COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Depois de uma partida de abertura em que pouco se esperava e muito aconteceu, principalmente em relação a gols, o segundo jogo do Grupo A da Copa do Mundo foi bem mais comedido nesse quesito. Em Ecaterimburgo, o Uruguai venceu o Egito por 1 a 0 com um gol marcado já na reta final, de cabeça, pelo zagueiro Giménez, em um duelo no qual os atacantes eram as grandes sensações.

Em um cenário que se apresentou de muita disputa e pouca qualidade técnica, os números do jogo podem dizer muito a respeito das duas posturas. Vencedor, o Uruguai foi superior nas estatísticas, assim como em grande parte dos 90 minutos, mas tendo pela frente um time que, abdicando em certos momentos da posse da bola, se organizava tanto para atacar, quanto para defender.

Com 57% de posse de bola, contra 43% dos adversários, a seleção Celeste teve também uma disparidade grande no número de passes trocados. Foram 579 toques, dos quais 490 certos para o time de Suárez e Cavani, representando uma precisão de 84%. Enquanto isso, o Egito, que não pode contar com Salah, poupado, trocou 392 passes, mas quase 100 desses errados. O aproveitamento final acabou de sendo de 76%.

Esse alto percentual, porém, reflete algo que não está descrito nos números: os tipos de passe. A maioria deles foram laterais, de pouca exigência técnica e exigindo pouco dos sistemas de marcação no desarme. Foi dessa forma que o jogo se encaminhou, de meio-campistas que tocaram muito na bola, mas em sua maioria “rodando” a bola em busca de espaços.

Quanto as finalizações, a Celeste também teve mais, mas um baixo aproveitamento. Das 13 tentativas, apenas quatro chegaram definitivamente a meta do arqueiro egípcio, sendo uma delas o gol de Giménez. Do outro lado, a seleção comandada Héctor Cúper arrematou oito vezes, duas delas bloqueadas, três para fora e outras três no alvo, defendidas por Muslera.

Na questão disciplinar, os egípcios terminaram mais faltosos. Foram 12 infrações, que renderam um cartão amarelo, contra apenas seis dos uruguaios que, por sinal, não deixaram de lado sua característica bola aérea. Foram cinco escanteios celestes, enquanto o Egito não teve nenhum a seu favor.

Arte: AFP


El-Shenawy conseguiu frear o ímpeto de Suárez e Cavani, mas não evitou o gol de Giménez (Foto: HECTOR RETAMAL/AFP)

O Egito pode até ter saído de campo com a derrota em seu retorno à Copa do Mundo após 28 anos, porém, o elenco comandado pelo técnico Hector Cuper não tem do que se envergonhar. Em partida extremamente difícil, o Uruguai só conseguiu o gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo, muito por conta de Mohamed El-Shenawy, destaque da seleção egípcia em Ecaterimburgo.

O goleiro do Egito teve atuação elementar para que sua equipe pudesse oferecer grande resistência aos uruguaios, favoritos do Grupo A, que ainda conta com Rússia e Arábia Saudita. Após um primeiro tempo seguro, El-Shenawy manteve o bom desempenho na etapa complementar, quando foi realmente testado.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Suárez saiu na cara do gol após ótimo passe de Cavani, porém, El-Shenawy foi cirúrgico no lance, conseguindo ficar com a bola na tentativa de drible do camisa 9. Depois, foi a vez de o goleiro egípcio “voar” para mandar para escanteio a bomba de Cavani de fora da área.

Aos 27 anos de idade, El-Shenawy atua na Primeira Divisão do Egito, no Zamalek Sports Club. O goleiro de 1,88m também tem passagens pelo Masry, clube onde foi revelado para o futebol profissional.

O Egito volta a campo na próxima terça-feira, quando tentará correr atrás do prejuízo contra a Rússia, às 15h (de Brasília), em São Petersburgo.

Arte: AFP


Acusado por quatro delitos fiscais cometidos entre 2011 e 2014, referentes à não-declaração de grande parte do dinheiro ganho com patrocínios, Cristiano Ronaldo enfim entrou em acordo com a Fazenda espanhola para resolver suas pendências. Segundo o jornal El Mundo, o português reconheceu as infrações e terá sua pena reduzida pela Justiça.

