COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Mandzukic, que só tinha marcado contra a Dinamarca até então, fez história em Moscou (foto: Yuri Cortez/AFP)

Mario Mandzukic marcou dois gols na Copa do Mundo da Rússia, três vezes menos do que o inglês Harry Kane, o artilheiro do torneio. O último deles, no entanto, foi o mais importante da história da Croácia.

Com uma boa atuação na semifinal contra a Inglaterra, nesta quarta-feira, em Moscou, Mandzukic fez o que dele se esperava no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, o atacante ficou com a bola do lado esquerdo da área depois de uma cabeçada de Rakitic e chutou cruzado para estufar a rede.

Mandzukic ficou em êxtase com o feito, com os croatas chegando a derrubar um fotógrafo na comemoração à beira do campo. Não era para menos euforia. O gol dele sacramentou a vitória por 2 a 1 sobre os ingleses e garantiu uma vaga na final do Mundial, contra a França, às 12 horas (de Brasília) de domingo, novamente no Estádio Luzhnikí.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem assegurada a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo. Em 1998, no Mundial disputado justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

A Croácia, no entanto, quer mais. E conta com Mandzukic, autor de um gol também contra a Dinamarca e até então ofuscado pelos compatriotas Modric, do Real Madrid, e Rakitic, do Barcelona, para fazer ainda mais história na Rússia.

Aos 32 anos, Mandzukic passou por Marsonia, NK Zagreb e Dínamo de Zagreb no seu país antes de defender Wolfsburg e Bayern de Munique na Alemanha e Atlético de Madrid na Espanha. Ao final da Copa do Mundo, retornará para a Juventus, da Itália, time no qual passará a ter a companhia do astro português Cristiano Ronaldo.




A Copa do Mundo poderá ter um campeão inédito na Rússia. Nesta quarta-feira, o Estádio Luzhnikí, em Moscou, a Croácia mostrou força para empatar a semifinal por 1 a 1 com a Inglaterra no tempo normal e alcançar a virada por 2 a 1 na prorrogação.

A Inglaterra começou melhor a partida e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, em uma cobrança de falta certeira de Trippier. Sem se encontrar no primeiro tempo, a Croácia melhorou consideravelmente no segundo e igualou com Perisic. Na etapa final da prorrogação, Mandzukic assegurou a vitória.

A adversária da Croácia na final das 12 horas (de Brasília) de domingo, outra vez no Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11 horas (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem garantida a sua melhor campanha em um Mundial. Em 1998, na Copa disputada justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

Já a Inglaterra viu interrompido o sonho de conquistar o bicampeonato mundial. A melhor seleção do planeta em 1966 não ia a uma semifinal desde 1990, quando perdeu para a campeã Alemanha e acabou no quarto lugar depois de tropeçar também contra a anfitriã Itália.

Certeiro
A Inglaterra não demorou a abrir o placar no Luzhnikí. Logo aos quatro minutos do primeiro tempo, Trippier ajeitou a bola para cobrança de falta e buscou o ângulo. Acertou, levando ao delírio os torcedores do seu país.

O gol facilitou a missão inglesa. Empolgado, o time dirigido por Gareth Southgate assumiu o controle da partida, sem dar muitos espaços para a Croácia reagir. A adversária, para piorar, estava desgastada pelas duas prorrogações que disputou nas fases anteriores.

Aos 29 minutos, a Inglaterra criou grande chance para ampliar o marcador. Kane recebeu passe de Lingard à frente da marcação dentro da área e, primeiro, parou na intervenção do goleiro Subasic. Depois, no rebote, o centroavante perdeu o ângulo e finalizou na trave.

A Croácia melhorou um pouco no final do primeiro tempo, mas não o bastante para assustar os ingleses. Ao apito final do árbitro Cuneyt Cakir, os comandados de Zlatko Dalic tiveram forças para cercar o turco e reclamar de um pênalti em cima de Lovren, em lance que era exibido pela transmissão do jogo naquele momento.

Reação croata
A pouco mais de 45 minutos de deixar a disputa pelo título, caso o resultado parcial fosse mantido, os croatas continuaram nervosos na etapa complementar. Houve troca de empurrões com os ingleses por causa de um lance em que a Croácia tinha pressa para recolocar a bola em jogo.

