COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Inglaterra tem reais chances de se tornar bicampeã da Copa do Mundo na Rússia. A opinião é de Marcus Rashford, atacante do Manchester United e que estará em campo por seu país no próximo domingo, contra o Panamá, às 9h (de Brasília).

“Nós temos que ter essa mentalidade (de campeão). Ou então não vamos chegar em lugar nenhum, não chegaremos à final e nem levantaremos o troféu. É importante que a gente continue evoluindo como time. Assim teremos dias felizes pela frente”, afirmou o jogador.

“Nós estamos tentando criar algo novo. Nós temos um elenco forte e animado, então vamos ver até onde conseguimos chegar juntos”, completou o atacante, que foi reserva na vitória de estreia contra a Tunísia, por 2 a 1.

A Inglaterra tem a terceira média de idade mais baixa da Copa do Mundo, com apenas 26 anos. Nada que preocupe o atleta dos Red Devils. “Eu sei que somos jovens e você pode dizer que não temos experiência. Mas eu não me sinto inexperiente chegando nesse torneio. Apesar de não termos feito isso antes, você sabe o que tem que fazer para vencer a competição, e eu acho que isso é muito necessário”.



O São Paulo pretende fazer caixa com a venda de jogadores durante a janela de transferências. E o meia Christian Cueva é um dos nomes mais cotados para deixar o clube no meio deste ano. No entanto, com o fracasso do Peru na Copa do Mundo, torneio de maior vitrine para o mercado internacional, o Tricolor pode ter dificuldades para negociá-lo por um bom valor.

O camisa 10 são-paulino teve atuações apenas discretas nos dois primeiros jogos disputados pela seleção peruana no Mundial da Rússia. Na estreia, ao desperdiçar um pênalti, acabou como vilão da derrota por 1 a 0 para a Dinamarca. A partida, aliás, marcou o retorno do país à competição após 36 anos de ausência.

Na última quinta-feira, Cueva teve apenas alguns lampejos dos melhores momentos de sua carreira e não conseguiu evitar o revés por 1 a 0 diante da França e a consequente eliminação antecipada do torneio. Outro fator que pode pesar contra uma boa venda é sua idade – 26 anos -, considerada alta para os padrões de negociação europeus.

Após ambas as partidas, o São Paulo se manifestou nas redes sociais em defesa de seu patrimônio. Primeiro, o clube prestou apoio pelo pênalti perdido contra a Dinamarca. Depois, elogiou a atuação do jogador no confronto com a França.

Apesar do cenário negativo, Cueva tem mais uma chance de ter uma boa exibição aos olhos do mundo. Na próxima terça-feira, o Peru cumprirá tabela diante da Austrália, em Sochi, onde tentará amenizar a má campanha em solo russo.

O São Paulo admite que precisa vender jogadores no meio do ano para abastecer seus cofres. Além de Cueva, Rodrigo Caio e Éder Militão também podem receber propostas. Em contrapartida, o clube do Morumbi espera trazer reforços pontuais para suprir as saídas de Marcos Guilherme e Valdívia, tendo em vista a sequência do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.



Fagner vai quebrar jejum começado na Copa de 1986 (Foto: Mauro Horita/Mowa Press)

O lateral direito Fagner, que ganhou uma inesperada chance após a lesão de Danilo, foi o 12º jogador do Corinthians titular da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. O jogador encerra um jejum de 32 anos do clube sem um atleta nessa condição com “amarelinha”, desde a sólida campanha do goleiro Carlos com a equipe em 1986, no México.

Aquela Copa do Mundo, aliás, foi a mais “corintiana” da história. Além de Carlos, o lateral direito Edson e o centroavante Casagrande chegaram a ser titulares da equipe ao mesmo tempo, tanto na estreia quanto na segunda partida. Uma lesão do defensor e as atuações abaixo da média do atacante, no entanto, fizeram com que apenas o arqueiro mantivesse a condição.

Quem iniciou essa trajetória foi o ponta Lopes, chamado para o Mundial de 1938 e presente na estreia da equipe, a vitória por 6 a 5 sobre a Polônia, além de outros dois embates. Como naquela época ainda não havia a possibilidade de substituição, só a presença já configurava a titularidade. Além dele, o meia Brandão também atuou em dois duelos daquele torneio.

