COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Gerard Piqué anunciou sua aposentadoria da seleção espanhola neste sábado. Ele estava desde 2009 na equipe principal e se envolveu em polêmicas ao defender a separação da Catalunha (Foto: Josep Lago/AFP)

Piqué está com o Barcelona no Marrocos para a disputa da Supercopa da Espanha, contra o Sevilla, no domingo (12), às 17h (de Brasília). Em coletiva de imprensa neste sábado, no entanto, outro assunto entrou em voga: o zagueiro de 31 anos anunciou sua aposentadoria da seleção espanhola e disse que o técnico Luis Enrique, contratado após o Mundial da Rússia, está ciente da decisão.

“Foi uma etapa muito bonita com a seleção, mas agora quero focar no Barça. Conversei com Luis Enrique na última semana, ele me chamou e eu lhe disse que a minha decisão foi muito bem pensada. Foi uma etapa muito bonita, com uma Eurocopa e um Mundial, mas é uma etapa que terminou”, disse o espanhol.

Com a camisa Roja, Piqué disputou 102 partidas desde 2009, quando teve sua primeira convocação. Ele conquistou o título da Copa do Mundo, em 2010, e a Eurocopa de 2012. Em 2018, a seleção espanhola foi eliminada nas oitavas de final para a anfitriã Rússia e não conseguiu continuar com o sonho de conquistar seu segundo título mundial.

Além das conquistas, ele também se envolveu em algumas polêmicas com outros jogadores, como o também zagueiro Sergio Ramos, e a própria torcida espanhola, por ser favorável à independência da Catalunha. Desde então, o jogador dava indícios de que deixaria a seleção.



Treinador revelação da Copa, renova com a Croácia (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Vice-campeã e principal surpresa na Copa do Mundo em 2018, a Croácia anunciou a renovação de contrato com Zlatko Dalic. O treinador terá a chance de dar continuidade ao trabalho na seleção. O tempo de contrato não foi divulgado e mais uma reunião do comitê está marcada para as últimas “decisões formais”.

“Era muito importante para mim tratar abertamente com o presidente sobre todos os temas. Agradeço a Davor Suker pela compreensão sobre o que não achava correto”, disse Dalic, em comunicado oficial da Federação Croata de Futebol.

Dalic, que deixou no ar sua permanência após o Mundial, elogiou a proposta. “Acho que arrumamos estes temas e estou contente em ter novos desafios”, acrescentou.

O presidente da Federação, Suker elogiou a decisão do técnico e acredita que a Croácia irá evoluir. “Estou contente de ter tido uma conversa aberta sobre coisas que podem melhorar no futuro. Contente de continuarmos juntos em busca de novas vitórias”, afirmou o ídolo croata.

Dalic assumiu a Croácia em outubro, quando faltavam apenas três jogos para o final das Eliminatórias da Copa, sob muita desconfiança. Foram apenas sete partidas antes do Mundial, mas a aposta foi muito bem e agora ganha mais uma oportunidade.

A campanha da Croácia na Copa do Mundo foi muito boa. A equipe chegou até a grande final, mas acabou derrotada por 4 a 2 pela França. Mesmo assim, após o resultado negativo, aproximadamente, 550.000 pessoas recepcionaram os vice-campeões em Zagreb.



Brasil, de Tite, caiu nas quartas do Mundial na Rússia (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

No próximo sábado, a partir das 9h (de Brasília), o Memofut (Grupo de Literatura e Memória do Futebol) receberá o escritor, jornalista e pesquisador João Máximo, que fará uma palestra sobre derrotas do Brasil em Copas. O evento é gratuito, mas a participação está sujeita à capacidade do auditório (174 lugares, mais quatro espaços para pessoas com deficiência).

Nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, João Máximo mudou-se com a família para o Rio de Janeiro quando tinha três anos e foi morar em Vila Isabel, bairro próximo da região em que foi construído o Maracanã. Viu de perto a construção do estádio e acompanhou in loco a derrota do Brasil para o Uruguai no Mundial de 1950. Graduou-se em odontologia, e examinou os jogadores da seleção em 1958, ano em que o país venceu a Copa na Suécia.

Em 1961, com intuito de amealhar recursos para abrir um consultório com um amigo, João Máximo ingressou na “Tribuna da Imprensa” como estagiário. Era o início de uma vida longeva em redações, com ênfase em esporte e música, e no fim da trajetória dele na odontologia.

