Jornalista dos EUA que morreu no Catar sofreu aneurisma, diz esposa

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Foto: Anne-Christine POUJOULAT / AFP

Grant Wahl, o jornalista esportivo americano que morreu repentinamente enquanto cobria a Copa do Mundo do Catar, sofreu um aneurisma, disse sua esposa nesta quarta-feira (14), ao divulgar o resultado da necropsia.

"Não houve nenhum ato vil em sua morte", disse Celine Gounder, uma epidemiologista renomada, descartando as especulações nas redes sociais de que a morte de Wahl foi intencional ou causada por vacina contra a covid-19.

Em uma mensagem publicada no site de Wahl na plataforma Substack, Gounder disse que a necropsia realizada em Nova York determinou que Wahl, de 49 anos, morreu por um "aneurisma aórtico ascendente não detectado e de crescimento lento".

Um aneurisma aórtico é uma ruptura da aorta, a maior e mais importante artéria de todo o sistema circulatório do corpo humano.

"A pressão no peito que ele sentiu pouco antes de morrer pode ter dado lugar aos sintomas iniciais", disse Gounder. "Nenhuma reanimação cardiopulmonar ou descarga o teria salvado", esclareceu.

Segundo Gounder, "sua morte não esteve relacionada com a covid nem com a vacinação anticovid".

Wahl desmaiou enquanto cobria as quartas de final entre Argentina e Holanda na sexta-feira. Ele havia se queixado na plataforma Substack de que se sentia mal na semana antes de sua morte.

Dias antes, Wahl teve problemas com os organizadores da Copa por uma camisa com um arco-íris da comunidade LGBTQIA+ que ele usou para uma partida.

No Catar, a homossexualidade é crime e Wahl disse que os guardas de segurança lhe disseram que a camisa tinha conotação "política".

Wahl, que estava cobrindo sua oitava Copa do Mundo, era conhecido por promover o futebol nos Estados Unidos com suas reportagens para a revista Sports Illustrated, a CBS Sports e outros meios.

O jornalista começou a escrever em 1996 na Sports Illustrated, que na época era a principal publicação esportiva dos Estados Unidos, e permaneceu ali até 2020. Um ano depois, começou a trabalhar para a CBS Sports.

Durante a Copa do Mundo, outros dois jornalistas morreram, o britânico Roger Pearce, diretor-técnico da ITV Sports, e o fotógrafo catari Khalid Al-Misslam.

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