COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A um dia do importantíssimo duelo com a Seleção Brasileira, pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, o técnico Oscar Ramírez, da Costa Rica, fez questão de esfriar as polêmicas que têm rondado sua equipe nos últimos dias. O comandante negou a existência de um racha interno, apontado pela imprensa do país, que teria dividido o plantel em três grupos de jogadores.

“Acredito que é um tema complicado, nosso povo é emotivo, não gosta de perder. Sei que muitas vezes somos um pouco auto-destrutivo”, apontou. “Mas até hoje não tive nenhum problema em que tive que intervir. Não tive que intervir, separar e acalmar ninguém. Se aconteceu, não tive conhecimento. São jogadores muito educados. Se alguém está passando informação, não é correto. Se é uma situação pessoal de alguém, eu tomaria as decisões que deveria tomar. Não há nada que eu saiba, até agora”, completou.

Ramírez vê a bola parada como uma arma para derrubar a Seleção Brasileira (Foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP)

Sobre a partida, que pode definir a eliminação da seleção costarriquenha em caso de derrota, o treinador se mostrou comedido. Ramírez ressaltou a qualidade do Brasil, mas mostrou acreditar na possibilidade de surpreender a Amarelinha e manter sua equipe viva na competição. A bola parada, segundo ele, é uma jogada que pode favorecer aos centro-americanos.

“Não sou conformista, mas também sei o potencial do Brasil. Gostaria de poder jogar e olhar a distância, sabendo que podemos ganhar. A bola parada pode ser uma arma. Eles também têm que buscar o resultado, e podem se desequilibrar, nos dar algumas chances. Gostaria de buscar essa possibilidade de poder ganhar”, finalizou.

Derrotada pela Sérvia na estreia, a Costa Rica não pode perder de jeito nenhum nesta sexta-feira. O confronto com a Seleção Brasileira ocorrerá em São Petersburgo, a partir das 9h (no horário de Brasília). Após o empate diante da Suíça, os brasileiros também entrarão em campo precisando vencer para se aproximarem da classificação ao mata-mata.




Bert van Marwijk lamentou as boas atuações não ter representado vitórias até o momento (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Quando ocorreu o sorteio para a Copa do Mundo no ano passado, a Austrália era considerada por muitos como a seleção mais fraca do grupo. Hoje, com dois jogos já disputados, a equipe amarela é considerada uma das mais injustiçadas do torneio até o momento.

Superior aos seus dois primeiros adversários, a equipe australiana acabou derrotada na estreia para a França e conseguiu apenas um pontos diante da Dinamarca. Desta forma, o país da Oceania soma apenas um ponto a apresenta apenas chances remotas de classificação para as oitavas de final da competição.

Após o duelo contra os dinamarqueses, o técnico da equipe australiana, o holandês Bert van Marwijk afirmou estar com um sentimento misto após os seus dois primeiros jogos da Copa.

“Eu sinto que poderíamos ter vencido. Foi parecido com o que aconteceu contra a França. Estou desapontado e orgulhoso ao mesmo tempo, e sinto que merecíamos mais. Eu honestamente penso que merecíamos ao menos quatro pontos nesses dois jogos. Está faltando só uma pequena peça no quebra-cabeça. Agora, precisamos nos concentrar no Peru”, avaliou o comandante.

Além da situação delicada na tabela, o treinador lamentou ainda a séria contusão sofrida pelo meia Andrew Nabbout, que sofreu um problema no ombro e precisou ser substituído. “Aparentemente a lesão dele é seria. Acho que a Copa acabou para Nabbout”, afirmou.

Na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo, a Austrália enfrenta o Peru precisando da vitória e uma série de resultados favoráveis para seguir sonhando com a classificação. A partida acontece na próxima terça-feira, no estádio Olímpico de Sochi, às 11h (de Brasília).




O técnico Tite fez nesta quinta-feira os últimos ajustes na equipe que colocará em campo contra a Costa Rica. Com apenas 15 minutos de atividade aberta à imprensa, os jogadores conheceram o gramado do estádio Krestovsky, em São Petersburgo, e participaram de trabalho tático sem adversários, para acertar alguns detalhes referentes a posicionamento.

Conforme já havia adiantado à imprensa em entrevista coletiva antes do treino, Tite trabalhou com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Apostando na continuidade da equipe que julga ser a mais preparada para vencer a linha de cinco defensores da Costa Rica, o técnico Tite espera deixar a pressão de lado após o empate em 1 a 1 com a Suíça, no último domingo, em Rostov, onde estreou no Mundial.

Neymar, que foi o atleta mais caçado em campo contra a Suíça e chegou, inclusive, a não participar do treinamento da última segunda-feira e deixar o treino ainda no aquecimento no dia seguinte, desta vez participou normalmente das atividades enquanto os jornalistas tiveram acesso ao estádio. Sua presença no confronto desta sexta-feira é dada como certa.

