Apesar do gramado pesado e cheio e poças por causa da chuva, Avaí e Figueirense fizeram um clássico movimentado na Ressacada. As duas equipes marcaram na primeira etapa e criaram outras boas oportunidades de gol, mas foi um lance os acréscimos da etapa final que roubou a cena após a partida. Em cruzamento sobre a área alvinegra, Dener abraçou Eduardo Costa e ambos caíram. Apesar das reclamações dos donos da casa, o árbitro Wagner Reway nada marcou, decisão que foi apoiada pelo treinador do Figueira, Argel Fucks.
“Eu acho que o árbitro foi muito bem na partida. O lance, pelo que eu vejo, não foi pênalti. O Eduardo Costa se agarra no Dener e cai, os dois estavam se abraçando. Eu entendo que era a última bola do jogo, ele (volante do Avaí) tentou e não deu. O árbitro é experiente, rodado. Quando nós perdemos, não tentamos colocar a culpa no adversário. A arbitragem foi bem e não influenciou no resultado da partida”, analisou o técnico alvinegro.
Se por um lado Argel Fucks elogiou a arbitragem, por outro ele também criticou fortemente as autoridades. Ameaçado de morte através de vídeos de torcida organizada após provocar o Avaí antes do último clássico, em maio (pela Copa do Brasil), França foi impedido pela Justiça de entrar na Ressacada neste domingo. O volante do Figueirense foi alvo de uma medida cautelar pedida pela delegada Michele Alves Correa, da Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversões, da Polícia Civil catarinense.
“O França é um jogador que estava escalado, trabalhei com ele como titular a semana inteira. Aí aconteceu algo que eu nunca vi no futebol. A delegada conseguiu algo espetacular. Primeiro aparecer na mídia, se ela queria aparecer, conseguiu. Quem sabe no próximo jogo ela coloque chuteira e jogue contra nós também. O futebol está uma várzea, essa é a verdade. Existe uma justiça desportiva que não pune, e até parece que a segurança pública aqui em Florianópolis está sensacional também. Deveriam se preocupar com isso”, disparou o treinador.
O treinador Argel Fucks não viu pênalti no lance envolvendo Eduardo Costa e Dener nos acréscimos do 2º tempo - Credito: Divulgação
O afastamento de França foi uma das medidas tomadas para tentar acalmar os ânimos e promover um “Clássico da Paz”, que contou também com torcida mista em alguns setores da Ressacada. E, apesar dos sete cartões amarelos distribuídos durante os 90 minutos e da polêmica nos acréscimos da segunda etapa, a partida de fato transcorreu sem maiores problemas no estádio do Avaí.