Zagueiro diz que seleção italiana de Mancini ainda busca identidade antes de duelo com a França

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Foto por OZAN KOSE / AFP

O zagueiro italiano Giorgio Scalvini afirmou nesta quarta-feira que a seleção da Itália ainda está em processo de construção sob o comando do técnico Roberto Mancini e busca consolidar uma identidade de jogo antes do confronto contra a França, comandada por Zinedine Zidane, pela Liga das Nações.

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“Mesmo estando apenas no começo, o que buscamos é uma identidade. Mancini quer uma equipe que tente dominar as partidas e também nos pede para jogar com prazer”, declarou o defensor de 22 anos, que atua pela Atalanta, durante entrevista coletiva.

Mancini retornou ao comando da seleção italiana três anos após deixar o cargo. Em sua primeira convocação nesta nova passagem, o treinador apostou na renovação do elenco e em jogadores jovens, caso de Scalvini.

O técnico de 61 anos foi responsável por conduzir a Itália ao título da Eurocopa de 2021, mas deixou o cargo em agosto de 2023 para assumir a seleção da Arábia Saudita poucas semanas depois.

A Itália chega pressionada após não conseguir se classificar para uma terceira Copa do Mundo consecutiva, depois da derrota para a Bósnia e Herzegovina na final da repescagem europeia, em março deste ano.

No retorno de Mancini, os italianos estrearam com derrota por 2 a 0 para a Bélgica, em Roma, mas se recuperaram ao vencer a Turquia por 4 a 1 na última segunda-feira.

“A vitória sobre a Turquia nos deu confiança de que somos uma equipe forte, capaz de jogar bem e vencer partidas”, afirmou Scalvini.

O defensor foi titular ao lado de Alessandro Bastoni na vitória sobre os turcos e destacou a importância dos atletas mais experientes para o grupo.

“Os jogadores mais velhos ajudam muito os mais jovens, e isso é muito importante. Mostra o verdadeiro espírito da Itália”, acrescentou.

Com dez partidas disputadas pela seleção principal, Scalvini disse estar ansioso para o duelo de sexta-feira, em Paris, diante da França.

Sob o comando de Zidane, os franceses iniciaram a campanha na Liga das Nações com duas vitórias por 1 a 0, sobre Turquia e Bélgica.

“Será uma grande oportunidade para entendermos onde estamos. A França é uma seleção muito forte, uma das melhores do mundo, e especialmente no ataque possui qualidade e velocidade acima das demais”, avaliou.

“Estamos confiantes e corajosos. Somos a Itália e tentaremos fazer o nosso melhor, jogando de forma aberta e sem medo. Enfrentar uma seleção tão forte também é uma excelente maneira de medir nosso nível”, concluiu o zagueiro.

*Por AFP

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