COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Xavi já participou de quatro Copas do Mundo e continua acreditando na Espanha como favorita (Foto: AFP)

Xavi Hernández, ex-jogador do Barcelona e da seleção Espanhola, não está na Rússia para jogar bola, a não ser nas horas vagas ou com as crianças participantes do projeto Generation Amazing, do qual ele faz parte. Embaixador da Copa de 2022, no Catar, país onde ele atua hoje em dia pelo Al-Sadd, ele deu uma entrevista exclusiva ao canal SporTV na manhã desta quinta-feira e falou sobre vários assuntos, inclusive a demissão de Julen Lopetegui da seleção às vésperas do início do Mundial. Confira os principais trechos.

Demissão de Lopetegui

Xavi Hernádez já tinha dito ao jornal espanhol Marca que ficou do lado da Federação Espanhola de Futebol no caso da demissão de Julen Lopetegui. Perguntado sobre se seu telefone tocou quando ele foi demitido, Xavi foi enfático.

“Não tocou e creio que não seja o momento, não só pela falta de licença para treinar. A seleção espanhola já tem a ideia, já tem o caminho, apesar da saída de Lopetegui na última quarta-feira. Eu creio que o grupo está unido e com consciência de onde estão, numa Copa do Mundo. Evidentemente não é a melhor das circunstâncias, mas é necessário seguir em frente e o presidente (da Federação Espanhola de Futebol) tomou uma decisão, na minha opinião, muito acertada, porque não se pode estar em dois clubes ao mesmo tempo, com dois pensamentos ao mesmo tempo”, iniciou o ex-campeão pela Espanha.

“Nesse sentido, creio que foi decidido da melhor forma e, a partir daqui, os torcedores devem torcer mais do que nunca. A ideia inicial proposta por Lopetegui foi muito boa, uma coisa não exclui a outra, não perderam nenhum jogo, tem jogadores fantásticos, a Espanha tem o melhor centro-campista do mundo e a possibilidade de ser muito competitivo”, disse.

Sobre o Real Madrid, que contatou o técnico durante a preparação da Copa do Mundo, o ex-Barcelona colocou a maior parte da culpa no próprio Lopetegui. “As decisões foram mais de Lopetegui. Todo mundo olha para o Real Madrid, e poderia ter sido qualquer clube (a fazer esta proposta), mas essa decisão de Lopetegui que não foi acertada. Ele é o responsável pelo ótimo desempenho da Espanha até agora, mas não tomou uma decisão correta. É impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo”, finalizou sobre o assunto.

A seleção da Espanha na Copa e o Brasil

“A Espanha não perde com esse episódio. Sou otimista, isso irá uni-los muito mais. Além do mais, Hierro assumiu e ele é muito bem-preparado, conhece a casa, conhece a federação, por isso não acho que a Espanha tenha menos favoritismo que antes. Isso pode torná-los mais fortes. O grupo precisa ter mais confiança ainda, se unir, conversar para tratar desses percalços. Lá tem muita gente experiente… Acredito que a seleção tem que continuar com seu rumo e tem tudo para ser campeã”, relatou, otimista.

Ele ainda elogiou o Brasil. “Acredito que a Espanha tem muitos talentos ainda: Isco, Thiago, Busquets, Silva, Iniesta – uma mistura de experiência e juventude. Tem tudo para ir muito longe na Copa. Assim como tenho esperança que a Espanha chegue à final, mas sei que tem o Brasil, com talento, bom técnico, bom físico, vem muito bem preparado para vencer a Copa… Espanha, Alemanha e Argentina estão na briga, mas acho que o Brasil está um pouco a frente dos outros”.

E também o camisa 10 da Seleção Brasileira. “O melhor do mundo, para mim, é o Messi, ainda. O Neymar está muito próximo. (Entre Neymar e Cristiano Ronaldo) Neymar é o melhor jogador de futebol, na minha opinião. Tem mais coisas a oferecer. Neymar tem mais talento e pode crescer muito, acho que vai substituir o Messi em 3 ou 4 anos”, observou.

Fernando Hierro, novo técnico

“Estou certo de que Hierro pode levar a seleção à decisão, é um ótimo líder. Nos ajudou em 2010 quando vencemos a Copa. É uma pessoa muito positiva, conhece os jogadores e é uma oportunidade para ele também”.

