De olho em marca histórica, Willian espera encerrar jejum contra o Coelho

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Recuperado de lesão, Willian tem treinador normalmente na Toca da Raposa (Washington Alves/Light Press)
Próximo da artilharia isolada do novo Mineirão, camisa 9, porém prefere destacar o coletivo (Washington Alves/Light Press)

Próximo da artilharia isolada do novo Mineirão, camisa 9, porém prefere destacar o coletivo (Washington Alves/Light Press)

Ainda sem marcar na temporada, o atacante Willian espera encerrar o jejum de gols de uma maneira especial no próximo domingo, diante do América-MG, às 17h (de Brasília), no Mineirão. Principal goleador do novo Gigante da Pampulha, com 22 gols, ao lado do ex-cruzeirense Ricardo Goulart, o “homem do bigode” faz planos para assumir a artilharia isolada do remodelado estádio contra o Coelho, mas garante que a vitória no clássico é a prioridade.

“Tive a oportunidade no ano passado de atingir a marca. Primeiramente, prezo pelo coletivo. Ficarei feliz se vier o gol, mas ficaria mais ainda se o time vencer. Se ganhar com meu gol, melhor ainda”, colocou o atacante, que marcou seu último gol no estádio na vitória por 3 a 0 sobre o Joinville, pelo Campeonato Brasileiro, no dia de 29 de novembro de 2015.

Último gol de Willian no Mineirão foi no final de novembro do ano passado, contra o Joinville (Washington Alves/Light Press)

Último gol de Willian no Mineirão foi no final de novembro do ano passado, contra o Joinville (Washington Alves/Light Press)

Artilheiro do Cruzeiro no Brasileirão do ano passado com 11 gols, Willian admitiu que ainda está devendo em 2016. Tido como um dos líderes da equipe, o atacante destacou a necessidade de a equipe celeste também apresentar um futebol mais vistoso e para isso admite uma cobrança pessoal para render melhor em campo, ajudando na evolução do Cruzeiro na temporada.

“Me cobro, mas não fico apavorado. Sei da minha importância e liderança. Quando as coisas não estão boas, sempre pesa para o lado do Fábio, do Willian, do Dedé. Sempre sobra para o pessoal que já demonstrou bom futebol e foi campeão. Sei que a equipe depende do meu futebol ali na frente, fazendo os gols. Da mesma forma que me cobro, sei das minhas qualidades”, colocou o camisa 9, que passou em branco nos quatro jogos que atuou em 2016.

“Não que a gente tenha que ser idolatrado. Os jogadores campeões são respeitados, em todos os clubes. Tem que ter esse respeito com a gente. E a galera que está chegando, entender a grandeza do Cruzeiro. Desde que cheguei, sempre tivemos um grupo bom, de homens de caráter. Bacana depositar essa confiança no Fábio, Dedé, Bruno Rodrigo, Henrique, pessoas que sempre deram bom exemplo dentro e fora de campo. Já tenho uma bagagem nas costas. A gente tem que se acostumar com isso. Sempre muito interessante”, completou.

Willian retornou de lesão na rodada passada, contra o Tricordiano; atacante ainda não marcou em 2016 (Washington Alves/Light Press)

Willian retornou de lesão na rodada passada, contra o Tricordiano; atacante ainda não marcou em 2016 (Washington Alves/Light Press)

Para o clássico deste domingo, Willian vislumbra uma partida complicado contra um América-MG muito bem acertado pelo técnico Givanildo Oliveira. Apesar disso, o camisa 9 também entende que o clássico de domingo pode se tornar num divisor de águas para a equipe celeste neste começo de temporada, principalmente em termos de confiança.

“É um jogo para mostrarmos para nós mesmos que somos capazes, que temos uma equipe forte. Temos que ter atitude dentro de campo contra um grande adversário. O América tem uma equipe bem organizada e bem treinada pelo Givanildo, que vem bem há alguns anos. Começou bem o Mineiro. Temos que jogar bem, ajudar os companheiros e ‘matar’ o jogo quando tiver oportunidade”, salientou.

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