As fraudes fiscais do atacante lhe implicariam dois anos de prisão e o pagamento de uma multa avaliada em 18,8 milhões de euros (mais de R$ 81 milhões). Restaria apenas uma assinatura do diretor da Agência Tributária do Estado para que o acordo se confirme e o jogador tenha sua multa abonada.

CR7, porém, não pretende cumprir com os dois anos de cárcere, e espera poder quitá-los mediante pagamento de fiança. Caso a pena seja suspensa, o gajo se veria diante de um risco futuro, caso se envolva em qualquer problema de natureza criminal.

CR7 foi condenado a dois anos de prisão e uma multa de R$ 80 milhões (Foto: BENJAMIN CREMEL/AFP)

Inicialmente, a Fazenda estipulou a cifra de 14,4 milhões de euros como a quantia total fraudada por Cristiano. Após o pacto, a dívida cairia para ‘apenas’ 5,7 milhões (quase R$ 25 milhões).

O atacante do Real Madrid faz sua estreia na Copa do Mundo da Rússia nesta sexta-feira. Portugal enfrenta a Espanha em um dos jogos mais aguardados da fase de grupos do torneio. A bola rola a partir das 15h (no horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Sochi.

 




Egito e Uruguai estrearam na Copa do Mundo nesta sexta-feira, pelo Grupo A da competição, em Ecaterimburgo. Em um jogo bastante morno, que contou com um Luis Suárez nada inspirado e a ausência de Mohamed Salah, as equipes pouco conseguiram produzir, mas já aos 44 minutos do segundo tempo, graças a Giménez, o time sul-americano acabou saindo de campo com a magra vitória por 1 a 0.

Ainda se recuperando de lesão no ombro, Mohamed Salah iniciou a partida no banco de reservas e, embora muitos tinham a esperança de vê-lo em campo ao menos no segundo tempo, acabou sendo poupado pelo treinador, ciente de que seu camisa 10 será importante no decorrer do torneio.

Já Luis Suárez começou como titular e foi a principal ameaça do Uruguai durante o confronto. O camisa 9, no entanto, não conseguiu corresponder às expectativas e sem inspiração desperdiçou as boas oportunidades que teve para estufar as redes e deixar para trás de uma vez por todas o polêmico episódio da mordida em Chiellini na última Copa do Mundo, no Brasil.

O Uruguai volta a campo na próxima quarta-feira, às 12h (de Brasília), quando encara a Arábia Saudita, em Rostov. Já o Egito encara a Rússia um dia antes, na terça-feira, às 15h, em São Petersburgo.

Arte: AFP

Primeiro tempo

O Uruguai até teve as melhores oportunidades nos 45 minutos iniciais, no entanto, não foi tão superior ao Egito como muitos imaginavam na estreia das duas seleções na Copa do Mundo. Com certo favoritismo, o time sul-americano não demorou muito para dar seu cartão de visitar com Cavani, o que aconteceu logo aos sete minutos de partida, quando o atacante carregou a bola na entrada da área e bateu rasteiro, vendo o goleiro rival fazer defesa segura.

A seleção egípcia, por sua vez, tentava diminuir os espaços dos adversários e ser eficiente nas poucas vezes que ameaçava a defesa celeste. Aos dez minutos, Elneny, principal jogador do Egito na ausência de Salah, lançou na área para Mohsen, que desviou de cabeça. Treziguet ficou com a sobra e bateu girando o corpo, mas Muslera estava bem posicionado para fazer a defesa em arremate mascado.

Gimenez garantiu a vitória do Uruguai nos últimos minutos (Foto: JORGE GUERRERO/AFP)

Daí em diante o jogo ficou mais truncado, e ambas as equipes ofereceram menos brechas para que o rival chegasse ao gol. A situação só mudou de figura aos 23 minutos, quando Luis Suárez teve a principal oportunidade do primeiro tempo para marcar. O atacante do Barcelona, dentro da pequena área, aproveitou a cobrança de escanteio para completar para o gol, mas, de forma surpreendente, mandou para as redes do lado de fora, frustrando a torcida platina.