A tensão logo passou a prevalecer dos dois lados do campo, com algumas falhas individuais. A partir dos 15 minutos, a Croácia já parecia abdicar da organização tática para empurrar a Inglaterra para o campo de defesa e buscar o sonhado gol de empate.

Deu certo. Aos 22 minutos, Vrsaljko ergueu a bola na área da direita, e Perisic esticou bastante o pé para completar para a rede. Festa dos croatas no gramado e nas arquibancadas do Estádio Luzhnikí.

O gol reanimou a Croácia. A Inglaterra, por sua vez, acusou o golpe. Quase em seguida, Perisic tirou proveito de um vacilo de Stones, pedalou do lado esquerdo da área e concluiu cruzado. Na trave. Na sobra, Rebic chutou de primeira, em cima do goleiro Pickford.

Com Perisic e Mandzukic inspirados – e o astro Modric um pouco menos –, a Croácia continuou a pressionar a Inglaterra, que se segurou defensivamente. Aos britânicos, coube contra-atacar vez ou outra e tentar se beneficiar das jogadas de bola parada.

Mandzukic vira herói nacional
Desgastadas, as duas seleções diminuíram naturalmente o ritmo na prorrogação. Ainda assim, aos oito minutos, a Inglaterra quase comemorou outro gol. Stones cabeceou firme após uma cobrança de escanteio, e Vrsaljko, também pelo alto, salvou em cima da linha.

A Croácia fez ainda melhor no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, Rakitic jogou a bola para a área de cabeça. Lá dentro, Mandzukic apareceu na frente de Pickford e bateu firme e cruzado da esquerda para estufar a rede e virar herói nacional.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 2 X 1 INGLATERRA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 11 de julho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 78.011 pessoas
Cartões amarelos: Mandzukic e Rebic (Croácia); Walker (Inglaterra)
Gols: CROÁCIA: Perisic, aos 22 minutos do segundo tempo, e Mandzukic, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação; INGLATERRA: Trippier, aos 4 minutos do primeiro tempo

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic, Rebic (Kramaric), Modric (Badelj) e Perisic; Mandzukic (Corluka)
Técnico: Zlatko Dalic

INGLATERRA: Pickford; Walker (Vardy), Stones e Maguire; Trippier, Henderson (Dier), Dele Alli, Lingard e Young (Danny Rose); Sterling (Rashford) e Harry Kane
Técnico: Gareth Southgate



O Liverpool segue atento ao mercado e na busca por reforços para a próxima temporada. De acordo com o jornal britânico Telegraph, após o anúncio da contratação do brasileiro Fabinho, que estava no Monaco-FRA, o alvo da vez seria Xherdan Shaqiri, do Stoke City-ING, grande destaque da Suíça na disputa da Copa do Mundo da Rússia.

Os valores da multa rescisória do atacante de 26 anos de idade, que seria um pedido do técnico Jurgen Klopp, não são conhecidos, ainda que estejam avaliados entre 12 e 13 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 65 milhões). Sua saída não deverá ser dificultada, visto que o Stoke não vive um bom momento e acaba de ser rebaixado à segunda divisão do Campeonato Inglês.

Shaqiri deve deixar o Stoke City nesta janela de transferências do futebol europeu (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

O suíço teve um início de carreira promissor. Revelado pelo Basel-SUI, foi vendido ao Bayern de Munique em 2012, por 11,8 milhões de euros. Após 81 partidas e 17 gols, deixou o clube alemão em 2015, rumo à Inter de Milão, primeiro por empréstimo, depois em definitivo. Na Itália, não foi bem, com somente 20 jogos e três gols, foi negociado com o Stoke City, que pagou cerca de 17 milhões de euros pela contratação.

A última temporada foi sua melhor em Stoke on Trent. Mesmo com a equipe sendo rebaixada na Premier League, Shaqiri foi responsável por oito gols e sete assistências nas 36 vezes em que esteve em campo. Na Copa da Rússia, o atacante fez somente um gol, mas foi muito importante para que a Suíça obtivesse uma boa campanha, chegando às oitavas de final do torneio.




Passados cinco dias desde a eliminação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, o meia Philippe Coutinho utilizou as redes sociais para afirmar que a dor da derrota ainda é forte. O jogador aproveitou ainda a oportunidade para agradecer as mensagens de carinho que vem recebendo dos torcedores e afirmou que o grupo merecia um resultado melhor pelo trabalho que vinha sendo feito.

