Gazeta Esportiva

Marcelo Bielsa cobra quase R$ 16 milhões do Olympique de Marselha em direitos trabalhistas

AFP - São Paulo,SP

30/09/22 | 16:43

O técnico argentino Marcelo Bielsa entrou na justiça trabalhista contra o Olympique de Marselha para cobrar 3 milhões de euros (R$ 15,8 milhões) referentes aos seus direitos quando pediu demissão em agosto de 2015, após um ano à frente da equipe.

Benjamin Cabagno e Arnaud Ibáñez, advogados de Bielsa, denunciaram uma "estratégia desleal" na gestão de seu contrato de trabalho. De acordo com os representantes do treinador, o motivo seria o não cumprimento do acordo que ele tinha com o presidente do clube, Vincent Labrune, de aumento de salário em 25% entre a primeira e a segunda temporada.

O clube, representado pelo diretor geral Philippe Pérez e pela advogada do acionista majoritário na época Margarita Louis-Dreyfus, teria deixado de lado, no último momento, o aumento de sua remuneração mensal líquida de 185 mil euros (R$ 975 mil), o que levou à saída do argentino.

O próprio Bielsa explicou que sua decisão foi um desacordo entre ele e a direção do clube em relação ao seu contrato.

"O Olympique manipulou um pouco o sistema", resumiu a defesa do treinador após pedir uma compensação no salário com um aumento de 25% sobre a remuneração da temporada 2015-16, totalizando 2,7 milhões de euros (R$ 14,2 milhões).

Neste valor, está embutido um prejuízo moral de 20 mil euros, uma violação ao direito de imagem e notoriedade de 180 mil euros (R$ 105,4 mil), sem contar o resultado da ação trabalhista.

Os representantes do clube pediram ao tribunal que indefira todas as exigências do treinador, dado que o processo, iniciado em 2019, já é considerado prescrito há muito tempo pela advogada do clube, Christel Schwing.

O argentino deixou a equipe após uma boa primeira temporada, em que levou o time de Marselha à quarta colocação do Campeonato Francês, além de ter conquistado sua exigente torcida. A saída repentina se deu logo após a primeira partida da temporada 2015-16, no dia 8 de agosto de 2015.

A decisão do tribunal trabalhista de Marselha deve sair no dia 27 de janeiro de 2023.


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