Futebol/Bastidores

“Euro-brasileiros” do Fla foram atalho para glórias em 2019

Marcelo Baseggio e Guilherme Serrano* - São Paulo , SP
10/12/2019 10:00:57

Em: Bastidores, Brasileiro Série A, Flamengo

Contratado como grande reforço do Flamengo para o segundo semestre, Rafinha rapidamente se adaptou ao futebol brasileiro e pôde entrar para a história do clube com as conquistas do Brasileirão e Libertadores. Acompanhado de Gerson, Pablo Mari e Filipe Luís, o lateral-direito trouxe uma espécie de “euro-brasilidade” ao Rubro-Negro, característica vista por ele próprio como um dos trunfos para o time ter tido tanto sucesso neste ano.

“Estivemos mais de dez anos no futebol europeu e encontrar um treinador europeu aqui no Brasil facilitou muito para a gente. O trabalho do Mister [Jorge Jesus] é mais complicado, porque ele teve que implantar o sistema dele aqui no Brasil, mas foi ótimo, encurtou muito o caminho, porque o Flamengo trouxe quatro jogadores europeus, então acrescentou muito”, afirmou Rafinha.

Aos 34 anos, Rafinha sobrou na lateral direita do Flamengo em 2019 (Foto: Reprodução/Twitter)

“O Gerson também estava vindo de um período de menos preparação que nós, demorou mais para estrear, mas o treinador europeu, com a experiência que tem, ia dar certo, e foi isso o que aconteceu”, completou.

Não por coincidência, Gerson e Rafinha vêm sendo considerados quase que de maneira unânime como os melhores em suas respectivas funções na atual temporada do futebol brasileiro. A afinidade com os conceitos europeus de futebol serviu como atalho para a equipe erguer as taças que ergueu, mas até mesmo os atletas que não tiveram carreiras no Velho Continente ou que duraram pouco por lá conseguiram absorver bem as ideias do “Mister” Jorge Jesus.

Gerson é outra unanimidade no time do Flamengo de Jorge Jesus (Foto: Reprodução/Twitter)

“Muito feliz por esse prêmio individual, mas agradeço aos meus companheiros, porque o troféu também foi graças a eles. Muito feliz de voltar ao Brasil, para a minha casa, e ser eleito o melhor na minha função”, disse Gerson após ser premiado com a Bola de Prata na 50ª edição do Troféu Bola de Prata.

“Para mim, é uma honra. Sou flamenguista, estou jogando no meu time de coração. Consegui entrar para a história do Flamengo em tão pouco tempo. Para mim, é uma honra”, concluiu.

*Especial para a Gazeta Esportiva