Embaixador da Copa e projeto Generation Amazing

De 1997 a 2015, Xavi Hernádez ficou no Barcelona, incluindo as categorias de base. Depois disso, foi para o Catar, onde atua pelo Al-Sadd. “stou muito contente no Catar, minha família é muito feliz ali e agora estou aqui trabalhando com a comissão organizadora da Copa no Catar. É por isso que estou na Rússia”, disse o embaixador do Mundial de 2022. “Este projeto, Generation Amazing, trata-se de ajudar as pessoas justamente para isso. Estivemos com pessoas com necessidades especiais, crianças, idosos, tentamos ajudar várias pessoas no Catar e trouxemos oito integrantes do Comitê para verem a organização deste Mundial (na Rússia). É um projeto muito bonito e tenho orgulho de fazer parte dele”, relatou.

Ele, ainda, explicou sobre o projeto. “Eu acho que o futebol é uma ferramenta que agrega culturas, religiões e tudo mais de alguma maneira. Este projeto de alguma forma é assim. Tentamos ajudar, tentamos unir, tentamos entender as pessoas, ajudamos os carentes e o futebol é uma ferramenta incrível para isso. Estamos vendo como a Rússia está organizando este Mundial e é realmente algo muito bom o que o futebol consegue transmitir para todo o mundo. Estamos (projeto e comissão da Copa no Catar) tentando ajudar diversos países, com diversos tipos de adversidades, para que se integrem cada vez mais”, finalizou.



Arte: AFP

Rússia e Arábia Saudita fazem o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2018 nesta quinta-feira, às 12h(de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou, capital russa, em duelo válido pelo Grupo A. A chave conta ainda com Egito e com Uruguai, que duelam na sexta-feira. Os russos, que estão há sete jogos sem vencer, lutam para não repetirem o vexame da África do Sul, que em 2010 se tornou o único anfitrião a ser eliminado ainda na etapa de grupos.

Para evitar que o vexame aconteça, o técnico Stanislav Cherchesov destacou a necessidade de ganhar na estreia, diante do adversário considerado mais fraco do grupo.

“Sabemos que a nossa classificação passa muito por conquistarmos um grande resultado na estreia. Esse jogo considero chave para a sequência do nosso trabalho, pois é muito complicado largar em desvantagem em uma competição de tiro curto como é a Copa do Mundo”, explicou Stanislav Cherchesov.

Os dois treinadores da partida de abertura: Juan Antonio Pizzi e Stanislav Cherchesov  (Fotos: Cristina Quicler e Franck FIFE /AFP)

Já a Arábia Saudita enfrentou muitos problemas no período pré-Copa, apesar de ter passado bem nas Eliminatórias asiáticas. A desorganização da federação local levou a demissão do argentino Edgardo Bauza a poucos meses da Copa começar. Caberá a seu compatriota, Juan Antonio Pizzi, que fracassou na missão de levar o Chile ao torneio, dar um rumo ao país. Apesar destes problemas durante a preparação para o mundial, os jogadores se mostram confiantes.

“Sabemos que estamos desacreditados e muitos nos colocam como quarta força. Somos, porém, um grupo de jogadores que sonha alto. A Rússia tem uma seleção forte e joga em casa. Mas vamos buscar um bom resultado”, disse Abdullah Al-Mayuf, goleiro titular da Arábia Saudita.

Em termos de escalação, os principais destaques do time russo são o experiente goleiro Igor Akinfeev, titular da seleção desde 2004, e o meia Aleksandr Golovin, que já despertou o interesse em grandes equipes europeias, como a Juventus. O time perde muito porém, sem o artilheiro Alexander Kokorin, que não jogará o Mundial por conta de lesão na coxa direita. O lateral-direito Mário Fernandes, brasileiro naturalizado russo e que foi revelado no Grêmio, é tido como titular. A melhor participação da Rússia em um Mundial foi o quarto lugar de 1966.

Os dois destaques das equipes: o atacante Al Sahlawi e o meia Aleksandr Golovin (Fotos: Alexander NEMENOV e Leon KUEGELER /AFP)

A Arábia Saudita, que surpreendeu ao chegar nas oitavas de final na Copa do Mundo de 1994, guiada pelo ex-meia Majed Abdullahmaior jogador,  da história do país, aposta atualmente no oportunismo de Mohammad Al-Sahlawi, atacante de 31 anos, que foi o artilheiro sauditas nas Eliminatórias com incríveis 16 gols em 14 jogos.

Vale lembrar que antes do apito inicial desta partida acontece a festa de abertura da Copa do Mundo de 2018. Pelo regulamento da Copa do Mundo, nesta primeira fase as equipes duelam em turno único dentro de seus respectivos grupos. Ao fim, os dois melhores colocados de cada chave se garantem nas oitavas de final.

