Líder do Inglês, City pode investir no mercado do Oriente a partir de parceria com chineses (Foto:Paul Ellis/AFP)
O City Football Group, que tem direitos sobre o Manchester City, anunciou nesta terça-feira um acordo envolvendo um conglomerado de investidores chineses. De acordo com o aviso, o xeque Mansur de Abu Dabi abriu mão de 13% de seus direitos econômicos no clube diante da oferta de 400 milhões de dólares (cerca de R$ 1,5 bilhão) das estatais estrangeiras.
Um mês atrás, o presidente chinês Xi Jinping visitou as dependências do clube ao fazer uma excursão pelo Reino Unido e valorizou a estrutura. Um dos donos da franquia inglesa do grupo, que também tem direitos sobre o Melbourne City e o New York City, Khaldoon Al Mubarak, admitiu que a parceria visa também alavancar o futebol no Oriente.
“O futebol é o esporte mais amado, jogado e assistido no mundo inteiro e na China. Temos, assim, um trabalho duro para encontrar os parceiros corretos e criar uma estrutura de negócio para incentivar o incrível potencial que existe na China”, admitiu o empresário, visando expandir a marca do City diante dos potenciais consumidores chineses.
País cada vez mais consolidado no mercado internacional, tendo atraído uma série de atletas e técnicos brasileiros nos últimos anos com cifras exorbitantes, a China vem tomando espaço na Europa senão dentro de campo, nos bastidores. Depois do multimilionário Eduardo Li se aliar ao Valencia neste ano, é a vez das empresas China Media Capital (CMC) e CITIC Capital apostarem no City.
O acordo foi oficializado após seis meses de muita discussão. Diante da parceira, o xeque Mansur deixa de ser o único mandatário do City Football Group, sendo obrigado a delegar o poder a outros investidores. O lucro fruto da parceria, segundo os chineses, servirá para impulsionar o crescimento da marca do clube inglês no Oriente, além de investimentos em infraestrutura.