Desde então, João Máximo trabalhou também no “Jornal dos Sports”, na Rádio Continental, no “Jornal do Brasil”, no “Correio da Manhã”, na “Folha de S.Paulo” e no jornal “O Globo”. Venceu duas edições do Prêmio Esso (1963 e 1967) e publicou livros sobre esporte, música e crônicas.

A palestra de João Máximo no Museu do Futebol será focada em derrotas do Brasil em Copas, como o revés para a Bélgica nas quartas de final de 2018, mas também criará uma conexão com a preparação do país para o Mundial de 1958, ano em que a seleção conquistou seu primeiro título.

A trajetória daquela seleção é tema da exposição temporária “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958”, que está em cartaz no Museu do Futebol até 9 de setembro.

SERVIÇO
Palestra com o escritor, jornalista e pesquisador João Máximo e reunião mensal do Memofut (Grupo de Literatura e Memória do Futebol)
Data: 11 de agosto de 2018 (sábado)
Horário: 9h (de Brasília)
Local: Auditório do Museu do Futebol
Participação gratuita



Mano Manezes dirigiu a Seleção Brasileira de julho de 2010 a dezembro de 2012 (Foto: Vinnicius Silva/CEC)

Gabriel Jesus, dono da camisa 9 na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, acabou decepcionando ao deixar o torneio sem marcar um único gol. À época, o técnico Tite precisou sair em defesa de seu centroavante, assim como Pep Guardiola, comandante da equipe inglesa, fez recentemente. Mas, foi Mano Menezes, nessa segunda-feira, que levantou a tese mais profunda sobre o principal motivo que pode ter contribuído para o ex-palmeirense ter passado pela Copa zerado.

“Tenho uma teoria que vai gerar uma certa polêmica”, se antecipou o treinador do Cruzeiro, em entrevista ao Sportv. “Eu não acho que o problema esteja no Gabriel Jesus, porque ele fez uma ótima Eliminatória. Na minha opinião, foi o grande surgimento de jogador dos últimos tempos, pós-Olimpíadas, com a chegada dele à Seleção Brasileira. Não tínhamos um jogador que preenchesse tanto a função como ele. Quando ele chegou, a Seleção passou a crescer, com a chegada do Tite também”, iniciou Mano, também ex-técnico da Seleção Brasileira.

“Acho que tem a ver com nosso protagonista maior, que é o Neymar. Ele centraliza muito as nossas ações ofensivas. Não tem como a bola não parar nele, porque é nosso principal jogador. A bola para nele muito mais do que nos outros, e Neymar não é um assistente de centroavante, não prepara a jogada, ele decide. Faz a jogada para ele, aí o centroavante sofre”, apontou Mano, lembrando da dificuldade que teve para encontrar uma forma mais adequada para a Seleção jogar conforme as características que tinha à disposição.

“Não se trata de se está certo ou errado. Futebol é como é. Não é uma coisa de agora. Quando estávamos na Seleção, tiramos o centroavante por isso. Nós tentamos encontrar outra maneira de jogar exatamente para resolver uma questão que víamos que acontecia com frequência”.

Antes de pudesse ser interpretado como um crítico ao futebol de Neymar, principal estrela do Brasil e que acabou marcado pelas simulações na Copa do Mundo disputada na Rússia, Mano Menezes fez questão de explicar melhor sua teoria. Nesse momento, citou as dificuldades que Fred encontrou no Mundial de 2014.

“O problema da Seleção não está no Neymar. Ele é solução de muitos dos problemas. Não estamos discutindo isso, e sim uma maneira para isso funcionar, porque não foi o primeiro. O Fred também foi muito sacrificado na Copa do Mundo do Brasil. E se tem uma coisa que o Fred faz é gol. Você vai ver que lá aconteceu também. Na Eliminatória, não aconteceu, era um outro momento, outro nível de adversário. Temos de aprofundar para chegarmos na solução”, concluiu Mano Menezes.

 

 



Gabriel Jesus marcou 17 gols e 42 partidas em 2017/18 (Foto: Ben Stansall/AFP)

O Manchester City conquistou, neste domingo, seu primeiro título na temporada e Gabriel Jesus fez sua primeira partida oficial desde a Copa do Mundo. Após a vitória sobre o Chelsea na Supercopa da Inglaterra, o atacante da Seleção Brasileira analisou o seu desempenho no Mundial da Rússia.