No total, o Alvinegro já cedeu 21 atletas para a Seleção, sendo que três deles estiveram presentes em mais de uma Copa: Baltazar (1950 e 1954), Rivellino (1970 e 1974) e Ricardinho (2002 e 2006). Apenas o atleta presente no pentacampeonato não foi titular em nenhuma ocasião. Somam-se à lista dos que iniciaram ao menos um jogo o goleiro Gilmar (1962), o ponta Garrincha (1966), o lateral direito Zé Maria (1974) e o meia Sócrates (1982).

Contando atletas estrangeiros, Fagner é o 16º a ser titular, encerrando um jejum bem menor. Os últimos a atingirem esse patamar foram o volante Javier Mascherano e o atacante Carlos Tevez, em 2006, na Alemanha, que deixaram o clube rumo à Inglaterra meses depois. Antes, o volante Freddy Rincón, pela Colômbia, e o zagueiro Carlos Gamarra, pelo Paraguai, haviam liderado seus países em 1998, na França (veja mais abaixo).

Linha do tempo do Corinthians na Copa, por todas as seleções*:

2006 – Ricardinho jogou duas vezes pelo Brasil, ambas entrando no segundo tempo. Mascherano jogou os cinco jogos da Argentina, todos como titular. Tevez, que marcou um gol, atuou em quatro duelos, sendo titular em dois.

2002 – Vampeta jogou na estreia, contra a Turquia, entrando no segundo tempo. Ricardinho marcou presença em outros dois jogos, também entrando durante as partidas. Dida não jogou.

1998 – Rincón foi titular nos três jogos da Colômbia, enquanto Gamarra liderou o Paraguai nos quatro embates até a queda nas oitavas para a França.

1994 – Viola jogou um jogo apenas: a final. Entrou no segundo tempo da prorrogação.

1986 – Carlos, Edson e Casagrande foram titulares na estreia e no segundo jogo. O goleiro seguiu titular durante todo o torneio, até as quartas de final, contra a França, mas Edson, que se machucou com dez minutos no segundo embate, não atuou mais. Casagrande, por sua vez, perdeu a posição e só entrou em mais uma ocasião, vindo do banco.

1982 – Sócrates foi titular nos cinco jogos do Brasil e, capitão, nem sequer foi substituído neles.

1978 – O zagueiro Amaral, contratado do Guarani, jogou os sete jogos da Seleção no torneio como titular.

1974 – Rivellino foi titular e principal jogador da Seleção, atuando nos sete jogos e fazendo três gols na campanha que culminou no quarto lugar. Zé Maria esteve em quatro desses duelos.

1970 – Rivellino foi titular em cinco dos seis jogos, perdendo um apenas para ser poupado no triunfo contra a Romênia. O armador fez três gols no torneio, sendo um nas quartas e outro na semifinal. O goleiro Ado não jogou.

1966 – Garrincha foi titular em dois dos três jogos do torneio e fez um gol.

1958 – O goleiro Gilmar jogou os seis jogos do primeiro título mundial do país. O lateral esquerdo Oreco não jogou.

1954 – Baltazar foi titular em dois dos três jogos, marcando um gol. Cabeção, goleiro reserva, não jogou.

1950 – Baltazar foi titular em dois dos seis jogos, marcando um gol em cada um deles.

1938 – O ponta Lopes foi o primeiro corintiano a jogar em uma Copa do Mundo, atuou em três dos cinco jogos do Brasil, entre eles a estreia, com vitória por 6 a 5 contra a Polônia. O meia Brandão, também convocado, jogou duas partidas no Mundial.

*Em 2014, Lodeiro foi contratado pelo Corinthians dias antes do Mundial, mas não tinha atuado pelo clube quando jogou a Copa pelo Uruguai



A dura derrota da Argentina por 3 a 0 diante da Croácia nesta quinta-feira está dando o que falar. Pouco depois da partida, um áudio de Diego Simeone, supostamente enviado a seu companheiro de comissão técnica, Germán Burgos, vazou e viralizou no mundo todo. Nele, o técnico do Atlético de Madrid não poupa críticas e detona a seleção albiceleste.

“O que está acontecendo na seleção é o que aconteceu nos últimos quatro anos. É uma anarquia, não tem liderança. A equipe está perdida”, desabafa El Cholo. E ele acrescentou, criticando Caballero, que falhou no jogo desta quinta-feira: “Alguém tem que lutar. O goleiro já tinha feito isso (errado) contra a Espanha, contra a Itália… e você lembra que eu tinha dito que era uma pena eles não terem feito o gol lá para eles (Argentina) perceberem que se erra no Mundial é gol”.

