Cruzeiro rebate ANAF, critica FMF e vê tratamento diferenciado ao Galo

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Scuro e Bruno Vicintin foram ao Rio de Janeiro nesta semana e aumentaram especulações (Washington Alves/Light Press)
Diretoria cruzeirense soltou o verbo na Toca da Raposa (Washington Alves/Light Press)

Diretoria cruzeirense soltou o verbo na Toca da Raposa (Washington Alves/Light Press)

O clássico do último domingo segue rendendo novos capítulos e o assunto principal segue o mesmo: a arbitragem. Após o Atlético-MG reclamar da atuação do árbitro Emerson de Almeida Ferreira no duelo contra o Cruzeiro, inclusive enviando um protesto formal à Federação Mineira de Futebol (FMF), a diretoria cruzeirense convocou entrevista coletiva nesta terça-feira e soltou o verbo na Toca da Raposa.

Em meio à possibilidade de Emerson de Almeida Ferreira ser colocado na “geladeira” após o clássico, o diretor de futebol, Thiago Scuro, e o vice-presidente de futebol, Bruno Vicintin, apontaram um “tratamento especial” da FMF ao Atlético-MG, tendo em vista que apenas árbitros que erram contra o rival são punidos. O grande alvo dos questionamentos foi o chefe de arbitragem da federação, Giuliano Bozzano. Os dirigentes ainda fizeram críticas à forma como foi feito o sorteio para o clássico e salientaram que a suspensão não é a solução para a melhoria da arbitragem no estado.

Atuação do árbitro Emerson de Almeida Ferreira no clássico colecionou lances polêmicos (Bruno Cantini/CAM)

Atuação do árbitro Emerson de Almeida Ferreira no clássico colecionou lances polêmicos (Bruno Cantini/CAM)

Sobre as reclamações feitas pelo Atlético-MG à arbitragem no clássico, a diretoria cruzeirense voltou a afirmar que o árbitro errou para ambos os lados e reforçou os méritos da equipe celeste na vitória por 1 a 0 sobre o rival.

A diretoria cruzeirense ainda respondeu a ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) que, antes do clássico, criticou o pedido do Cruzeiro por árbitros de fora do estado no clássico. A associação alegou que o clube azul estava buscando pressionar a arbitragem antes do jogo, tendo como objetivo jogar uma “cortina de fumaça” sobre os problemas internos vividos pela equipe celeste.

Confira os pontos levantados por Thiago Scuro e Bruno Vicintin:

Críticas à ANAF

Vicintin: “Em nenhum momento, o Cruzeiro pressionou. O Cruzeiro apenas sugeriu um árbitro Fifa, para evitar toda pressão que aconteceu após o clássico. Cruzeiro já havia feito isso há três anos. Papel da ANAF é pedir melhores direitos à arbitragem. Nós nos sentimos ofendidos”.

Scuro: “Emerson é bom árbitro, mas não tem escudo Fifa. Pedir árbitro Fifa nada é mais que coerência pela grandeza do estado. Não existe envolvimento emocional de um árbitro que venha de fora. Quando viemos a público solicitar, não houve artimanha”.

Favorecimento ao Atlético-MG

Vicintin: “Vemos com extrema preocupação atitudes tomadas depois do clássico. No ano passado, o Cruzeiro foi extremamente prejudicado e nenhuma atitude foi tomada. Estamos preocupados com atitudes do Giuliano Bozano (chefe de arbitragem da FMF). Quando um erro ajuda o rival, nenhuma atitude foi tomada. Em erros que decidem campeonato, nada é comentado. Não sei se o objetivo de Giuliano Bozano é ter retrato na parede do rival”.

Scuro: “Qual o procedimento padrão da arbitragem de Minas Gerais quando houve gol mal anulado do Sánchez Miño contra Tupi e nenhuma atitude é tomada? Depois, em Poços de Caldas, contra a Caldense, houve atitude tomada quando houve gol em impedimento (a favor do Cruzeiro)”.

Para dirigentes, Cruzeiro venceu o clássico "na bola" (Washington Alves/Light Press)

Para dirigentes, Cruzeiro venceu o clássico "na bola" (Washington Alves/Light Press)

Erros para os dois lados e vitória merecida

Vicintin:  “O Cruzeiro não concorda que foi ajudado no clássico, nem acha que a arbitragem foi terrível. O que o Cruzeiro quis passar é que houve erros a favor do rival. E qualquer lance a favor do nosso lado, se toma uma proporção, como se Cruzeiro tivesse ganho com ajuda da arbitragem. O Cruzeiro continua apoiando renovação de árbitros mineiros. Houve erros para dois lados no clássico. O Cruzeiro não vê motivo para essa celeuma criada”.

Scuro: “O Cruzeiro venceu a partida por mérito das pessoas que estão aqui dentro, pela forma como equipe se preparou na semana toda. Estamos direcionando a discussão para arbitragem e estamos esquecendo o trabalho de várias pessoas. Fizemos um bom jogo, vencemos jogando futebol”.

Sorteio

Vicintin: “A forma como sorteio foi operacionalizado nos chama atenção. Se confiam na arbitragem mineira, que tivesse colocado dois árbitros de Minas. Ou acredito na arbitragem mineira 100% e vou defender, ou não acredito. A forma do sorteio jogou no Emerson de Almeida Ferreira uma condição muito pior que antes”.

Arbitragem do próximo clássico

Vicintin: “Temos de aguardar Giuliano Bozano. O Cruzeiro apoia arbitragem mineira. Em caso de clássicos, achamos que deveria ser árbitro Fifa até para preservar arbitragem mineira”.

Soluções

Scuro: “Primeiro ponto é ter especialista comandando arbitragem. O Cruzeiro levou sugestão que fosse feita permuta. Um árbitro Fifa do Rio Grande do Sul pode apitar aqui e o um árbitro mineiro lá. O que é reciclagem? Alguém sabe o que se faz nesse período? De que maneira o árbitro vai melhorar se ficar impedido de trabalhar? Se não houver trabalho técnico, a evolução não virá. Primeiro, temos de evoluir no aspecto técnico. É trabalho a longo prazo. Mas, volto a repetir que o Cruzeiro continua na árdua tarefa de apoiar, até chegarmos a ter árbitros de Minas que possam apitar o clássico”.

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