Na reta final do primeiro tempo a seleção uruguaia tentou acelerar mais o jogo para buscar espaços que eram difíceis de ser encontrados com o Egito organizado. Aos 37 minutos, Godín arrancou da defesa e acionou o cruzeirense De Arrascaeta, que, por sua vez, não conseguiu dominar a bola e teve de ouvir muitas queixas de Suárez, que queria o passe dentro da área.

Segundo tempo

Já nos primeiros segundos da etapa complementar Luis Suárez teve a grande oportunidade de se redimir. O camisa 9 recebeu um ótimo passe de Cavani e saiu na cara do gol, porém, o dia não era mesmo do atacante, que bateu cruzado, mas viu a bola desviar caprichosamente no joelho do goleiro egípcio, indo à loucura na linha de fundo por conta da sua inefetividade.

O Egito, por sua vez, buscou se manter firme na defesa, seguindo sem oferecer espaços ao ataque rival, e sair no contra-ataque pela esquerda, apostando na velocidade de Treziguet. O jogador egípcio, no entanto, não conseguia vencer o enfrentamento com a zaga uruguaia. A ausência de Salah era nitidamente sentida e a cada substituição que o técnico Hector Cuper fazia, a expectativa pela entrada do craque do Liverpool aumentava.

Os egípcios só ameaçaram a meta defendida por Muslera através de chutes de longa distância. Aos 26 minutos, Fathi aproveitou a sequência da jogada, após o árbitro não marcar falta de Cáceres, e experimentou de fora da área, obrigando o goleiro uruguaio a fazer boa defesa. No minuto seguinte foi a vez de o time sul-americano responder novamente com Suárez, que recebeu passe açucarado de Cavani, saiu mais uma vez na cara do gol, porém, na tentativa de driblar o goleiro acabou desarmado.

Aos 36 minutos, veio a confirmação. Com a terceira substituição do técnico Hector Cuper feita, Mohamed Salah foi descartado da partida, e o episódio parece ter encorajado o Uruguai. Logo após Sobhy entrar no lugar de Warda, foi a vez de Suárez servir Cavani e o jogador do Paris Saint-Germain pegar na veia da bola, de primeira, obrigando El-Shenawy a fazer excelente defesa.

Cavani ainda teve uma outra ótima chance em cobrança de falta, aos 42 minutos. Contudo, o Uruguai parecia realmente destinado a sair de campo com o empate. O atacante do Paris Saint-Germain bateu colocado, e a bola beijou caprichosamente a trave. A sorte só foi para o lado do time celeste aos 44, quando Carlos Sanchez cobrou outra falta, desta vez pela direita, mandando na cabeça de Giménez, que subiu mais alto que todo mundo para mandar para o gol e garantir, no apagar das luzes, o triunfo do Uruguai na estreia.

FICHA TÉCNICA
EGITO 0 X 1 URUGUAI

Local: Arena Ecaterimburgo, em Ecaterimburgo (RUS)
Data: 15 de junho de 2018, sexta-feira
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)

Gols: Gimenez, aos 44 minutos do 2ºT (Uruguai)
Cartão amarelo: Hegazy (Egito)

EGITO: El-Shenawy; Fathi, Ali Gabr, Hegazy e Abdelshafy; Tarek Hamed (Morsy), Elneny; Warda (Sobhy), Abdalla e Treziguet; Marwan (Kahraba)
Técnico: Hector Cuper

URUGUAI: Muslera; Varela, Gimenez, Godin e Caceres; Vecino (Torreira), Bentancur, Nandez (Sanchez) e Arrascaeta (Cristian Rodríguez); Suárez e Cavani
Técnico: Oscar Tabarez



Desde que levantou a taça no Brasil, em 2014, a Alemanha passou por um processo de renovação em seu elenco e um dos símbolos dessa nova geração é Joshua Kimmich. Responsável por substituir nada mais nada menos que Philipp Lahn, capitão do tetra, o jovem jogador do Bayern de Munique não fugiu da responsabilidade e mostrou muito otimismo quanto as chances do pentacampeonato na Rússia.

Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, antes da estreia contra o México, o lateral-direito reconheceu que os desempenhos recentes da Alemanha não foram nada satisfatórios e lembrou da goleada no encontro entre os times na Copa das Confederações de 2017. Mas alertou para o desempenho, que, segundo ele, tem que melhorar.

Kimmich vê um México como um time indigesto para a Alemanha na estreia (Foto: Patrik STOLLARZ/AFP)

“Temos que admitir que não fomos nada bem nos últimos jogos, mas estamos com as baterias recarregadas e completamente prontos para fazer uma ótima Copa e tentar o título”, disse Kimmich. “Se formos nos basear no jogo do ano passado, o México foi melhor que nós, mas aproveitamos os erros deles e o placar acabou sendo mais elástico. Temos que ser eficientes, mas também melhores”, completou.

A sucessão de Philipp Lahn é uma missão que Kimmich tem também em seu clube. Formado no Stuttgart, o jogador de 23 anos passou pelo RB Leipizig antes de desembarcar no Bayern de Munique para substituir justamente para substituir o recém-aposentado lateral-direito. Essas coincidências foram abordadas pelo convocado por Joachim Low.

“Essa comparação existe há algum tempo tanto na seleção, quanto no Bayern. Lahm foi um líder nos dois times. Eu tenho 23 anos, falo muito com os meus companheiros, mas não posso dizer que sou um líder. Mesmo assim, tenho que me posicionar. Eu não quero ser o Philipp Lahm, quero ser Joshua Kimmich”, finalizou.

No Grupo F da Copa do Mundo, a Alemanha estreia no próximo domingo, às 12h (de Brasília), no Estádios Luzhniki, contra a seleção do México. Seis dias depois, o adversário da vez é a Suécia, em Sochi. Dando fim a primeira fase, os atuais campeões mundiais viajam para Kazam, onde enfrentarão a Coreia do Sul.




A seleção argentina saiu um pouco do protocolo esperado nesta sexta-feira, quando finalizou a preparação para a estreia na Copa do Mundo 2018, que acontece neste sábado, contra a Islândia. Lionel Messi e companhia não fizeram reconhecimento do Estádio Spartak, palco da partida, como é comum às vésperas dos jogos. Os jogadores foram a campo em Bronnitsy, cidade onde a equipe está concentrada.

Argentinos trabalharam com bola enquanto a imprensa teve acesso ao treino (Foto: JUAN MABROMATA/AFP)

Nos 15 minutos abertos pelo técnico Sampaoli à imprensa, as atividades se resumiram à uma movimentação com bola. O treinador conversou bastante com o goleiro Caballero, que deve compor a escalação titular, que, a princípio, já foi definida.

A Argentina deve ir a campo com: Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Biglia e Mascherano; Meza, Messi e Di María; Aguero.

Neste sábado, a primeira partida da Albiceleste na Copa da Rússia tem início programado para as 10h (no horário de Brasília), em Moscou. Pelo Grupo D, Croácia e Nigéria também se enfrentam, às 16h, em Kaliningrado.



Cesar Ramos, de 36 anos, apitará sua primeira Copa do Mundo (Foto: Divulgação)

A Fifa divulgou nesta sexta-feira o árbitro que apitará a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo, às 15h (de Brasília), contra a Suíça, em Rostov. Trata-se do mexicano Cesar Ramos, de 36 anos e que pertence ao quadro da entidade que regula o futebol internacional desde 2014.

Cesar Ramos será auxiliado pelos seus compatriotas Marvin Torrentera e Miguel Hernandez. O quarto árbitro será o panamenho John Pitti.

O árbitro de Brasil x Suíça tem como principal partida de seu currículo a final do Mundial de Clubes de 2017, protagonizada por Real Madrid e Grêmio, em que o time espanhol acabou se sagrando campeão novamente ao superar o Tricolor gaúcho por 1 a 0, gol de Cristiano Ronaldo, de falta.

Cesar Ramos também soma duelos importantes válidos pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo, Copa Libertadores, Campeonato Mexicano, Copa Oro, Mundial sub-20 e Concachampions.



