Após as polêmicas, a Ferj determinou que, para o jogo desta quarta-feira entre Flamengo e Barra Mansa, os valores promocionais terão carga limitada e não haverá meia-entrada universal. Porém, o presidente do Rubro-Negro, Eduardo Bandeira de Mello, fez questão de enfatizar que ainda não há acordo com a federação.
“Para nós não tem nada decidido, não existe acordo nenhum. O Flamengo vai buscar seus direitos, pois entende que a precificação dos ingressos quando for mandate é do Flamengo, era assim no ano passado, é assim no Brasileirão, e não tem porque ser diferente, estamos postulando que esse direito volte a acontecer”, afirmou ao programa Arena Sportv.
O mandatário ainda afirmou que o rompimento entre o clube e a Ferj já é uma realidade. Bandeira de Mello protestou com relação às decisões da entidade e cogitou uma dissidência com o Fluminense.
“Acredito que essa ruptura já exista. Desde o ano passado, quando a diretoria da federação foi reeleita, na época Flamengo, Fluminense e Vasco, que estava do nosso lado, divulgaram um manifesto com as razões de não votarmos na diretoria da federação. Elencamos razões, como transparência, questões econômicas, taxas elevadas que são cobradas dos clubes, questão de direitos de televisão e placas publicitárias, e até hoje nenhuma providência foi tomada. O Flamengo estava preparado para disputar o Carioca, vinha valorizando o produto ao máximo, se preparando, se reforçando, quando a uma semana do início fomos surpreendidos com essa decisão do Conselho Arbitral que consideramos injusta. Vai jogar Flamengo x Fluminense e não podemos decidir qual é o preço porque um conjunto de clubes que não têm relação com o jogo definiram que os ingressos têm que ser promocionais, e a meia- entrada universal. É a mesma coisa que dizer que ninguém paga, o que é contra a lei. Flamengo e Fluminense fizeram uma nota firme de oposição, nada ofensiva nem mal educado, sem atingir instituições e pessoas, o que gerou a confusão na sexta-feira. Esse processo de ruptura existe, estamos disputando o campeonato de 2015 sob protesto, e estamos estudando alternativas para sobreviver daqui para a frente”.
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, negou a existência de acordo com a Ferj - Credito: Divulgação/Flamengo
O presidente rubro-negro ainda revelou sua preocupação com os rumos do futebol carioca. “Evidentemente que seria ideal ter os quatro grandes clubes, mas não só eles. Recuperar a pujança e o dinamismo do futebol carioca é do interesse dos clubes de menor investimento também. No passado, tínhamos seis grandes clubes, com América e Bangu, e os outros pequenos tinham uma situação técnica e financeira muito melhor. Gostaríamos de erguer o futebol carioca. Se, para isso for necessária a criação de uma liga municipal ou regional, precisamos nos aprofundar nisso agora. Não gostaria de adiantar nada, o Flamengo não é chegado a bravatas, vamos planejar, estudar com calma e ver o que fazer, do jeito que está é difícil continuar”.
Além disso, Bandeira de Mello comentou sobre o desligamento de Bap, vice-presidente de marketing, do clube da Gávea. “Acho que divergências acontecem nas empresas, nas famílias e o Flamengo não é uma exceção. Acho que a gente precisa, neste momento, enaltecer o trabalho que ele fez durante dois anos no marketing do Flamengo, que evoluiu 20 anos em dois. Éramos um clube desacreditado na interlocução com patrocinadores e hoje o Flamengo tem a camisa mais valorizada do Brasil. Criamos um programa de sócios que é a terceira maior fonte de receita do clube. Para esse processo de recuperação de credibilidade, contribuiu e muito o trabalho do marketing. A instituição só tem a agradecer tudo que foi feito nesses dois anos”.