O Flamengo divulgou uma nota oficial para esclarecer sua participação no caso envolvendo a inscrição do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes de La Plata na Libertadores. Segundo o clube carioca, ele não iniciou qualquer procedimento relacionado ao atleta e apenas passou a integrar o processo após ser incluído pelo time argentino em um recurso apresentado ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).
De acordo com o Flamengo, o Estudiantes solicitou à Conmebol, em 9 de outubro, a inclusão de Marcos Rojo na lista da competição para a semifinal, substituindo um jogador lesionado. O pedido, porém, foi rejeitado pela entidade sul-americana após consulta à Fifa, que reforçou a obrigatoriedade do cumprimento das regras sobre períodos de inscrição de atletas.
O Rubro-Negro destacou que a Conmebol negou o pedido em duas oportunidades, nos dias 14 e 15 de outubro, antes da partida de volta da semifinal. O clube também ressaltou que não participou de nenhuma etapa do processo até ser formalmente citado no recurso apresentado pelo Estudiantes ao CAS.
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Segundo a nota, em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a utilização de Marcos Rojo pelo clube argentino, mas não afastou eventuais consequências esportivas ou disciplinares que possam surgir após o julgamento definitivo do caso.
O Flamengo afirma que comunicou ao tribunal e ao Estudiantes, antes da partida, que apresentaria uma reclamação formal caso o jogador fosse escalado. Após o confronto, o clube protocolou a contestação dentro do prazo previsto no Código Disciplinar da Conmebol e solicitou que a questão seja analisada antes da final da competição.
Na manifestação, o Rubro-Negro negou que esteja buscando qualquer benefício esportivo fora de campo e afirmou que sua posição tem como objetivo garantir o cumprimento dos regulamentos da competição.
O clube encerrou a nota reiterando respeito à Conmebol, ao CAS e ao Estudiantes, além de afirmar que aguardará a decisão final do processo.
NOTA OFICIAL
O Clube de Regatas do Flamengo esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026.
Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições ("janela de transferências") na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro.
A CONMEBOL, organizadora da competição, que sempre zelou com rigor pelo cumprimento de seus regulamentos e pela integridade de seus torneios, analisou o pedido e consultou a FIFA. A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O Flamengo não participou de nenhuma dessas etapas.
Inconformado, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o Flamengo, seu adversário na semifinal, como parte no processo. Foi assim, em 16 de outubro, que o Flamengo foi chamado ao caso. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final. Os riscos dessa escolha ficaram com o clube argentino e o jogador.
Chamado a integrar um processo que não iniciou, o Flamengo agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o Flamengo apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição.
Portanto: (i) antes do jogo de volta da semifinal, a CONMEBOL, após consulta à FIFA, negou por duas vezes o pedido do Estudiantes para inscrever o atleta; (ii) foi o Estudiantes quem recorreu ao CAS para obter a liberação do atleta, incluindo o Flamengo como parte no processo; e, (iii) antes do jogo, o CAS negou ao Estudiantes a pretendida garantia de que a escalação do atleta não traria consequências esportivas e disciplinares.
Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países.
O Flamengo reitera seu profundo respeito ao CAS e à CONMEBOL, instituições cuja atuação é essencial para a integridade, a segurança jurídica e o equilíbrio do futebol internacional, bem como ao Estudiantes, clube de reconhecida tradição. Confiante na condução responsável e criteriosa do processo por parte da CONMEBOL, o Flamengo aguardará com serenidade a decisão final e a acolherá com o respeito institucional que sempre pautou sua atuação e que espera de todos os participantes.
— Flamengo (@Flamengo) October 24, 2026