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Aguirre desabafa sobre negociações com Peñarol e acerto com o Inter

GazetaEsportiva.net - Porto Alegre, RS -
03/01/2015 14:22:00

Em: Bastidores, Futebol, Futebol Internacional, Internacional, Região Sul

O uruguaio Diego Aguirre será o comandante do Internacional em 2015, mas, por pouco, o ex-atacante não assinou com o Peñarol, time onde já brilhou como jogador e treinador. Na verdade, ele já estava acertado com os Carboneros, mas, por indecisão da diretoria após as eleições do clube, ele decidiu fechar com o Colorado. Porém, a torcida e a imprensa de seu país acreditaram que ele tinha trocado os Aurinegros por dinheiro.

“É uma mentira total. Olhe a imprensa brasileira nos últimos 20 dias, eu era a sétima opção do Inter. Eu tinha viajado a Porto Alegre na segunda-feira anterior às eleições e falei para eles (do Inter) que não havia possibilidade porque havia acertado com o Peñarol. No mais, estive reunido com pessoal do Grêmio sobre a contratação de um jogador. Esse foi o motivo da minha viagem para lá. O presidente do Inter conheci quando ele veio fechar a contratação do De Arrascaeta. Com os dirigentes do Peñarol, me reuni cinco dias antes”, afirmou Aguirre, em entrevista ao jornal do Uruguai El Observador.

O comandante quis esclarecer que seu acerto com o Internacional só aconteceu porque a nova diretoria do Peñarol não deu o suporte para a sua contratação. Além disso, ele ressaltou que, indo para o Colorado, ele estava fazendo uma escolha esportiva, diferente da do que tinha feito em 2011, quando trocou os Carboneros pelo Al-Rayyan, do Catar.

“Por dinheiro eu fui ao Qatar, mas o Inter foi uma opção esportiva que aparece após isto que aconteceu no Peñarol”, analisou o treinador.

Aguirre, ao centro, afirma que escolha pelo Internacional foi esportiva e não financeira
Aguirre, ao centro, afirma que escolha pelo Internacional foi esportiva e não financeira – Credito: Divulgação/Internacional

Após dizer que foi uma das últimas opções do clube gaúcho para o posto de técnico, ele foi perguntado sobre sua expectativa no Brasil, lembrando que os últimos treinadores estrangeiros não obtiveram sucesso no país.

“É um passo a um mercado muito forte. Se for bem, talvez tenha possibilidade de chegar à Europa. Mas também sei que o risco é altíssimo porque quase nunca um técnico estrangeiro foi bem. Há uma exigência muito grande e você pode durar três jogos. Agora preciso me encaixar neste projeto, trocar o chip totalmente e ver o que podemos fazer”, disse o novo técnico do Internacional.