Bandeira sobre incêndio: "Se eu fosse presidente, quase certeza que não teria acontecido"

São Paulo, SP

20-04-2020 16:13:22

Em fevereiro de 2019, o incêndio no Ninho do Urubu chocou o Brasil e o mundo. A tragédia tirou a vida de dez jovens atletas do Flamengo, e as investigações para determinar os culpados segue aberta até hoje. Um dos nomes indiciados no inquérito, Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do clube, se defendeu sobre o tema em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, da ESPN.

Bandeira de Mello foi presidente do Flamengo entre 2013 e 2018 (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

"Se eu ainda fosse presidente, tenho quase certeza que não teria acontecido o incêndio. O que aconteceu ali, eu já não estava mais lá, e sinceramente não sei qual foi a causa. Mas espero que o MP chegue à verdade. Porque é muito desagradável ter inocentes sendo acusados de maneira totalmente injusta. Um deles sou eu", declarou.

Bandeira de Mello presidiu o Flamengo entre 2013 e dezembro de 2018, quando foi sucedido pelo opositor Rodolfo Landim. A tragédia no alojamento da base flamenguista aconteceu em fevereiro de 2019. O ex-presidente aproveitou a entrevista para criticar a demora no acordo de indenização com as famílias das vítimas.

"Nada se compara ao sofrimento dos familiares dos meninos ao perder uma criança naquela situação. Na história do Flamengo não tem nada mais triste, nada mais vergonhoso e mais trágico. Acho que quem está junto com as famílias já deveria ter resolvido isso. O Flamengo teve a chance de resolver logo no início, com a defensoria e o MP. Mas eu não estava mais lá, não posso fazer nada", concluiu.

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