“É impossível eu estar fora de forma porque eu estava terminando a temporada no clube e ainda tive duas semanas de preparação. Acho (que faltou) um pouquinho mais de atitude. Sempre tive atitude dentro de campo e acha que faltou isso”, afirmou o jogador de 21 anos.

Gabriel Jesus começou a partida no banco de reservas e entrou no lugar do Mahrez aos 23 minutos da segunda etapa. Com a vitória sobre o Chelsea, ele agora passa a ter três títulos na Inglaterra. Além da Supercopa, o atacante venceu a Premier League na última temporada e a Copa da Liga.

O camisa 9 do Brasil ainda analisou como será o Campeonato Inglês. “Acho que seguimos como favoritos por sermos os atuais campeões. Não podemos colocar isso em campo. Temos que esquecer a última temporada e focar nesta. Os times se reforçaram, vai ser difícil de novo para todos. Temos que lembrar as coisas boas e as que não deram certo para aprender e fazer uma temporada melhor que a passada”.



Neste domingo, o atacante Mario Gomez anunciou que não vestirá mais a camisa da seleção alemã. O jogador utilizou as redes sociais para emitir um comunicado confirmando sua saída da equipe comandada por Joachim Low.

“O meu tempo na ‘Nationalmannschaft’ nem sempre foi fácil, em termos esportivos, nem sempre bem-sucedido, mas, sempre foi maravilhoso. É hora de abrir espaço e dar chance a muitos jovens de grande talento, para que realizem seus sonhos”, afirmou o atacante.

No entanto, mesmo com o texto de adeus, o experiente centroavante admitiu que não iria rejeitar uma próxima convocação de Low. “Só se o treinador, faltando dois anos para a Eurocopa, ver necessidade, por razões improváveis. Ainda me sinto em forma para poder ajudar. Estarei pronto”, completou.

Veja também: Campeão em 2014, Howedes acerta com futebol russo

Pela Alemanha, Mario Gomez fez 78 jogos e fez 31 gols. Disputou duas Copas do Mundo, em 2010 e 2018 e três Eurocopas (2008, 2012 e 2016). No Mundial da Rússia foi reserva, e entrou nas três partidas do time, contra México, Suécia e Coréia do Sul. Porém não balançou as redes.

Em clubes, o veterano se destacou no Stuttgart, até chegar ao Bayern de Munique. Depois, caiu de produção e não teve uma grande passagem pela Fiorentina. Foi emprestado ao Besiktas, da Turquia. Retornou ao futebol alemão para vestir a camisa do Wolfsburg e voltou ao Stuttgart.

Mario Gomez não deve mais estar em campo pela Alemanha (Foto: Divulgação/Fifa)


Evento será promovido pelo Museu do Futebol, na próxima sexta-feira, dia 10 de agosto (Foto: Divulgação)

O árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) foi novidade na Copa do Mundo da Rússia, onde a ferramenta conferiu índice de 99,3% de acerto, segundo dados divulgados pela Fifa. No Brasil, o VAR começou a ser utilizado nas quartas de final da Copa do Brasil durante a última semana e no próximo dia 10 de agosto, sexta-feira, o Museu do Futebol, em São Paulo, promoverá um debate gratuito a partir das 19h (de Brasília) sobre o uso da tecnologia no futebol brasileiro, com a presença de especialistas no assunto.

O principal objetivo do VAR é acabar com possíveis dúvidas em lances considerados polêmicos dentro do gramado. A versão utilizada em solo brasileiro, no entanto, causa uma série de dúvidas, já que aqui existe uma série de mudanças em relação à ferramenta utilizada na Rússia, como o número de câmeras e a geração de imagens, que usará sinais de duas emissoras de televisão.

É justamente por esse motivo que a instituição programou o evento, que será realizado no auditório, com nomes como Manoel Serapião Filho, instrutor de árbitros e idealizados do VAR; Sandro Meira Ricci, árbitro que trabalhou nas duas últimas Copas (2014 e 2018), inclusive tendo participado da equipe da Fifa para o uso da tecnologia no Mundial da Rússia; Fernanda Colombo, ex-auxiliar de arbitragem e escritora; e Roberto Perassi, ex-árbitro, instrutor de árbitros da Fifa e da Conmebol e diretor de desenvolvimento de arbitragem na Federação Paulista de Futebol.