“Passaram alguns dias mas a dor ainda é a mesma. Esse grupo merecia estar lá ainda por todo o trabalho, entrega e seriedade. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa seleção. Agradeço todo o apoio do povo brasileiro que acreditou e torceu pela gente desde o início e também por todas as mensagens positivas nesse momento. Agora é hora de sacudir a poeira e se fortalecer mentalmente para voltarmos mais fortes. ORGULHO DE SER BRASILEIRO”, publicou.

O craque do Barcelona foi um dos principais destaques da participação da canarinho na Copa do Mundo com dois gols marcados, além de ter saído de campo duas vezes com o prêmio de melhor jogador em campo, nos duelos contra a Suíça e Costa Rica. Está é a primeira vez que o jogador comentou após a desclassificação.

O Brasil acabou eliminado da competição ao ser derrotado pela Bélgica pelo placar de 2 a 1 nas quartas de final do torneio. Na última terça-feira os belgas acabaram sendo superados pela França na semifinal e agora disputarão apenas a disputa do terceiro lugar do Mundial no próximo sábado.



Para além do espetáculo, da emoção e do clima festivo, esta Copa do Mundo da Rússia também foi marcada por episódios negativos. Fora de campo, por exemplo, ficou evidente que a mulher ainda não possui seu devido espaço no universo do futebol. Como apontou a ONG Fare Network, parceira da Fifa, nesta quarta-feira, foram documentados 45 casos de assédio e sexismo a mulheres que chegaram ao torneio como torcedoras, jornalistas, e voltarão como vítimas.

“Tivemos notícia de 30 incidentes de sexismo, geralmente de mulheres russas sendo assediadas por estrangeiros. É um número subestimado. E também tivemos 15 casos de jornalistas mulheres assediadas por torcedores. Alguns desses casos tornaram-se notórios no mundo todo”, afirmou o presidente da instituição, Piara Powar, em coletiva de imprensa realizada para discussão de casos de discriminação ao longo deste Mundial.

Mulheres se tornaram alvos de atitudes machistas e desrespeitosas na Rússia (Foto: MANAN VATSYAYANA/AFP)

Dentre os casos mais famosos citados pelo presidente da Fare Network, estão o dos brasileiros que assediaram uma mulher russa com uma música machista, de alusão ao órgão genital feminino, e os episódios de torcedores tentando beijar repórteres enquanto estas trabalhavam, ao redor de estádios e em pontos de circulação de torcida.

Atitudes como essas são inaceitáveis e já deviam ter deixado de existir há anos. Em um esporte tão plural como é o futebol, todos merecem espaço, independentemente de raça, etnia, sexo ou gênero. Se, em 2018, os ocorridos mostraram que nem todos podem aproveitar uma Copa do Mundo sem que sejam alvos de desrespeito e discriminação, é sinal de que ainda há muita coisa para mudar. E que em 2022, no Qatar, o controle sobre os casos seja ainda maior.



Após a França derrotar a Bélgica e avançar para a final da Copa do Mundo, o irmão do zagueiro Marquinhos, Luan Aoás, utilizou as redes sociais para publicar uma mensagem bastante polêmica. Na postagem, o agente do defensor que representou a Seleção Brasileira durante o Mundial elogiou a equipe francesa e elogiou o trabalho de Didier Deschamps, aproveitando a oportunidade para supostamente alfinetar o trabalho de TIte na Seleção Brasileira.

“Allez les bleus! Só mulecada, sem nenhum jogador ‘experiente’ para encher o saco. Time joga solto… treinador (Deschamps) firme com suas escolhas, coerente de verdade. Pode até não ganhar a Copa, mas é o melhor time!”, publicou.

Irmão e agente de Marquinhos causa polêmica com publicação (Foto: Reprodução)

Na parte final da postagem, o irmão de Marquinhos parece dar outra alfinetada sobre o ambiente da equipe brasileira, citando as mulheres dos jogadores. “Não vejo nenhuma postagem de mulheres dos jogadores franceses falando m… e atrapalhando o time!”, completou.

Vale lembrar que Marquinhos fazia dupla de zaga com Miranda no começo da era Tite no comando da Seleção Brasileira. No entanto, já na fase final dos jogos das Eliminatórias, o defensor acabou perdendo espaço para o companheiro de Paris Saint-Germain, Thiago Silva. Durante a Copa do Mundo, Marquinhos esteve em campo por apenas 6 minutos contra o México.