FICHA TÉCNICA
RÚSSIA X ARÁBIA SAUDITA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 14 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Juan Pablo Belatti (Argentina)

RÚSSIA: Igor Akinfeev; Mário Fernandes, Ignashevich, Kutepov (Granat) e Zhirkov (Kudryashov); Zobnin, Kuzyaev,  Dzagoev, Golovin; Samedov (Miranchuk) e Smolov
Técnico: Stanislav Cherchesov

ARÁBIA SAUDITA: Abdullah Al-Mayuf, Al-Shahrani, Osama Hawsawi, Othman (Hawsawi) e Al-Burayk (Al-Harbi); Salman Al-Faraj, Otayf, A-Jassim e Al-Shehri; Al-Dawsari e Al-Muwallad. Técnico: Juan Antonio Pizzi



Julen Lopetegui será oficialmente apresentado no Real Madrid nesta quinta-feira (Foto: Javier Soriano/AFP)

Após a turbulência de sua demissão da seleção da Espanha às vésperas do início da Copa do Mundo, Julen Lopetegui fez as malas e rumou para Madri, onde, nesta quinta-feira à noite, será oficialmente apresentado como técnico do Real Madrid. As informações são do jornal espanhol Marca. Hierro assumiu a seleção espanhola.

A coletiva com a apresentação do novo comandante acontecerá no palco de honra do estádio Santiago Bernabéu. O cargo de técnico ficou vago depois de Zinedine Zidane anunciar sua saída após a conquista da última Liga dos Campeões, no dia 26 de maio, quando os merengues saíram vitoriosos pela 13ª vez.

O contrato de Lopetegui será válido por três anos. Ele foi jogador do Logroñés, Rayo Vallecano, Real Madrid e também do rival Barcelona durante sua época como goleiro, tendo sido, inclusive, convocado para a seleção espanhola na Copa do Mundo de 1994. Já como técnico, ele atuou no Rayo Vellecano, na equipe B do Real Madrid e na seleção espanhola sub-19, sub-21 e principal, além do Porto, de Portugal.

 



Em 2014, a torcida do Palmeiras foi surpreendida com um garoto de sua base que havia marcado incríveis 37 gols e 22 partidas no Campeonato Paulista sub-17 daquele ano. Este menino era Gabriel Jesus, que pouco tempo depois já estaria brilhando na equipe principal do clube.

Estreando pelo profissional em 2015, ano em que o clube passou por uma reformulação completa após um centenário bem abaixo do esperado, o camisa 33 não demorou para engrenar na equipe de cima e logo no seu primeiro ano conseguiu conquistar o título da Copa do Brasil, sendo uma peça importante na equipe.

No ano seguinte, a sua evolução seguiu a todo vapor. Com a camisa alviverde, Gabriel Jesus aumentou ainda mais o seu protagonismo e se adaptou bem a sua nova função como centroavante, sendo um dos destaques da campanha que deu novamente o título brasileiro ao Palmeiras.

As grandes atuações com a camisa alviverde lhe rendeu a convocação à Seleção Brasileira que conquistou o primeiro ouro olímpico de nossa história. A sua boa participação no torneio rendeu não só a sua convocação na Seleção principal, como também a titularidade com a camisa 9 amarela.

E as suas convocações para a seleção pentacampeã do mundo estão sendo justificadas com os números atingidos pelo jogador. Em 17 partidas desde a sua primeira convocação, Jesus já marcou 10 gols, sendo o principal artilheiro da equipe desde o início da “era Tite”.

Além do comandante da seleção verde amarela, outro treinador que se entusiasmou com o futebol de Gabriel Jesus foi Pep Guardiola. O técnico espanhol chegou a ligar pessoalmente ao atleta antes de seu clube, o Manchester City, fechar a contratação do camisa número 33.

Na Terra da Rainha, o atleta demonstrou novamente que é um atacante diferenciado. Em um ano e meia com a camisa dos Citizens, o atacante já deixou a sua marca em 24 vezes em 53 partidas pelo clube, além de já ter conquistado um Campeonato Inglês e uma Copa da Liga Inglesa pelo clube. Estes números poderiam até mesmo serem maiores, já que o atacante perdeu o equivalente a 23 partidas pelo clube devido a duas lesões que sentiu durante este período.



Natural de Maceió, capital do Alagoas, Roberto Firmino, único nordestino da Seleção Brasileira era até pouco tempo atrás um dos jogadores brasileiros mais desconhecidos entre o grande público. O atacante iniciou sua trajetória como profissional no Figueirense em 2009. No ano seguinte, foi fundamental para o Figueira subir para a Série A, com o time sendo vice-campeão da Série B do Campeonato Brasileiro.

