Após a vitória por 1 a 0 sobre o Criciúma, na noite deste sábado, o Figueirense decidiu se posicionar sobre o caso do volante França, que se envolveu em confusão em bar e acabou detido pela Polícia Militar na última sexta-feira. O presidente Wilfredo Brillinger adotou uma postura de defesa ao atleta.
“Eu sou o responsável pelo França. Se não fosse por mim, ele não estaria aqui. Na função de presidente, acredito que tenho que enxergar o conjunto da situação e vê-lo como um ser humano. Sempre me preocupei em tentar recuperá-lo. Todos sabem que ele teve uma criação difícil, mas tem 23 anos, e não pode ser tratado como foi, como bandido”.
O mandatário ainda afirmou que a briga teria sido provocada por torcedores rivais. “Três integrantes de uma torcida rival o desafiaram e ele tentou se resguardar. Quando foi ao banheiro, foi agredido. Ninguém tem sangue de barata. O França estava alterado e, claro, veio para fora”.
O presidente Wilfredo Brillinger saiu em defesa de França após confusão (Foto: Luiz Henrique) - Credito: Divulgação/Figueirense
Brillinger também explicou que o clube tem uma função social. “São 200 homens aqui no Figueirense. Nós tentamos monitorar e acompanhar. Eu conheço a história do França. É um bom rapaz e precisa de ajuda. O Figueirense, como clube, tem uma responsabilidade social. Vamos defender ele. Não se faz isso com um ser humano. O Figueirense não é apenas resultado esportivo, é maior. Se o demitisse, ele seria mais um bandido no país”, disse. “Mas ele será punido, pois cometeu uma infração”.
Devido a pedido do presidente, os jogadores do clube estão em lei de silêncio por tempo indeterminado e não concederão entrevistas. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira, quando encara o Joinville na Arena, às 22 horas (de Brasília), pela sétima rodada do Campeonato Catarinense.