 

Primeira adversária da Seleção Brasileira, a Suíça chega esperançosa para a Copa do Mundo, uma vez que fez ótima campanha nas Eliminatórias da Europa. Integrante do grupo B ao lado de Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra, a equipe de Vladimir Petkovic ganhou as noves primeiras partidas e só conheceu uma derrota na décima e última rodada ao perder para os portugueses o jogo que valia uma vaga direta para o Mundial. Com isso, os suíços precisaram confirmar a presença na repescagem.

Na boa campanha da fase de grupos das Eliminatórias, a Suíça mostrou uma defesa sólida e um ataque produtivo. A seleção marcou mais de um gol em oito dos dez jogos, somando ao todo 23 tentos. O sistema defensivo, por sua vez, sofreu sete gols, distribuídos em quatro partidas. O bom desempenho na retaguarda foi fundamental para o time passar pela repescagem. Nos dois jogos da fase, contra a Irlanda do Norte, a Suíça saiu de campo sem ser vazada, garantindo classificação para a Copa com um gol solitário de Ricardo Rodríguez, marcado nos primeiros minutos da partida de ida.

Os números na campanha mostram o bom desempenho dos suíços nos últimos dois anos. Porém, a equipe de Vladimir Petkovic acumula participações positivas nas últimas duas grandes competições que disputou. Na Eurocopa de 2016 caiu nas oitavas ao perder nos pênaltis para a Polônia, enquanto no Mundial de 2014 ficou pelo caminho na mesma fase, onde foi superada por 1 a 0 pela Argentina, que balançou as redes aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. As performances positivas nos torneios e amistosos evidenciaram a regularidade da seleção suíça nesse ciclo pré-Copa da Rússia, tanto é que teve presença constante no top 10 do ranking da FIFA.

Canhoto, técnico e forte fisicamente, Xherdan Shaqiri é o grande nome dos suíços. Inclusive, o técnico Vladimir Petkovic dá liberdade para o meia-atacante flutuar nas costas dos volantes adversários, porém sem fugir do lado esquerdo que potencializa sua principal característica: a condução de bola da extremidade do campo para o centro, sempre buscando o arremate de fora da área. No entanto, Shaqiri não é o único jogador que demonstra qualidade no chute de média e longa distância. O volante Xhaka e o meio-campista Dzemaili, titulares do time, já marcaram belos gols em finalizações do “meio da rua”.

Outra arma interessante dos suíços é o apoio dos laterais. Com dois volantes mais presos, tanto Lichtsteiner, recém-contratado junto ao Arsenal, pela direita quanto Ricardo Rodríguez, do Milan, pela esquerda têm carta branca para chegarem ao ataque. Porém, o time sofre para fechar os espaços deixados pelos laterais, uma vez que Xhaka e Behrami, os volantes, são lentos, tendendo a terem dificuldades para parar equipes que jogam com pontas rápidos, como o Brasil de Tite.

Zuber e Shaqiri, os meio-campistas mais abertos de Petkovic, são velocistas, mas técnicos ao mesmo tempo. Em conjunto com a ofensividade dos laterais, os suíços aproveitam a superioridade no lado do campo para criar jogadas buscando o centroavante. No entanto, a referência no ataque é um dos problemas do plantel. Seferovic foi vaiado pela torcida após atuações fracas, Drmic não correspondeu a expectativa criada antes da Copa de 2014, quando vinha jogando um bom futebol, e Gravanovic vem de temporada razoável no futebol croata. Diante desse cenário, Seferovic, mesmo contestado, segue sendo o titular, enquanto o jovem Embolo corre por fora.

Apesar de mostrar um futebol eficiente dentro de suas possibilidades, a falta de tradição na história das Copas do Mundo pode pesar contra a Suíça e a favor do Brasil na estreia da edição deste ano, uma vez que o país europeu nunca passou das oitavas de final. Sem contar o fantasma sul-americano que assombra a seleção alvirrubra. Nos últimos dois Mundiais, os suíços perderam para o Chile em 2010 ainda na fase de grupos e foram eliminados em 2014 nas oitavas de final ao serem superados pela Argentina, com um doloroso gol no final da segunda etapa da prorrogação.