Uma das figuras mais polêmicas desta Copa com o microfone na boca, o goleiro Thibaut Courtois deu mais uma prova de sua fama após a Bélgica ser derrotada pela França na última terça-feira. Questionado se a eliminação de sua seleção foi algo justo, o arqueiro de 26 anos deixou claro a sua insatisfação com a maneira que o resultado foi construído.

“É uma partida frustrante. A França não jogou nada, eles jogaram para se defender atrás da bola. Eles jogaram no contra-ataque, com Mbappé e Griezmann, que são muito rápidos. É direito deles. Eles jogaram muito embaixo, e nós sempre tivemos problemas com isso, eles fizeram isso muito bem”, avaliou.

Apesar de sua opinião ser forte, Courtois parece não ter tanta razão, já que os le Blues finalizaram 19 vezes durante os 90 minutos, contra apenas 9 dos belgas. Mesmo sendo apresentado a esses números, o goleiro do Chelsea parece não mudar o seu pensamento.

Courtois reclama de jogo francês e afirma que preferia ter perdido pro Brasil (Foto: GABRIEL BOUYS / AFP)

“Eu fiz algumas defesas, mas eles não tiveram grandes chances. Eles marcaram com um escanteio, é uma pena. Nós perdemos contra uma equipe que não é melhor que nós. Nós perdemos contra uma equipe que não jogou nada, que se defendeu. Contra o Uruguai, eles marcaram com uma falta e um erro do goleiro. É uma pena para o futebol que a Bélgica não tenha vencido”, afirmou o goleiro.

Para completar as polêmicas, Courtois relembrou a partida diante da Seleção Brasileira, quando a Bélgica acabou vencendo por 2 a 1, porém o arqueiro precisou trabalhar muito, já que a equipe de Tite finalizou 26 vezes a meta adversária.

‘Preferia ter perdido para o Brasil, uma equipe que se atreve a jogar futebol e que poderia ser melhor que nós’, completou o goleiro em suas críticas.



Quase uma semana após a Seleção Brasileira ser eliminada da Copa do Mundo da Rússia, já é hora de começar a projetar o próximo Mundial, em 2022, no Catar. Entre as jovens promessas do futebol nacional, há uma profusão de opções para o ataque, mas escassas alternativas de renovação para a defesa.

Alguns desses nomes garimpados pela Gazeta Esportiva já chegaram a ser observados pelo técnico Tite antes da sua convocação final para a Copa da Rússia. Havia quem quisesse que o atacante Vinícius Júnior, por exemplo, fosse chamado para ganhar experiência, tal qual ocorreu com Ronaldo no título de 1994 e Kaká na conquista de 2002.

Ficou para a próxima. Após se despedir do Flamengo, Vinícius Júnior chegará à maioridade na quinta-feira já como atleta do Real Madrid. No clube espanhol, ele terá a missão de fazer jus à badalação que o cerca desde as categorias de base para se confirmar como um dos principais nomes da Seleção Brasileira em 2022.

Já sem o astro português Cristiano Ronaldo, vendido à italiana Juventus, o Real Madrid aposta em mais um brasileiro para renovar o seu plantel no futuro. Trata-se do também atacante Rodrygo, que surgiu como mais nova joia do Santos e irá se juntar a Vinícius Júnior no clube merengue em julho de 2019.

Uma revelação que permanece no futebol brasileiro é um antigo companheiro de Vinícius Júnior. Versátil, o meio-campista Lucas Paquetá dificilmente não ganhará uma oportunidade durante a preparação da Seleção Brasileira para o Mundial do Catar. Cabe a ele continuar em alta no Flamengo.

Outro atacante oriundo do futebol carioca, por outro lado, já seguiu o exemplo de Vinícius Júnior e rumou à Europa. Paulinho completará 18 anos no domingo, dia da final da Copa do Mundo da Rússia, e passará a ser jogador do Bayer Leverkusen, clube alemão que o tirou do Vasco.

Há mais peças ofensivas entre aqueles que ainda resistem ao assédio europeu. Pedrinho, por exemplo, busca aprimorar o seu condicionamento físico para corresponder com as expectativas criadas por torcedores do Corinthians. Cedido ao Atlético-MG pelo Palmeiras, Roger Guedes é outro que apresenta idade (21 anos) e potencial para vingar. Luan é mais velho, com 25 anos, mas acumula elogios desde que conduziu o Grêmio à conquista da Copa Libertadores da América.

Alguns novos atacantes brasileiros já têm experiência europeia. São os casos de Malcom, do francês Bordeaux, Richarlison, do inglês Watford, e David Neres, do holandês Ajax, todos com possibilidades de transferência para clubes mais expressivos. O meia Anderson Talisca, por sua vez, esteve no radar de Tite para 2018, porém deixou o Besiktas, da Turquia, para lucrar no Guangzhou Evergrande, da China.

Já Gabriel, campeão olímpico em 2016, saiu da Europa por outro motivo. Após fracassar no Campeonato Italiano pela Internazionale, o jogador tenta resgatar o seu melhor futebol no Santos para voltar a ser visto como alguém com chances de defender o Brasil em uma Copa do Mundo.

O comando do ataque canarinho, setor que poderia ser ocupado por Gabigol, é uma posição crítica no mundo. E é por isso que Felipe Vizeu, vendido pelo Flamengo à italiana Udinese, alimenta esperanças de ser lembrado em futuras convocações. O posto na Copa do Mundo da Rússia pertenceu a outro novato, Gabriel Jesus, contestado por ter passado em branco e com esperanças de vingar daqui a quatro anos.

Os jovens volantes brasileiros também deverão ser aproveitados por Tite ou quem o suceder. Casemiro ainda é novo (26 anos) e, badalado, provavelmente estará no Catar. O mesmo não vale para Paulinho (29) e Fernandinho (33), que deixaram a Rússia com as suas imagens arranhadas por má atuações.

Sendo assim, atletas preteridos por Tite já cobiçam disputar espaço com Fred, que trocou o Shakhtar Donetsk pelo Manchester United em meio à preparação brasileira para o Mundial e foi mantido no elenco da Seleção mesmo após se lesionar. Os principais candidatos a despontar são Arthur, ex-gremista do Barcelona, Fabinho, do Liverpool, Maycon, do Shakhtar, Douglas Luiz, emprestado pelo Manchester City ao Girona, e Thiago Maia, ex-santista do Lille.

Para a defesa, o Brasil não dispõe de tantas promessas assim. As laterais da Seleção poderão passar por uma reformulação para a Copa do Catar, já que Daniel Alves está com 35 anos e Marcelo, com 30. Fagner (29) e Filipe Luís (32), utilizados na Rússia, não deverão ter fôlego para suprir as eventuais ausências dos titulares habituais dos últimos anos.

Danilo, que tem 26 anos e foi convocado para a Copa, é o herdeiro imediato da lateral direita. Atrás dele, surgem jogadores que ainda não são unanimidades, como Éder Militão, do São Paulo, e o campeão olímpico William, do Wolfsburg. Na esquerda, Guilherme Arana, do Sevilla, e Jorge, do Monaco, estão na mesma situação, competindo com o já maduro Alex Sandro, da Juventus.

A zaga é considerada ainda mais problemática para a Seleção Brasileira. Thiago Silva e Miranda, os mais recentes titulares de Tite, têm 33 anos e só deverão participar de uma eventual transição em suas posições nas próximas temporadas. Marquinhos, aos 24 e titular na maior parte das Eliminatórias, tem tudo para se firmar de vez.

O futuro parceiro de Marquinhos é uma incógnita. Um pouco mais experiente, Jemerson, revelado pelo Atlético-MG e hoje no Monaco, chegou a ser cotado para estar no Mundial da Rússia e vem facilmente à lembrança. Ao contrário de Igor Rabello, do Botafogo, ainda desconhecido por muitos torcedores, bem como outros colegas que buscarão chamar a atenção até 2022.

No gol, se Tite ou um sucessor seu assim desejar, não será necessário pensar tanto. Alisson está com 25 anos. Ederson, com 24. Os dois companheiros de Cássio na Rússia, portanto, poderão disputar titularidade para a Copa do Mundo seguinte.

Seja como for, a Seleção Brasileira precisará lapidar os seus talentos para também ter uma ótima geração no Catar, exatamente como se dizia da algoz Bélgica. Tite deverá ser o encarregado de escolher esses atletas, uma vez que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende renovar o contrato do treinador – conferindo-lhe, agora, maior gerência também nas categorias de base nacionais.