No dia 1º de janeiro de 2011, a vida do atacante mudaria. O Hoffenheim, da Alemanha pagou quatro milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões na cotação atual) para tirá-lo de Santa Catarina. O mais curioso da negociação é que o olheiro do clube alemão descobriu Roberto Firmino pelo Football Manager, um jogo que permite a atuação de alguém como manager de uma equipe de futebol.

Nos gramados alemães, Firmino se destacou, com 153 jogos e 49 gols. No Campeonato Alemão da temporada 2013-14, anotou 16 tentou, e deu 12 assistências, e foi eleito a revelação do torneio naquela edição. O excelente desempenho na equipe chamou a atenção do técnico Dunga, que o convocou pela primeira vez para vestir a Amarelinha em 2014. Além disso, o Liverpool gastou 41 milhões de euros (cerca de R$ 142 milhões) para contratá-lo um ano depois.

Na terra dos Beatles, o alagoano se encaixou muito bem no esquema de Jurgen Klopp, virando titular incontestável logo de cara. Depois da saída de Philippe Coutinho do time inglês para o Barcelona, Firmino, junto com Salah e Mané formaram um trio de ataque poderoso. Na última temporada foram 54 jogos e 27 gols, sendo 10 deles na Liga dos Campeões, competição em que os Reds ficaram com o vice-campeonato, perdendo para o Real Madrid.

Entretanto, ainda não conseguiu ser um grande destaque na Seleção. 2015 foi o ano em que mais jogou, 9 partidas e três gols marcados, participando da campanha medíocre na Copa América, que resultou na eliminação precoce para o Paraguai, nos pênaltis, ainda nas quartas de final

No momento, Roberto Firmino é o reserva imediato de Gabriel Jesus. No entanto, os excelentes números fazem com que o atacante possa ser titular na vaga do atacante do Manchester City. Do anonimato, o atleta é uma das grandes estrelas e esperança para o Brasil de Tite vencer a Copa do Mundo na Rússia.



Nesta quinta-feira, será dado o pontapé inicial para a Copa do Mundo, na Rússia. O Brasil só entrará em campo no domingo, contra a Suíça. No clima da competição, a UnitFour, empresa fornecedora de dados realizou um levantamento que chegou ao resultado de que 6% da população brasileira viu a Seleção ser cinco vezes campeã do mundo.

Dentro desta porcentagem, as mulheres aparecem como a maioria: 50% do total. Os homens, por sua vez, representam 48%. Os outros 2% levantados pela pesquisa são de gêneros não identificados.

Gráfico aponta que as mulheres em maioria viram os cinco títulos do Brasil (Foto: Reprodução)

A estimativa feita considera apenas aqueles com idade superior a cinco anos, na data de cada um dos títulos erguidos pelo Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). A população que continua viva desde a primeira conquista, está na faixa dos 65 e 85 anos.

Já nos outros títulos, 9% da população viu a Seleção campeã em 1962, 14% a partir de 1970, 33% em 1994, e finalmente, 38%, a grande maioria acompanharam o penta em 2002.

Porcentagem da população brasileira que acompanhou cada título (Foto: Reprodução)

O Brasil é o maior campeão da Copa do Mundo, com cinco taças. A Alemanha, empatada com a Itália, vem logo atrás com quatro conquistas. Entretanto, os italianos não estarão na Rússia. A equipe comandada pelo técnico Tite está no Grupo E do torneio com: Suíça, Costa Rica e Sérvia.





Conhecida por seu sólido sistema defensivo, a Suíça será o primeiro adversário da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Ciente do bloqueio a ser implementado pelos europeus, o volante Paulinho pede paciência para que o time canarinho estreie com vitória no Mundial da Rússia.

“Tive a experiência de enfrentar a Suíça uma vez e imagino que eles vão jogar com uma linha de marcação baixa, bem forte. Sabemos que vai ser uma partida muito difícil, de Copa do Mundo. No futebol de hoje, há uma competitividade muito grande, então precisamos colocar na cabeça que o jogo vai ser duríssimo. Com paciência, vamos conseguir criar chances de gol”, avaliou o meio-campista.

Para ir se acostumando a escolas que privilegiam a defesa, a equipe dirigida por Tite disputou amistosos contra Croácia e Áustria nas últimas semanas. Com vitórias por 2 a 0 e 3 a 0, respectivamente, o Brasil passou no teste e ganhou confiança para o primeiro compromisso na Copa.

“Enfrentamos seleções com linha baixa e cinco atrás. Os dois jogos serviram para observarmos o que vamos encontrar na Copa do Mundo. Alguns times jogam com linha baixa e defendem bem. É difícil de infiltrar, mas, se mantivermos paciência e tranquilidade, vamos conseguir criar oportunidades”, reiterou.

