Fluminense registra receita recorde acima de R$ 1 bilhão em 2025

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FOTO: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.

O Fluminense divulgou as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025, auditadas pela empresa BDO, e alcançou um recorde histórico de faturamento. Pela primeira vez, a receita bruta do clube superou a marca de R$ 1 bilhão, ao atingir R$ 1,022 bilhão, impulsionada principalmente pelo crescimento expressivo de premiações esportivas, direitos de transmissão e contratos comerciais.

Apesar de ainda conviver com um endividamento elevado, o balanço aponta avanço na organização financeira. Em 2025, o clube conseguiu reduzir a proporção entre dívida e receita. A diferença entre o que o Fluminense arrecada e o que deve, que era próxima de R$ 600 milhões em 2019, caiu para R$ 21 milhões, o melhor patamar nos últimos anos.

Entre as receitas, o maior salto ocorreu nas premiações por performance esportiva, que passaram de R$ 68 milhões em 2024 para R$ 363 milhões em 2025. Os direitos de transmissão também cresceram de forma relevante, saindo de R$ 98 milhões para R$ 162 milhões no período. Já as receitas com patrocínios e licenciamento avançaram de R$ 78 milhões para R$ 132 milhões, enquanto bilheteria e outras receitas de jogos passaram de R$ 29 milhões para R$ 43 milhões.


O aumento do faturamento permitiu ao clube avançar na renegociação de dívidas e ampliar os investimentos na aquisição de direitos econômicos de atletas. Segundo o relatório, a estratégia busca reforçar o ativo do futebol, com potencial de retorno tanto em desempenho esportivo quanto em futuras negociações de jogadores.

O Fluminense encerrou 2025 com superávit de R$ 51,5 milhões, resultado positivo pelo quarto ano consecutivo. O balanço também indica crescimento do EBITDA, indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional, além da redução do passivo a descoberto, que representa a diferença entre ativos e passivos totais.

De acordo com o Relatório de Gestão que acompanha as demonstrações financeiras, o passivo total do clube aumentou cerca de 20% ao longo dos últimos anos. No mesmo intervalo, as receitas cresceram aproximadamente 285%.

Outro ponto inédito foi o recebimento dos primeiros dividendos relacionados à operação do Maracanã, reforçando o caixa com uma nova fonte de receita recorrente, após acordos comerciais e o início dos investimentos obrigatórios previstos na concessão do estádio.

Apesar dos avanços, o parecer da auditoria independente aponta ressalvas relacionadas a contingências e tratamentos contábeis específicos, além de alertar para a necessidade de manutenção do equilíbrio financeiro no médio e longo prazo. O próprio relatório destaca que a sustentabilidade do modelo depende da continuidade do desempenho esportivo e da disciplina fiscal.

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