Marquinhos Santos não quer Figueira desistindo antes da hora no Brasileiro

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Assim como Rafael Moura se desculpou após o empate sem gols do Figueirense neste sábado contra o Grêmio, o técnico Marquinhos Santos assumiu toda a responsabilidade pela má fase da equipe no Campeonato Brasileiro. O técnico, contudo, cobrou postura de todos os seus atletas e ressaltou que o Figueira não pode desistir da briga contra o rebaixamento com cinco rodadas pela frente na competição.

“É revoltante ver o torcedor apoiando, comparecendo, e você perder. Não admito derrota. Ainda tem quinze pontos e essa rodada permaneceu igual. Temos que continuar atirando, não é hora de se entregar e desmerecer. A torcida vibrou, incentivou e cobrou quando tem que ser cobrado, ao final da partida”, afirmou Marquinhos. “Culpados não tem, mas temos a responsabilidade. Eu continuo acreditando que temos condição de sair”, acrescentou.

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Marquinhos assumiu as responsabilidades da situação do Figueira (Foto: Divulgação/FFC)

Técnico do Figueira desde setembro, Marquinhos admitiu que se assustou com o clima na equipe quando chegou. “Me assustei, mas encontrei no brilho no olhar deles uma vontade. Foram muitos erros no ano. Quando cheguei parecia que já tinha terminado o ano. Nós resgatamos. Agora temos um modelo de jogo definido, não é só chute para a frente para o Rafael Moura”, declarou o treinador.

Sobre a partida contra o Grêmio, o fraco empate em 0 a 0, o técnico exaltou a postura de buscar o jogo do Figueirense. “Fomos para o jogo, entramos com dois volantes que não são marcadores. O pensamento era ter o controle de jogo para achar o Rafael Moura, o Lins e o Matheus. O Gatito nos salvou em três chutes e numa cabeçada do Rafael, o Grohe também foi bem”, analisou.

O resultado deixou a situação ainda mais difícil para o Figueira. Na 18ª colocação com 33 pontos, a equipe está a cinco do Internacional, primeiro time fora do Z4. Para Marquinhos, o Figueira precisa de mais do que apenas lutar contra o rebaixamento ano a ano.

“O Figueirense tem sido isso nos últimos três anos, batendo na trave para não cair. Temos que mudar. Ver, apontar e aceitar os erros. Só isso faz ter a humildade para crescer e melhorar. O Figueira é grande e não para aceitar brigar embaixo da tabela. Quem não sentir a derrota não merece estar aqui, mas precisamos juntar os cacos. Não dá para desistir com cinco rodadas pela frente”, completou Marquinhos.

Na próxima rodada, a equipe irá até Chapecó para enfrentar a Chapecoense na Arena Condá no clássico catarinense. A reapresentação da equipe acontece nesta segunda-feira, às 16h (de Brasília), no CT da Cambirela, em Palhoça.

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