A Seleção Brasileira volta a entrar em ação pela Copa do Mundo nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo E, na casa do Zenit, em São Petersburgo.



A Seleção dinamarquesa empatou na manhã desta quinta-feira contra a Austrália por 1 a 1 em uma atuação decepcionante. No entanto, o meia Eriksen conseguiu se salvar dentro de campo e conseguiu ser o melhor jogador em campo, marcando inclusive um golaço para abrir o placar no confronto.

Um dos torcedores mais icônicos da seleção da Dinamarca, o ex-goleiro Peter Schmeichel, inclusive pai do atual goleiro da atual seleção, aproveitou a ótima atuação do meia para levantar uma pergunta em suas redes sociais. Quem é melhor: Eriksen ou Neymar?

Na opinião do ex-arqueiro da Seleção e do Manchester United, não há duvidas: o meia que hoje veste a camisa do Tottenham é melhor que o craque brasileiro. “Outro dia desses eu já havia dito. Eu prefiro Eriksen a Neymar. Vocês estão comigo?”, escreveu o polêmico ex-jogador, que criou uma enquete com o nome dos dois jogadores para que seus seguidores respondessem.

Até o momento, a votação conta com 14 mil votos e a maioria das pessoas segue a mesma linha de raciocínio de Schmeichel. 53% dos votantes afirmaram preferir o meia, enquanto apenas 47% escolheriam o atacante do Paris Saint-Germain.



Nesta quinta-feira, mais um jogo abaixo do nível esperado para uma Copa do Mundo. Em Samara, Austrália e Dinamarca mostraram grandes limitações e ficaram no empate por 1 a 1. O resultado é justificado pelos números da partida, que indicam um equilíbrio entre as equipes, mesmo com a pressão australiana na etapa final.

Foram 10 chutes a gol para cada lado. Ambas as seleções, porém, não apresentaram um bom aproveitamento, jogando metade das oportunidades para fora da meta adversária.

Por mais que os australianos tenham terminado a partida com 52% de posse de bola, obtiveram um percentual de acerto nos passes menor que os dinamarqueses. Os primeiros trocaram 442 passes completos, que propiciaram um aproveitamento de 84%, enquanto os segundos, por sua vez, acertaram 403 passes, com 87% de aproveitamento.

O equilíbrio persiste também em termos defensivos. A Austrália recuperou a posse da bola 42 vezes ao longo dos 90 minutos, contra 41 da Dinamarca. A zaga dos Cangurus afastou 26 bolas, contra 25 dos nórdicos.

O destaque fica por conta do meia dinamarquês Christian Ericksen, que balançou a rede pela 13ª nos últimos 15 jogos pela seleção, evidenciando sua importância para a equipe.

Outro fato que chama atenção diz respeito à marcação do pênalti que originou o gol de empate da Austrália, novamente com o auxílio do vídeo-árbitro, que mostrou o toque com a mão do defensor da Dinamarca. Acontece que, nas estreias das duas equipes, o VAR também foi protagonista em lances de penalidade máxima. Ajudou os australianos contra a França, em jogada muito semelhante à desta quinta-feira, e assinalou pênalti para o Peru, desperdiçado por Cueva, contra os dinamarqueses.

Pelo Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, as duas seleções voltam a campo na próxima terça-feira. Ainda com chances de classificação, a Áustrália enfrenta o Peru, em Sochi. A Dinamarca, por sua vez, com quatro pontos ganhos, medirá forças com a França, em Moscou.

 




Eriksen foi o grande destaque da partida com um golaço (Foto: MANAN VATSYAYANA / AFP)

Autor de um golaço logo aos seis minutos de jogo, Christian Eriksen tem conseguido ser um dos poucos destaques da Seleção Dinamarquesa nessa Copa. Nesta quinta-feira, o meia foi o melhor jogador em campo no duelo de sua seleção contra a Austrália, apesar da fraca atuação da Dinamarca.

Jogador mais técnico do grupo, o atleta do Tottenham parece já ter compreendido que as jogadas ofensivas de sua seleção precisam necessariamente passar pelos seus pés para que saiam com qualidade. Com isso, fica evidente que o jogador precisa aparecer muito no jogo, necessitando até mesmo sair de sua posição em certos momentos, e tem feito isso de maneira muito importante.

Se no primeiro jogo da Dinamarca da Copa, Eriksen já precisou aparecer mais na frente para dar uma bela assistência para Yussuf Poulsen garantir a vitória sobre o Peru, no duelo desta quinta o meia novamente foi à frente e finalizou bonito da entrada da área para garantir a abertura do placar logo aos seis minutos.

Mesmo com o seu gol e com uma atuação bastante participativa do meia, a seleção dinamarquesa não conseguiu segurar o resultado e acabou sofrendo empate numa cobrança de pênalti, assinalado após o auxílio do árbitro de vídeo.

Com o resultado, a Dinamarca aparece momentaneamente na liderança do Grupo C da Copa do Mundo, com quatro pontos conquistados. Na última rodada, os dinamarqueses fazem um clássico europeu contra a França na próxima terça-feira.



