O México estreia nesta quinta-feira como anfitrião da Copa do Mundo pela terceira vez em sua história sob pressão para vencer de uma vez por todas a maldição das quartas de final, fase que nunca conseguiu superar.
Lighting up the night sky in Mexico City for the #FIFAWorldCup ✨#NovaSkyStories pic.twitter.com/K3uW3iw2Y1
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) June 11, 2026
Maldição das quartas
Os mexicanos enfrentam a África do Sul no estádio Azteca. É uma reedição da partida de abertura de 2010, quando os africanos eram os anfitriões. O atual técnico, Javier Aguirre, era o treinador naquela ocasião. A partida terminou empatada em 1 a 1.
Ao todo, são sete jogos de abertura em Copas do Mundo, e o México nunca conseguiu vencer. Seu retrospecto é de cinco derrotas e dois empates.
Aguirre está disposto a acabar com esse mau agouro que começou no Uruguai 1930, quando o México foi goleado por 4 a 1 pela França.
“Temos que quebrar a estatística”, disse Aguirre nesta quinta-feira, em entrevista coletiva antes da partida de abertura. “Eu não tinha esse dado, vou compartilhar com os jogadores, vai ser mais um incentivo.”
Nas duas Copas anteriores em que foi anfitrião, em 1970 e 1986, o México caiu nas quartas de final. No Catar 2022, não passou da fase de grupos; no Brasil 2014 e na Rússia 2018, caiu nas oitavas de final. Nesta Copa do Mundo, enfrenta ainda Coreia do Sul e República Tcheca.
Herói ou vilão?
Aguirre repetirá a experiência de disputar uma Copa do Mundo em casa 40 anos depois de fazê-lo em 1986 como jogador.
“Desde que cheguei, há 22 meses, não tive emoção maior do que voltar a viver uma Copa do Mundo em casa”, declarou o técnico de 67 anos.
Treinador desde 1996, ele foi técnico da seleção nacional em duas oportunidades: em ambas — Coreia e Japão 2002 e África do Sul 2010 — também caiu nas oitavas de final.
É, no entanto, o treinador com mais vitórias no comando do México e o único, ao lado de Ignacio Trelles, com três Copas do Mundo no banco de reservas.
Este terceiro capítulo termina na Copa do Mundo organizada por México, Estados Unidos e Canadá.
"Sou o menos importante nesta seleção"
Ele vive esse momento com “tranquilidade emocional”, “paz interior” e menos “exigente” com seus jogadores. “Fui cedendo em relação à disciplina que eu mesmo me impus quando era jogador.”
“O melhor legado para os jogadores que compartilharam o vestiário comigo é ajudá-los a crescer como pessoas”, acrescentou.
“Sempre me preocupei com sua situação financeira ou com sua família, com seu bem-estar, antes de vê-los como um jogador com número.”
O desfecho pode ser de herói ou vilão. Isso “não é muito relevante para mim”, indicou.
“Eu sou o menos importante nesta seleção”, mas “sou o principal responsável quando há uma derrota. É uma lei que conheço desde sempre”, concluiu.
*Conteúdo produzido pela AFP
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp