Após ser criticado em uma nota oficial do Bahia por apresentar “falta de compromisso” na negociação, o atacante Jael se pronunciou em sua conta no Instagram, mandando um recado para a diretoria e torcida do clube baiano. Além disso, o atacante garantiu que permanece no Joinville em 2015 para a disputa do Catarinense e da Série A do Brasileirão.
“Venho aqui agradecer por todo o carinho, respeito e admiração que vocês torcedores do Esporte Clube Bahia tiveram por mim, mas a minha decisão é de permanecer no Joinville, um clube onde lutei junto com um grupo muito especial o ano passado inteiro pelo acesso (para a Série A) e que agora precisa de mim em uma nova batalha. O Joinville me deu todo o suporte durante a minha lesão e recuperação, seria uma injustiça da minha parte deixá-los na mão nesse momento”, explicou o jogador, aproveitando para rechaçar a ideia de que rejeitou o Bahia por dinheiro.
“Tem muita gente me chamando de mercenário, mas a decisão de finar no JEC não foi por questão financeira, até porque a proposta do ECB era muito melhor financeiramente. Então se eu fosse para o Bahia, aí sim estaria sendo mercenário com o Joinville. A minha decisão foi por princípios, por ética e reconhecimento por tudo o que o Joinville Esporte Clube fez por mim”, declarou Jael.
Em sua conta no Instagram, Jael agradeceu pelo carinho da torcida do Bahia, mas reiterou vontade de permanecer no JEC - Credito: Reprodução/Instagram
No dia 6 de janeiro, o atacante foi sido anunciado como o primeiro reforço da nova gestão do Bahia, liderada pelo presidente Marcelo Sant’Ana. O vínculo divulgado seria válido por dois anos. No mesmo dia, entretanto, o empresário do atleta, Raudinei Freire, revelou que o Tricolor baiano ainda não havia entrado em acordo com o São Caetano, detentor dos direitos de Jael.
“O São Caetano detém os direitos do Jael, acabei de falar com ele. O clube precisa chegar a um acordo. O Jael tem contrato com o São Caetano até fevereiro de 2016. Os dois clubes precisam chegar a um acordo. Enquanto ele não ocorrer, é impossível dizer que o Jael é jogador do Bahia”, afirmou Raudinei.
Na última terça-feira, o diretor de futebol do Bahia, Alexandre Faria, declarou que haviam definido um prazo para a definição do acordo. “A gente teve um acordo verbal com o Jael. Mesmo assim, houve alguns pedidos do jogador. Estamos chegando a um acordo. O presidente deu um prazo final para esse assunto, ainda não nos deram uma decisão definitiva. Mas já estamos avaliando outras opções”, disse o dirigente.
Nesta quarta-feira, o clube divulgou uma nota em seu site oficializando a desistência do Bahia no negócio. “Por quatro semanas, o clube negociou a contratação de Jael”, diz a nota. “Encaminhou com o São Caetano, dono do atestado federativo de Jael, dois modelos de negociação: um para a transferência em definitivo e outro para a cessão por empréstimo. Em ambos, acertou também contrato com Jael”, explica.
A versão do Tricolor de Aço é de que as conversas corriam bem até segunda-feira, quando Jael passou a exigir uma renegociação, gerando atrito no negócio. “O jogador não cumpriu sua parte no acordo”, acusa o Bahia. “Unilateralmente, quebrou o acordo fechado desde dezembro, pediu luvas, aumento salarial e mudança no período de duração do contrato”, revela a nota oficial, declarando ainda que Jael pediu novos prazos para decidir se aceita os termos oferecidos pelo clube.
Além disso, o Bahia pediu desculpas ao torcedor, lamentando “o desgaste pela divulgação precipitada” do acerto, oficializando o fim da “negociação pela falta de compromisso do jogador Jael Ferreira Vieira”. Agora, o Tricolor de Aço segue em busca de mais um atacante para reforçar o setor nesta temporada. A equipe se prepara para o Estadual já de olho na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
Confira o texto publicado pelo jogador na rede social, como resposta à nota do Bahia:
Venho aqui agradecer todo carinho, respeito e admiração que vocês torcedores do ESPORTE CLUBE BAHIA tiveram por mim, mas a minha decisão é de permanecer no Joinville, um clube onde lutei junto com um grupo muito especial o ano passado inteiro pelo ACESSO e que agora precisam de mim em uma nova batalha, o Joinville me deu todo suporte durante minha lesão e recuperação seria uma injustiça da minha parte deixá-los na mão nesse momento, além disso as decisões que eu tomo hoje não influenciam apenas a minha vida e sim da minha família que acabaram fazendo planos em função do lugar onde estou e nessa vida quem realmente se importa com a gente é a nossa família e eu não posso deixar de lado o que eles significam para mim. Eu agradeço de coração ao Esporte Clube Bahia, um clube onde ja fui muito feliz, sou extremo admirador dessa torcida e desse Clube.
Tem muita gente me chamando de Mercenário, mas a decisão de ficar NO JEC não foi por questão financeira até porque a proposta do ECB era muito melhor financeiramente, então se eu fosse para o Bahia aí sim estaria sendo mercenário com o Joinville, minha decisão foi por princípios, por ética e reconhecimento por tudo que o Joinville Esporte Clube fez por mim.
Eu não vou mentir que estive negociando com o Bahia, mas em todo tempo deixei claro para o Gerente de Futebol ALEXANDRE FARIA que eu precisa ter uma conversa com o Presidente do Joinville Esporte Clube Nereu Martinelli, por ser uma pessoa que tenho muito respeito, carinho e que me ajudou muito durante todo o ano passado.
Essa decisão é imposta em função de tudo que eu vivi durante esse ano abençoado de 2014, jamais me esquecerei de toda história que tenho no Esporte Clube Bahia e isso levarei comigo, assim como a história que tenho construído e ainda vou construir no Joinville Esporte Clube.