Na abertura da segunda rodada do Grupo C, as seleções de Dinamarca e Austrália ficaram no empate por 1 a 1, em partida realizada na manhã desta quinta-feira na Arena de Samara. Num jogo de pouco qualidade técnica, porém de muita entrega das duas equipe, os europeus saíram na frente com Eriksen, enquanto Jedinak empatou ainda na primeira etapa após converter um pênalti marcado com o auxílio do VAR.

Com o resultado, a Dinamarca chega aos quatro pontos e lidera o grupo momentaneamente, enquanto França e Peru ainda não entram em campo na tarde desta quinta. Já a Austrália soma seu primeiro ponto no mundial e permanece com chances de classificação para a próxima fase do torneio.

Na última rodada, os dinamarqueses fazem um duelo de seleções europeias diante da França, às 11h (de Brasília) na próxima terça-feira. Já a Austrália decide a sua classificação ou não contra o Peru, no mesmo horário.

Golaço dinamarquês e VAR australiano

Com uma técnica bem mais apurada que o adversário, não demorou muito para que a Seleção da Dinamarca tomasse conta do meio de campo e a iniciativa da partida. E logo na primeira jogada melhor trabalhada pela linha ofensiva dinamarquesa, o meia Eriksen recebeu uma bela assistência de Jorgensen e finalizou bonito da entrada da área para abrir o placar logo aos seis minutos de jogo.

Mesmo com a vantagem no marcador, a seleção europeia não alterou na sua estratégia de jogo, mantendo uma maior posse de bola a Dinamarca tentava furar o bloqueio do adversário através das trocas de passes. Já a Austrália buscava acelerar as suas jogadas quando conseguia a posse de bola e tentava incomodar principalmente nos contra-ataques.

No entanto, nos minutos finais da primeira etapa, a seleção amarela começou a ficar mais com a bola e tentou chegar ao empate com um jogo mais ofensivo. A partir dessa mudança, a Austrália conseguiu chegar com perigo a partir de bolas paradas. Dessa forma, num escanteio aos 35 minutos, Leckie subiu mais que todo mundo e a cabeceou a bola firme. A cabeçada acabou batendo no braço do defensor dinamarquês e ficando fácil para a defesa do goleiro.

Como o desvio aconteceu no braço do defensor e o juíz de campo não percebeu, o VAR entrou em ação e informou sobre a irregularidade para o árbitro Antonio Mateu. Após assistir ao lance na parte lateral do campo, o juíz espanhol assinalou a penalidade. Na cobrança, Jedinak chutou no canto direito, enquanto Schmeichel pulou para a esquerda, resultando no empate australiano.

Com a igualdade novamente no placar, os europeus voltaram a buscar uma maior posse de bola. Na melhor chance conseguida nos minutos finais, Eriksen cobrou uma falta rasteira e o defensor australiano cortou mal, exigindo uma defesa importante de seu goleiro para não marcar contra.

Segundo tempo de muita entrega e pouca qualidade

Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, porém com um prognóstico semelhante ao da primeira etapa. Enquanto a Dinamarca tentava realizar as jogadas mais trabalhadas para criar as suas chances, a Austrália acelerava muito as suas jogadas ofensivas e encontrava dificuldades para chegar com perigo ao gol adversário.

A medida que o tempo ia passando, o jogo começava a ficar mais interessante. Precisando do resultado para seguir com chances reais de classificação para a próxima fase, a Austrália foi para o ataque em busca do seu gol, ao mesmo tempo, a Dinamarca começava a perceber os espaços deixados na defesa adversária para puxar alguns contra-ataques perigosos.

Numa das melhores chances do segundo tempo, Arzani fez um belíssimo corte na linha de fundo e entrou na área pelo lado direito. O seu cruzamento passou por toda a área, inclusive pelo goleiro Schmeichel, sem nenhum desviou que pudesse empurrá-la para o gol.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA 1 x 1 AUSTRÁLIA

Local: Arena Samara, em Samara (Rússia)
Data: 21 de junho de 2018, quinta-feira
Horário: 09h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Mateu (Espanha)
Assistentes: Pau Cebrian  (Uruguai) e Roberto Diaz(Uruguai)
Cartões amarelos: Yurary Poulsen e Sisto (DINAMARCA)
Gols: (DINAMARCA) Eriksen, aos 6 minutos do 1º tempo (AUSTRÁLIA) Jedinak, aos 36 minutos do 1º tempo

DINAMARCA: Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Christensen e Stryger; Delaney, Schöne, Eriksen; Jorgensen (Cornelius), Yurary Poulsen (Braithwaite) e Sisto
Técnico: Åge Hareide

AUSTRÁLIA: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Mody, Jedinak, Rogic(Irvine), Leckie, Kruse(Arzani); Nabbout (Juric)
Técnico: Bert van Marwijk