Simeone não poupou críticas à seleção da Argentina (Foto: Javier Soriano/AFP)

Em outro momento do áudio, Simeone comentou sobre Lionel Messi e, apesar de elogiar o craque do Barcelona, deixou a entender que prefere Cristiano Ronaldo: “Messi é muito bom, mas é muito bom porque é acompanhado por jogadores extraordinários. Se você tiver que escolher entre Messi e Ronaldo para uma partida, quem você escolheria?”, questiona o técnico.

Mas, para alento da torcida hermana, El Cholo acredita na volta por cima da seleção de seu país e na classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo: “Está ruim. Mas é a Argentina e vai passar (de fase). Espero não estar errado, mas acredito que vai passar. Se ganham da Nigéria, podem passar, mas depende que a Islândia não ganhe nenhum dos dois próximos jogos”.

A Argentina volta a campo na próxima terça-feira, às 15h (de Brasília) para enfrentar a Nigéria em São Petersburgo pela última rodada da fase de grupos. Pelo menos Grupo D, a já classificada Croácia encara a Islândia no mesmo horário, em Rostov.



Capitão na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia, em que não passou de um empate por 1 a 1 com a Suíça, o lateral esquerdo Marcelo tem chamado a atenção no YouTube. Uma série documental de dez episódios intitulada “Doze: A vida e a história de Marcelo Vieira” impulsionou o canal do jogador do Real Madrid na plataforma – houve mais de 670.000 novos assinantes após a publicação dos primeiros episódios, resultando em um crescimento de 59%.

“O futebol está ganhando cada vez mais corpo e presença dentro do mundo digital. Os direitos de transmissão multiplataformas já são uma realidade e uma nova fonte de receita para os clubes e entidades esportivas. Criamos a primeira série digital para um jogador de futebol no mundo, levando para o torcedor uma história de sucesso, com qualidade de cinema”, comentou Dayyan Morandi, fundador e presidente do Grupo LX, que desenvolveu o projeto realizado pela LifePro.

A série conta a trajetória de Marcelo desde a sua infância até o dia a dia no Real Madrid e conta com depoimentos, por exemplo, do técnico francês Zinedine Zidane e do atacante português Cristiano Ronaldo.

“Buscamos histórias inéditas que fazem todo o paralelo da vida profissional do jogador. Contamos detalhes do seu grande incentivador, o avô Pedro, depois falamos da sua chegada a Madri, da conquista da Champions League”, contou Rafael Gallego, diretor de marketing e operações do grupo LX.

A série sobre Marcelo tem atraído principalmente homens, de 18 a 34 anos, e já contabiliza mais de 31 milhões de minutos assistidos no canal. O Brasil é o país que mais trouxe visualizações, com aproximadamente 60% do total, seguido por Portugal (5%), Polônia (3%), Espanha (3%) e Estados Unidos (3%).

Agora, a equipe que trabalhou na série documental concentra os seus reforços para registrar a participação de Marcelo no Mundial da Rússia em uma nova série documental.



Principal nome da seleção peruana e acusado de doping, Paolo Guerrero conseguiu de última hora a liberação para disputar a sua primeira Copa do Mundo na carreira. Nesta quinta-feira, contudo, não pôde evitar a derrota por 1 a 0 para a França e viu seu país ser eliminado precocemente do torneio.

Sem esconder a dificuldade de assimilar o resultado, o atacante deixou o gramado da Arena Ecaterimburgo aos prantos, precisando ser consolado por seus companheiros e até pelo volante francês Blaise Matuidi.

Na zona mista do estádio, o capitão do Peru mostrou todo o seu abatimento aos repórteres, mas fez questão de exaltar a garra de sua seleção, que voltou a disputar o Mundial após 36 anos.

“Todos estamos muito tristes. Nós, jogadores, esperávamos fazer um pouco mais, não contávamos com esse resultado. Meus companheiros deixaram a alma em cada dividida, lutaram até o final. Estou surpreso com tudo que fizemos, merecíamos mais”, afirmou Guerrero, enternecido com o apoio maciço da torcida peruana na Rússia.

“Só tenho palavras de agradecimento ao povo peruano pelo apoio. Faltou a nós aproveitar as chances, chegamos muito bem com jogadas elaboradas, mas pecamos no passe final”, lastimou.

Com os reveses para Dinamarca e França, o Peru não tem mais chances de se classificar às oitavas de final da Copa. Resta cumprir tabela contra a Austrália, na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Sochi.

