Fábio destaca coerência de Deivid e vê treinador mais à vontade no cargo

Do correspondente Gustavo Aleixo - Belo Horizonte,MG

07-04-2016 11:30:58

Nessa quarta-feira, completam-se três meses da apresentação oficial do elenco para a temporada, que marcou o começo do trabalho de Deivid como técnico do Cruzeiro. Passados 14 jogos e vários questionamentos ao longo deste início de ano, o comandante celeste, agora, vive tempos de paz na Toca da Raposa, tendo em vista os bons números do jovem treinador à frente do clube mineiro.

No total, Deivid acumula 78,5% de aproveitamento no Cruzeiro, somando dez vitórias, três empates e apenas uma derrota. Em termos de competição, a equipe celeste acabou eliminada precocemente da Primeira Liga, porém vem fazendo bonito no Campeonato Mineiro, onde está invicta e classificada para as semifinais na primeira colocação.

Líder da equipe cruzeirense, o goleiro Fábio avaliou o trabalho de Deivid na Raposa e destacou a coerência e transparência do treinador com o elenco, o que foi fundamental para que os jogadores absorvessem as ideias passadas pelo jovem comandante.

Fábio entende que Deivid já está mais adaptado à função de treinador (Washington Alves/Light Press)
Fábio entende que Deivid já está mais adaptado à função de treinador (Washington Alves/Light Press)

“A gente tem o costume de analisar as pessoas sem que elas tenham mostrado seu potencial, principalmente no futebol. O Deivid veio com desconfiança por ser jovem, com a grande responsabilidade de ser treinador do Cruzeiro. Mas com muito trabalho, respeitando a todos, implantou sua maneira de trabalhar, taticamente colocando a equipe da forma que ele acha ideal, sempre coerente com os jogadores, transparente com as escolhas. Isso ajudou para que o grupo acreditasse no trabalho dele, comprasse a ideia que ele vem passando no dia a dia para nós”, colocou o arqueiro.

Antes de assumir o Cruzeiro, Deivid trabalhou como auxiliar técnico no Flamengo e no próprio clube celeste. Segundo Fábio, a troca de função na equipe cruzeirense elevou o nível de exigência do treinador, que só foi encontrar mais tranquilidade no cargo após uma boa sequência de resultados.

“Começo sempre é mais difícil, função nova, diferente da que ele vivenciava em outras equipes. Ele tinha relação mais tranquila com a imprensa, com torcedores e até jogadores. Quando passa a ser comandante, gera mais responsabilidade, tensão em querer fazer o melhor, que o trabalho flua. O trabalho do Deivid, no começo, exercia mais responsabilidade e pressão para que as coisas acontecessem. Agora, ele está mais tranquilo, com três meses de trabalho. As coisas se tornam mais naturais, tanto a palestra, quanto as conversas e os treinamentos”, destacou.

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