Deivid: "O dia que não agradar os jogadores, sou o primeiro a pegar o meu chapéu e ir embora" (Washington Alves/Light Press)
A partida deste domingo, às 18h30 (de Brasília), contra a Caldense, em Poços de Caldas (MG), promete ser decisiva para o definição do futuro de Deivid no Cruzeiro. Apesar disso, o treinador cruzeirense, em entrevista coletiva nesta sexta, se mostrou tranquilo e utilizou a sua experiência no futebol para garantir que não se sente pressionado no cargo.
“Pressionado? Jamais. Sou um cara para frente, feliz de trabalhar numa instituição tão grande como o Cruzeiro. A cobrança sempre vai existir. Não vejo como pressão. Estou acostumado com isso. Só joguei em time grande. Cruzeiro, Corinthians, Flamengo... Joguei no maior clube da Turquia (Fenerbahçe), com cobrança todos os dias. É cobrança natural, que faz parte do futebol. Não estou preocupado com cobrança. Minha preocupação é com Cruzeiro e em ganhar os jogos”, colocou.
“É um projeto que fizemos desde janeiro, um conceito a implementar, e isso é em longo prazo. Queria ter 15 pontos. Tenho 65% de aproveitamento no Campeonato Mineiro. Tite foi campeão da Libertadores ganhando todos os jogos de 1 a 0. Estamos construindo uma equipe para sermos campeões”, completou o treinador, ao falar do futebol abaixo da média do Cruzeiro em 2016.
Mesmo afastando qualquer tipo de pressão, Deivid vem sendo cobrado não apenas pela torcida, mas também pelo presidente cruzeirense, Gilvan de Pinho Tavares. Durante a semana, o mandatário chegou a cobrar o treinador pela definição de um “time ideal”, o que foi considerado normal pelo comandante celeste.
Deivid considerou normais as cobranças feitas pelo presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares (Washington Alves/Light Press)
“O presidente é autoridade máxima no clube. Ele tem de cobrar mesmo. Não temos pressão. Temos conversa como em qualquer empresa. Isso faz parte. Vivi isso durante 17 anos. Estou tranquilo. Tenho convicção do que estou fazendo. É ter tranquilidade, que as coisas vão se encaixar”, disse o treinador, que também comentou sobre o mau desempenho do ataque, que possui uma média de apenas um gol por jogo no Estadual.
“O torcedor está no direito de cobrar, vai ao estádio e quer ver o time ganhar bem. Vejo que a cobrança não sobre a parte tática ou técnica, é mais nos gols. E eles vão sair. Temos de ter cuidado. Qual partida jogamos mal? Foi a que fizemos três e tomamos quatro (contra o Fluminense). Na hora que perde, temos de ser frios, mas na hora que ganha também. Mas o chefe falou, temos de achar o time. Com a bola entrando, tudo se resolve e a bola tem de entrar”, completou.
Perguntado sobre eventuais especulações, que apontam substitutos para o cargo de treinador no Cruzeiro, o técnico celeste se mostrou blindado quanto ao assunto e valorizou o bom relacionamento entre ele e os atletas cruzeirenses.
“Especulações existem. O mais importante para mim é o vestiário. O dia que não agradar os jogadores, sou o primeiro a pegar o meu chapéu e ir embora. Importante é eles confiarem no meu trabalho. Estou tranquilo e convicto de que faço as coisas certas. É só a bola entrar”, destacou.
Equipe confirmada – Além de comentar sobre o momento do Cruzeiro na temporada e toda a pressão que circunda a partida contra a Caldense, o técnico Deivid também confirmou duas mudanças na equipe titular que vai a campo no próximo domingo: a entrada de Ariel Cabral no lugar de Fabrício e o deslocamento do argentino Sánchez Miño para a lateral esquerda.
“O time é esse. Está confirmado. Esse treinamento que fiz foi tático. Só mudei dois jogadores. Foi opção minha. Já tinha acompanhado o Sánchez como lateral-esquerdo. Tenho conversado muito com ele. Dei oportunidade para ele mostrar qualidade e ajudar a gente. O Ariel é a mesma característica do ano passado, da mesma forma que jogou com o Mano Menezes”, avaliou.
Com as alterações na equipe titular, o Cruzeiro estará escalado, no domingo, com: Fábio; Fabiano, Léo, Bruno Rodrigo e Sánchez Miño; Lucas Romero, Henrique, Ariel Cabral, De Arrascaeta e Alisson; Willian.
