Manchester City é considerado culpado por violações financeiras e pode ser expulso da Premier League

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Foto por PETER POWELL / AFP

O Manchester City foi declarado culpado de 114 das 115 acusações relacionadas a violações das regras financeiras do Campeonato Inglês. Apesar da decisão, as punições ainda não foram definidas e o clube inglês ainda pode recorrer. As informações são do jornal The Athletic.

"O processo conduzido pela Premier League continua em andamento, com etapas importantes ainda a serem concluídas e sujeito a estritas regras de confidencialidade. Dessa forma, a posição do Manchester City FC permanece consistente com a declaração divulgada pelo clube em fevereiro de 2023.

O clube respeitou diligentemente o devido processo legal durante oito anos, partindo do princípio de que a diretoria e os executivos da Premier League atuariam como reguladores independentes, imparciais e justos, livres de influências partidárias", disse um porta-voz do Manchester City ao The Athletic após a decisão.

O que aconteceu?

Em 2018, o jornal alemão Der Spiegel vazou documentos financeiros que revelavam possíveis irregularidades cometidas pelo City entre 2009 e 2018. A partir daí, o clube passou a ser investigado pela Premier League e pela UEFA.

Enquanto a Premier League acusou o City de não fornecer informações financeiras precisas, além de omitir detalhes sobre pagamentos feitos a jogadores e treinadores, a UEFA acusou o clube de violar as regras de Fair Play Financeiro (FFP) e as normas de sustentabilidade financeira da entidade.

Dois anos após o início das investigações, a UEFA puniu o City com dois anos de banimento de competições internacionais, como Liga dos Campeões, Liga Europa, Liga Conferência e Supercopa da UEFA, além de uma multa de 30 milhões de euros (cerca de R$ 178 milhões na cotação atual).

Porém, cinco meses depois, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) anulou a punição. Segundo o órgão, as supostas infrações financeiras estavam prescritas, ou seja, eram antigas demais para serem punidas dentro do regulamento da entidade. O CAS também afirmou que não havia provas suficientes para comprovar as violações.

O City ainda foi considerado culpado pela UEFA por não cooperar com a apuração ao deixar de fornecer documentos e evidências. Nessa acusação, o CAS classificou a infração como "grave" e aplicou uma multa de aproximadamente 9 milhões de libras (cerca de R$ 62 milhões na cotação atual).

Apesar do encerramento do processo da UEFA, a investigação da Premier League continuou. Agora, oito anos após o início das apurações, o clube foi declarado culpado de 114 das 115 acusações feitas pela entidade inglesa.

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Possíveis punições que o City pode sofrer

Entre as possíveis punições que o Manchester City pode sofrer estão advertência formal, multas, perda de pontos ou até mesmo a expulsão da Premier League. Todas essas medidas estão previstas na regra W.51 do regulamento da entidade inglesa.

De acordo com o The Athletic, uma dedução de pontos poderia ser aplicada imediatamente ou de forma retroativa, o que poderia levar à revisão de títulos conquistados pelo clube durante o período das violações.

Durante o período investigado, o Manchester City conquistou três Campeonatos Ingleses, duas Copas da Inglaterra, quatro Copas da Liga Inglesa e uma Supercopa da Inglaterra.

Na atual temporada, agora sob o comando de Enzo Maresca, que assumiu após a saída de Pep Guardiola depois de dez anos no cargo, o City iniciou a Premier League com 100% de aproveitamento, somando cinco vitórias nas cinco primeiras rodadas.

Além disso, foi o clube que mais gastou no mundo durante a última janela de transferências, com 527 milhões de euros (cerca de R$ 3,1 bilhões) investidos em Pierce Charles, Gerónimo Rulli, Jeremy Monga, Mathys Detourbet, Allan, Iliman Ndiaye, Ayyoub Bouaddi, Elliot Anderson e Enzo Fernández. O valor pago pelo argentino, 145 milhões de euros (aproximadamente R$ 858 milhões), igualou o recorde inglês por uma transferência.

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