Na última quarta-feira, durante o treino da tarde, Tite fincou balizas estáticas no gramado para simular o posicionamento das linhas de defesa da Suíça. Para superá-las, os auxiliares Matheus Bachi e Cleber Xavier orientaram os atletas nas ações ofensivas.

“Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar. No empate contra a Inglaterra (em 2017), tivemos dificuldade de entrar e, depois, nos adaptamos. É difícil? Sim, mas temos capacidade para superar esse tipo de adversidade”, concluiu Paulinho.

Integrantes do Grupo E, Brasil e Suíça se enfrentam no próximo domingo, a partir das 15 horas (de Brasília), em Rostov. Costa Rica e Sérvia completam a chave.



Presidente da AFA foi bastante duro ao comentar sobre Coronel Nunes (Foto: AFP)

O descumprimento do pacto firmado entre federações sul-americanas por parte do presidente da CBF, Coronel Nunes, na votação para eleger a sede da Copa do Mundo de 2026 não repercutiu bem entre os cartolas que estão na Rússia. Nesta quinta-feira, o presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol) criticou duramente o sucessor de Marco Polo Del Nero, categorizando o ato como “traição”.

Na última quarta-feira, Coronel Nunes acabou votando no Marrocos para sediar o Mundial de 2026, no entanto, todas as federações que fazem parte da Conmebol já haviam acordado que votariam na candidatura tripla composta por México, EUA e Canadá.

“Não me pareceu bom o que fez o Brasil. Havíamos combinado de votar nos Estados Unidos e eles não honraram a sua palavra. A simpatia, às vezes, leva a traição. Quando os homens fazem um acordo, precisam cumprir”, disse Claudio Tapia, presidente da AFA.

Mesmo com o descumprimento da CBF, a candidatura tripla acabou vencendo a disputa com Marrocos, e, desta forma, a Copa do Mundo de 2026 será realizada nos EUA, México e Canadá. Nesta quinta-feira, em encontro com os demais cartolas de federações sul-americanas, Coronel Nunes não apareceu, sendo substituído por Rogério Caboclo, presidente eleito, mas que só tomará posse em abril de ano que vem.

O temor agora é que clubes brasileiros sejam prejudicados em competições sul-americanas pela Conmebol em decorrência da “traição” de Coronel Nunes. Complicações com a arbitragem e questões relacionadas à logística dos times na Libertadores e Sul-Americana são as principais dores de cabeça de quem acompanha os bastidores.



Iniciada no Corinthians, entre 2010 e 2013, a parceria entre Paulinho e Tite se transferiu para a Seleção Brasileira. O volante, prestes a disputar a sua segunda Copa do Mundo, revelou um pedido do treinador, que o incumbiu de deixar Philippe Coutinho mais solto no campo de ataque.

“Eu já trabalhei com o professor Tite e algumas vezes ele pedia que eu baixasse um pouquinho, fosse mais organizador e deixasse outro com mais liberdade no Corinthians. E, aqui na Seleção, foi o que aconteceu. Ele me pediu para organizar mais e liberar mais o Coutinho, que tem uma qualidade impressionante”, contou o camisa 15.

A orientação de Tite, contudo, não deve ser um impeditivo para que Paulinho continue aparecendo como elemento surpresa quando o time precisar furar o bloqueio adversário. Seja como for, ele se coloca à disposição de seu comandante de longa data.

“O que mais quero fazer é ajudar. Houve isso nessa partida (contra a Áustria). É uma característica dele estar mais próximo do gol. Eu não vejo problema algum, o que for para ajudar a Seleção eu vou fazer”, acrescentou.

Antes de atingir um novo patamar no Brasil, no entanto, Paulinho precisou lidar com críticas, sobretudo após a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014, quando vivia má fase no Tottenham, da Inglaterra. O passado difícil, segundo o jogador, o prepara para o novo desafio de levar a Seleção ao hexacampeonato mundial.

“Na minha carreira sempre foi dessa forma, superando adversidades. Em vários lugares houve desconfiança, críticas, mas nunca deixei de ser profissional e respeitar a todos. É difícil chegar a uma Seleção Brasileira, mas agora também é difícil sair. Em todas as convocações eu aprendo de alguma forma, em treinamentos, fora de campo. Não me sinto pressionado, e sim privilegiado por disputar mais uma Copa do Mundo e chegar no melhor momento da minha carreira e da minha vida”, concluiu.

Integrante do Grupo E, o Brasil fará sua estreia diante da Suíça, no próximo domingo, às 15 horas (de Brasília), em Rostov. Costa Rica e Sérvia completam a chave.