“Agora nos resta melhorar e nos recuperar desta derrota, porque foi difícil. Temos que enfrentar a Austrália da melhor maneira possível”, concluiu.



Nigéria e Islândia duelam nesta sexta-feira, às 12h00 (horário de Brasília), na Arena Volgogrado, em Volgogrado, na Rússia, em duelo que completa a segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. Os islandeses surpreenderam ao arrancar empate por 1 a 1 com a Argentina na estreia e querem manter vivo o sonho da vaga nas oitavas de final. Para os nigerianos, reação é a palavra de ordem após a derrota de 2 a 0 para a Croácia no último sábado.

Rohr Gernot, treinador da Nigéria, manifestou preocupação com a pressão que sua equipe vai encarar neste compromisso e ironizou aqueles que colocam nas costas dos nigerianos o favoritismo, uma vez que a Islândia vai para a sua primeira Copa do Mundo.

Técnico da Nigéria quer a vitória (Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP)

“A Islândia chega para a Copa do Mundo pela primeira vez. Porém, tem uma média de idade muito acima da média dos nossos jogadores, que entrarão em campo pressionados pela necessidade de um resultado positivo, sob pena de eliminação. Portanto, é o jogo da experiência contra a juventude. Da pressão contra a tranquilidade. Não dá para colocar a Nigéria como favorita e sim esperar mais um combate equilibrado, como tem sido a tônica desta Copa do Mundo”, disse Rohr Gernot.

Pelo lado da Islândia, a preocupação do técnico Heimir Hallgrisson é com a força física do adversário.

“Vamos encontrar muitas dificuldades porque a Nigéria possui um conjunto de atletas muito forte fisicamente e que sabem utilizar isso em proveito de seu estilo de jogo. Eles são atletas fortes, rápidos e com muita habilidade. São muito bons no contra-ataque. Vamos precisar tomar muito cuidado com a imposição de estilo que eles vão tentar impor. A ocupação de espaços mais uma vez será importante para o sucesso da nossa equipe”, afirmou Heimir Hallgrisson.

Islândia encerrou preparação para o duelo (Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP)

Em termos de escalação, nenhum dos dois treinadores antecipou a formação que pretendem utilizar, porém, deverão manter a base da estreia.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

(Arte: Laurence SAUBADU, Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA x ISLÂNDIA

Local: Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia)
Data: 22 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 12h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Matthew Conger (Nova Zelândia)
Assistentes: Simon Lount (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga)

NIGÉRIA: Francis Uzoho; Abdullahi Shehu, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu; Onyinye Ndidi, Oghenekaro Etebo e John Obi Mikel; Alex Iwobi, Victor Moses e Odion Ighalo
Técnico: Rohr Gernot

ISLÂNDIA: Hannes Thor Halldorsson; Birkir Mar Saevarsson, Kari Amason, Ragnar Sigurdsson e Hordur Bjorgvin Magnusson; Johan Berg Gudmundsson (Gislason), Aron Gunnarsson, Emil Hallfredsson e Birkir Bjarnason; Gylfi Sigurdsson e Alfred Finnbogason
Técnico: Heimir Hallgrisson




O atacante Sergio Aguero protagonizou certa tensão após a derrota por 3 a 0 da Argentina para a Croácia, nesta sexta-feira, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. Depois de ouvir uma pergunta a respeito das declarações de Sampaoli, que disse que equipe “não compreendeu o plano de jogo”, o atleta do Manchester City mostrou-se muito incomodado com a crítica

“Ele que diga o que quiser”, sentenciou o atacante após alguns segundos pensando, encerrando a entrevista logo na sequência. Essa foi a primeira demonstração pública de desaprovação dos jogadores à metodologia de Sampaoli, que assumiu o cargo na parte final das Eliminatórias e, desde então, não conseguiu dar à equipe um padrão de jogo convincente. Há de se ressaltar, no entanto, que o tom de Sampaoli foi mais crítico a si mesmo do que aos jogadores.

A insatisfação de Aguero pode ter a ver também com sua substituição logo no começo da segunda etapa, minutos depois de Caballero entregar o gol para a Croácia com um passe errado, nos pés de Rebic. Para colocar Higuaín, em vez de tentar tirar um dos nomes mais recuados, o comandante preferiu sacar o goleador do Manchester City de campo.

Antes, o centroavante havia demonstrado resignação a respeito da situação, mas não deixou de pontuar que ainda há chance de os sul-americanos avançarem para as oitavas de final. “Todavia ainda temos uma chance. Vamos esperar o jogo de amanhã (sexta-feira) e tentar ganhar da Nigéria”, concluiu.

