, neste momento, a linguagem corporal dele não é a melhor. Precisamos perceber muito do contexto. Jogador é técnico, tático, físico e mental. O que lhe peço é que sorria, que agradeça todos os dias que Deus lhe deu a oportunidade de fazer o que ele mais gosta. Seja no banco, na bancada, a falhar gols ou não", comentou o treinador em coletiva.

Vitor Roque demorou a deslanchar no Palmeiras no ano passado, mas quando o fez, foi peça importante da equipe, sobretudo em momentos decisivos da temporada, como o mata-mata da Libertadores. Depois de iniciar 2026 em baixa, ele foi fundamental para a conquista do Paulista, com um gol marcado na final.

O atacante disputou as finais do Paulista no sacrifício devido a dores no tornozelo esquerdo. O problema voltou a afetá-lo em meados de abril e, no início de maio, ele passou por cirurgia para corrigir o problema. Dessa forma, só voltou a campo na reta final de julho, após a pausa da Copa do Mundo.

"Não lhe cobrava gols no ano passado, o gol é consequência de uma tarefa que tem que fazer. Não tenho que estar preocupado com o gol, mas preocupado em como fazer as tarefas que o levem ao gol. Quando eu não rio para o céu, o céu não vai rir pra mim. Qualquer pessoa que faça aquilo que mais ama e que mais gosta, a primeira coisa que devia fazer ao se levantar e ao deitar é agradecer. E ainda me pagam. Era o que deveríamos fazer. O que eu disse no último jogo, quando eu disse que treino todos da mesma maneira, já disse várias vezes do Flaco. Precisamos que o López não perca aquelas bolas todas, que entre ligado no jogo. E ele vai dizer que tem jogado 90 minutos sempre", ponderou.

"Precisamos do Roque, do López, do Mauricio, Sosa, Paulinho. Infelizmente não temos. Joga o Larson, Luis, o Belé. Joga quem tivermos. Desde que cheguei aqui, ganhamos e perdemos, mas há uma coisa que esse time nunca perdeu: a competitividade e a inteligência de jogar jogos contra equipes algumas vezes mais maduras e talentosas. Hoje, tenho uma equipe super talentosa, mas há dias que não vai tão bem. Mas sabemos onde estamos e para onde queremos ir", acrescentou.

Vitor Roque disputou 30 jogos pelo Palmeiras na atual temporada, com sete bolas na rede e uma assistência.

"Ele é uma peça fundamental. Muitos querem esquecer, mas já ganhamos um título esse ano. Ninguém vai apagar isso. Se não ganhas é uma merda, mas se ganha não vale. A mim, me dá o mesmo trabalho. E ele ganhou essa taça sozinho. Esse título no contra o Novorizontino foi ele. É um jogador que tem para dar. Mas primeiro, é muito por aí, agradecer e sorrir. A linguagem corporal, olhar para o espelho e ver que cara estás a ver no espelho", enfatizou Abel.

Cobrança pública

No empate do Palmeiras em 1 a 1 contra o Mirassol, no último domingo, Abel Ferreira chamou Vitor Roque à beira do gramado e cobrou o camisa 9 publicamente. O técnico justificou a situação e defendeu o atacante das críticas.

"Eu raramente o faço, e quando o faço, só tenho uma intenção. Só fiz isso com dois jogadores aqui, acho eu: Flaco e Roque. Quem o aguentou nas costas durante 10 a 15 jogos no ano passado, quando criticavam a mim e à direção, que deveria ir embora, um bagre? Sabem quem o matou no peito?", questionou o português.

Embora tenha saído em defesa de Vitor Roque, Abel voltou a cobrar o centroavante por uma resposta dentro de campo.

"Eu não vou fazer nada por ele. Não faço pelos outros, faço por mim. O que depende de mim, faço por mim. É minha função treinar e educar, sou professor, e dizer qual o caminho. É por aqui, e cada um faz seu caminho. É um moleque, precisa de muito carinho, de muita atenção, e estamos a cuidar dele. Agora, quem tem que meter os pés no caminho é ele. Esse tipo de atitude ajuda? É ele quem tem que dizer. O treinador está a cuidar dele, os capitães e a direção também. Agora, não depende de nós. Meter as mãos na massa depende só de uma pessoa", completou o técnico.

Próximos jogos do Palmeiras

Botafogo x Palmeiras (26ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário:06/09 (domingo), às 18h30 (de Brasília)
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)

Palmeiras x LDU-EQU (quartas de final da Libertadores — jogo de ida)
Data e horário:09/09 (quarta-feira), às 19h (de Brasília)
Local: Nubank Parque, em São Paulo (SP)

 

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