Com mediação do ex-árbitro Daniel Castro, objetiva-se discutir as mudanças do modelo, se haverá impacto no mercado de trabalho, as primeiras impressões do VAR em território nacional, quais os aspectos que podem ser melhorados, o custo da ferramenta (R$ 50 mil por partida), entre outros.
Debate: E agora, VAR? O que o árbitro de vídeo pode mudar no futebol brasileiro
Data: 10 de agosto de 2018 (sexta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Auditório do Museu do Futebol (Praça Charles Miller, S/N, São Paulo – SP)
Participação gratuita



Nada de Henry. Ao contrário do veiculado nesta quarta-feira, o Egito não acertou com o francês para o cargo de treinador, tendo anunciado o verdadeiro nome que assumirá o cargo por meio de suas redes sociais. O comandante da seleção egípcia será o mexicano Javier Aguirre.

O ex-meia de 59 anos chega para substituir Héctor Cúper, que não conseguiu levar seus comandados a sequer um triunfo na fase de grupos da Copa do Mundo da Rússia. Durante a competição e após a eliminação, o argentino foi demitido do cargo.

Veja também: Inglaterra analisa candidatura para sediar a Copa do Mundo de 2030

Javier Aguirre começou sua carreira como técnico em 1995, pelo Atlante. De lá para cá, acumula duas passagens pela seleção mexicana, em 2001 e 2009. Além disso, Aguirre também treinou o Atlético de Madrid por três anos (2006-2009) e a seleção japonesa (2014-2015).

O Egito não revelou mais detalhes do acerto. O que se sabe é que a entrevista coletiva de apresentação do novo técnico será já nesta quinta-feira.



Greg Clarke, presidente da FA, falou sobre a possível candidatura (Foto: Glyn Kirk/AFP)

Em 2030, a Inglaterra, que sediou a Copa do Mundo de 1966, poderá receber o principal torneio do futebol pela segunda vez. De acordo com o presidente da Football Association (FA), Greg Clarke, os ingleses estão procurando a melhor forma de viabilizar o projeto, que será trabalhado ao longo dessa temporada.

A Inglaterra chegou a manifestar a vontade de sediar a Copa de 2018, e agora pode entrar na briga com a tríade formada por Uruguai, Paraguai e Argentina para receber o Mundial de 2030. O projeto, contudo, é tratado com cautela por Clarke.

“Esse trabalho (a análise da candidatura) vai ser feito ao longo da nova temporada, e nenhuma decisão virá até 2019”, declarou.

Além disse, o presidente da FA falou sobre o Catar, que foi acusado de sabotar outras candidaturas para receber a Copa de 2022, e elogiou o Mundial realizado na Rússia, neste ano.

“A FIFA escolheu o Catar para sediar a Copa de 2022, e eles têm o dever de investigar quaisquer questões em torno do processo. A Rússia fez um excelente trabalho sediando o Mundial de 2018, e respeitamos a rotação de sedes ao redor do mundo. Isso faz com que 2030 seja o próximo ano em que um país europeu estaria apto a receber a competição”, completou.



A Argentina segue no fundo do poço. Depois de demitir o técnico Jorge Sampaoli, a albiceleste ainda não definiu quem será o novo treinador. Enquanto a situação não está definida, a Associação de Futebol Argentino (AFA) decidiu que Lionel Scaloni e Pablo Aimar comandarão a equipe de forma interina. Ambos comandam a seleção sub-20.

A decisão foi tomada após uma reunião do comitê nesta quarta-feira. Ainda existe a possibilidade da dupla ficar até o final deste ano, pois a AFA vem encontrando dificuldades para encontrar um novo treinador.

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Sampoali chegou a seleção cercado de grandes expectativas. No entanto, a classificação para a Copa veio de forma sofrida, e no Mundial, o time se mostrou uma bagunça. Além disso, o próprio comandante foi alvo de críticas da imprensa por não conseguir montar um esquema e dar um padrão ao time. Em 15 jogos, foram sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas, duas delas na Copa para a Croácia e a França, além da sonora goleada para a Espanha por 6 a 1 em amistoso.

Nos dias 7 e 11 de setembro, a Argentina fará amistosos contra Colômbia e Guatemala, respectivamente. Os nomes mais cotados no momento para assumir o comando técnico: José Pekerman e Ricardo Gareca. Até mesmo, Pep Guardiola, atualmente no Manchester City teria sido contatado.

Scaloni e Aimar comandarão a Argentina de forma interina (Foto:: Reprodução/Twitter)