Nesta quinta-feira, na Toca da Raposa, o volante Tinga concedeu entrevista coletiva anunciando o fim da sua carreira de jogador de futebol. O atleta fez questão de agradecer aos torcedores cruzeirenses que, segundo ele fazem o Cruzeiro ser um dos maiores clubes do Brasil.
"Quero agradecer aos torcedores, eles que fazem o Cruzeiro ser grande. Ao pessoal que não aparece, da grama, da portaria. Futebol não é só quem vai a campo, sempre tive isso na minha vida. No futebol, as coisas mais importantes ocorrem de segunda a sábado. No domingo, dia do jogo, não tem tempo de fazer muita coisa", disse.
Realizado profissionalmente, Tinga revela que tinha o sonho de ser campeão brasileiro, realizado com a camisa do Cruzeiro por duas vezes. "Tinha o sonho de ser campeão brasileiro, e realizei duas vezes. Hoje, já me considerando ex-jogador, sou torcedor assíduo desses jogadores e das pessoas que fizeram parte do Cruzeiro em 2013 e 2014. Todos esses jogadores, Dedé, Bruno, Henrique, Willian, Manoel, Leo, todos eles, os que estão foram, o Everton, Goulart, Nilton, que eu converso todo dia, agradeço a todos eles que me deram a oportunidade de ser campeão”, afirmou.
Volante se despede do futebol após dois anos na Raposa (Washington Alvez/LightPress) - Credito: Divulgação
Tinga ainda falou sobre seu futuro a partir de agora. "Eu quero tocar minha vida particular, minhas coisas, tenho agência de turismo eoutros negócios em Porto Alegre. Não deixando, lógico, de estudar, para agregar conhecimento. Estou fazendo curso de gestão à distância, com aulas presenciais, já teve uma no estádio do Palmeiras. Estou indo para a Alemanha ver a final da Copa da Alemanha e já fico para a final da Liga dos Campeões, mas nada comprometido ou focando”, disse o ex-atleta, que rechaçou a possibilidade de virar treinador.
“Tenho duas certezas que não quero, que é ser treinador e empresário de futebol. Isso eu sei que não quero. Não estou capacitado para isso. O resto é se preparar e se acontecer algo dentro do que imagino de ética, de trabalho e de projeto, não tem por que não pensar, mas tenho outros negócios que têm corrido muito bem e tenho a família, que é minha maior riqueza. Encerrar a carreira me gera uma alegria que não é normal. Por isso agradeço as pessoas do Cruzeiro que me ajudaram a decidir isso desta forma”, concluiu.