A depender do que acontecer no embate, os comandados de Jorge Sampaoli precisam derrotar os africanos às 15h (de Brasília) da terça-feira, em São Petersburgo, e torcer para que os croatas ao menos arranquem pontos dos islandeses. Atualmente, o saldo de gols (-3) é outro agravante da situação frente a Islândia (0) e Nigéria (-2).



A Seleção Brasileira não usa o seu uniforme azul em uma Copa do Mundo desde 2 de julho de 2010, quando foi derrotada por 2 a 1 pela Holanda e acabou eliminada nas quartas de final na África do Sul. Após amarelar em 2014, o Brasil voltará a recorrer ao seu segundo uniforme em 2018, contra a Costa Rica, a partir das 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo.

Apesar de a última lembrança ser negativa, a Seleção Brasileira costuma se sair bem quando atua de azul em Copas do Mundo. Ao todo, foram sete vitórias, um empate e somente duas derrotas com a cor, ambas para a Holanda.

A primeira participação do Brasil de azul em uma Copa do Mundo foi por acaso. Em 1938, a equipe de Leônidas da Silva abriu mão do até então tradicional branco porque essa também era a cor da Polônia, adversária da estreia. Com camisas de tonalidade azul clara improvisadas, o time nacional protagonizou um dos mais disputados jogos dos Mundiais e venceu por 6 a 5 ao término da prorrogação. Parou nas semifinais, derrotado pela campeã Itália com um pênalti polêmico, e ficou com a terceira colocação ao ganhar da Suécia.

Já sob o comando de Tite, Brasil vestiu azul e fez 3 a 0 sobre a Rússia em março (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Os suecos foram justamente os próximos que enfrentaram uma Seleção Brasileira de azul. Em 1958, sediando a Copa do Mundo, eles não quiserem ceder ao Brasil o direito de jogar o duelo final de amarelo – cor que, por meio de eleição, aposentou o branco após a grande frustração no Maracanaço de 1950. E foi com o seu segundo uniforme, como seria oficializado a partir de então, que o país de Pelé e Garrincha ganhou da canarinha Suécia por 5 a 2 e enfim comemorou um título mundial.

Para convencer o Brasil de que o azul seria favorável naquela decisão, o chefe de delegação Paulo Machado de Carvalho disse que os jogadores estariam protegidos pelo manto da padroeira Nossa Senhora de Aparecida. O desenhista gaúcho Aldyr Schlee, criador do uniforme amarelo, contesta essa versão e assegura que também havia previsto o azul como uniforme reserva brasileiro.

Seja como for, a Seleção Brasileira só jogaria novamente de azul na Copa do Mundo de 1974, quando conheceu a sua primeira derrota com a cor. Primeiro, porém, superou a rival Argentina por 2 a 1. Contra o Carrossel Holandês de Cruyff, não houve jeito – derrota por 2 a 0 e eliminação em solo alemão.

Na Copa do Mundo seguinte, o Brasil fez com que o azul não virasse um trauma ao reencontrar a Polônia e ganhar por 3 a 1. Depois, em 1994, o time tetracampeão mundial bateu recorde e atuou três vezes com a camisa reserva, com direito a uma vitória sobre a algoz Holanda, por 3 a 2. Os outros jogos foram contra a Suécia, um empate por 1 a 1 e um suado triunfo por 1 a 0.

Em 2002, quando foi pentacampeão mundial, o Brasil usou azul em um dos jogos mais difíceis daquela campanha vitoriosa na Ásia, a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra. Foi por esse mesmo placar que a Holanda bateu o time de Dunga em 2010, na África.

Nesta sexta-feira, será a vez de Tite comandar uma azulada Seleção Brasileira. O técnico já teve essa experiência recentemente, comemorando uma vitória por 3 a 0 em um amistoso contra a Rússia, anfitriã da Copa do Mundo.

Confira os jogos de Copa do Mundo em que o Brasil vestiu azul:

Brasil 6 x 1 Polônia – 1938
Brasil 5 x 2 Suécia – 1958
Brasil 2 x 1 Argentina – 1974
Brasil 0 x 2 Holanda – 1974
Brasil 3 x 1 Polônia – 1978
Brasil 1 x 1 Suécia – 1994
Brasil 3 x 2 Holanda – 1994
Brasil 1 x 0 Suécia – 1994
Brasil 1 x 2 Holanda – 2010