COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Recém-campeão da Liga dos Campeões com o Real Madrid pela terceira vez consecutiva, Luka Modric será a principal estrela da Croácia no amistoso deste domingo, contra o Brasil, em Anfield. Em entrevista coletiva neste sábado, o capitão do conjunto croata comentou sobre o difícil adversário que terá pela frente e traçou um paralelo da Seleção Brasileira de 2014 com a atual.

Croácia e Brasil fizeram o jogo de estreia da última Copa do Mundo. Na ocasião, os croatas saíram na frente em Itaquera graças a um gol contra de Marcelo, entretanto, os donos da casa não se abalaram e acabaram virando o jogo para 3 a 1, com direito a dois gols de Neymar e um de Oscar.

“Será um bom jogo, com duas seleções fortes. Lembro que em 2014 jogamos bem, mas cometemos alguns erros nos detalhes e acabamos derrotados. A seleção do Brasil é muito mais forte agora, mas nós também melhoramos”, disse Modric.

O camisa 10 do Real Madrid conhece bem a característica de alguns dos comandados do técnico Tite. Companheiro de Casemiro e Marcelo, Modric apontou o setor de meio-campo como o ponto forte do Brasil e alertou para os perigos que os atletas que atuam nessa posição podem levar à Croácia.

“A Seleção Brasileira é uma das favoritas na Rússia e obviamente que o meio de campo é um dos pontos fortes. Casemiro está em grande forma, Fernandinho também. Eles dão muita confiança para o resto do time”, prosseguiu Modric antes de falar sobre a amizade que possui com os brasileiros do Real Madrid.

“Casemiro e Marcelo são grandes amigos, especialmente Marcelo, nossas famílias são amigas também. Quando nós celebramos o título da Liga dos Campeões, disse que jogava como brasileiro, mas foi apenas uma piada de vestiário. Eles são grandes jogadores, grandes amigos, e será bom vê-lo novamente”, concluiu o craque da seleção croata, de maneira bem-humorada.




Bélgica e Portugal criaram boas chances no primeiro tempo e fizeram testes no segundo (foto: John Thys/AFP)

Em um amistoso entre duas seleções que chegarão bem cotadas à Copa do Mundo da Rússia, Portugal e Bélgica não passaram de um empate por 0 a 0 neste sábado, em Bruxelas. O duelo não contou com a presença do astro lusitano Cristiano Ronaldo, que ganhou alguns dias de folga após conquistar a Liga dos Campeões pelo Real Madrid.

Apesar do desfalque do melhor jogador do mundo de acordo com a Fifa, a partida teve boas chances de gol para os dois lados no primeiro tempo. A Bélgica iniciou melhor, mas, com o tempo, Portugal passou a incomodar o goleiro Courtois, inseguro.

Na etapa final, Bélgica e Portugal aproveitaram para fazer diversos testes em suas formações, com o Mundial em mente, e o ritmo do amistoso caiu consideravelmente.

Vindo de um empate por 2 a 2 com a Tunísia, também sem Cristiano Ronaldo, Portugal encerrará a sua preparação para a estreia na Rússia com um jogo contra a Argélia, na quinta-feira. A Bélgica ainda atuará contra o Egito, na quarta-feira, e a Costa Rica, em 11 de junho.

Portugal estreará mais cedo do que a Bélgica na Copa do Mundo. Em 15 de junho, terá pela frente logo a adversária teoricamente mais complicada do grupo B, a Espanha, em Sochi. Os seus outros rivais na chave são Marrocos e Irã.

Já a Bélgica enfrentará o Panamá no dia 18, também em Sochi, pelo grupo G. Depois, jogará contra Tunísia e Inglaterra.




José Fernandez é um dos favoritos para levar a Copa São Paulo (Foto: Luis Ruas/Divulgação)

Se o título do Brasil no Mundial da Rússia depender da torcida dos hipistas participantes da 47ª edição da Copa São Paulo, o hexa já está garantido. Isso porque, dos 100 cavaleiros consultados em uma pesquisa durante o torneio, 85 demonstraram acreditar na Seleção de Tite.

“A pesquisa entre os cavaleiros comprova a credibilidade que o Tite conquistou no comando da seleção entre todos os torcedores brasileiros. Porém, por outro lado, ela aumenta consideravelmente a responsabilidade, não só dele, como também de todos os jogadores”, afirmou José Reynoso Fernandez, favorito para vencer o Grande Prêmio da Copa São Paulo neste domingo, a partir das 15h00 (horário de Brasília).

“Depois dessa crise, quase sem fim, que o Brasil vem enfrentando em toda a sua liderança política, com reflexo que atinge principalmente a maior parte da população de menor salário, a conquista do hexa pode trazer, pelo menos, um pouco de alegria para todos”, completou o cavaleiro.

Organizadora da pesquisa, a Sociedade Hípica Paulista também mensurou, com os mesmos 100 participantes, a torcida pelos times brasileiros. O líder foi o São Paulo, com 23 votos. Em segundo, ficou o Flamengo, com 13, seguido de Corinthians e Palmeiras, com 12 cada.



Thiago Silva estava em campo quando o Brasil estreou na Copa de 2014 contra a Croácia (foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)

Último jogador a se firmar como titular da Seleção Brasileira de Tite, o zagueiro Thiago Silva é um dos remanescentes da equipe que fracassou sob o comando de Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo passada. Neste domingo, no penúltimo teste para o Mundial da Rússia, em Liverpool, ele reencontrará a Croácia, primeira rival da campanha de 2014.

Naquela partida disputada em 12 de junho, no estádio do Corinthians, Felipão utilizou outros dois jogadores que serão titulares neste fim de semana, o lateral esquerdo Marcelo e o volante Paulinho, e comemorou uma vitória por 3 a 1. O também meio-campista Fernandinho, o meia Willian e o atacante Neymar (autor de dois gols naquele dia) são os outros convocados de 2014 em quem Tite confiou em 2018.

Thiago Silva foi o último a ganhar espaço. Capitão da Seleção de Felipão, o zagueiro ficou marcado por não esconder as suas emoções no torneio que teve a vexatória e histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais. Tite, no entanto, fazia elogios rasgados ao atleta desde aqueles tempos.

Apesar de admirar Thiago Silva, o sucessor de Dunga inicialmente apostou no jovem Marquinhos, com quem havia trabalhado no Corinthians, como companheiro de zaga de Miranda, titular absoluto. A mudança no setor ocorreu pouco antes da convocação para a Copa do Mundo de 2014.

“Foi muito difícil, muito difícil, muito difícil”, comentou Tite, neste sábado, sobre o fato de ter preterido Marquinhos. “Se você pegar o tempo de jogo de cada um comigo, verá que o Miranda tem de 1.100 a 1.200 minutos; o Marquinhos, quase 1.100; o Thiago, de 700 a 800. Os três são de altíssimo nível. O Thiago veio em um último momento e jogou muito, com o Marquinhos macucado, sem a sua performance normal”, argumentou.

De qualquer maneira, o técnico se preocupou em não desprestigiar Marquinhos. “Dói o coração fazer essa escolha. Seria justo escalar qualquer um dos três, sendo que o Miranda não abriu brecha. O Marquinhos pode ter certeza do respeito pessoal e profissional que tenho por ele”, disse Tite.



Às vésperas do início da Copa do Mundo, Suécia e Dinamarca se enfrentaram em um amistoso, neste sábado, disputado na Friends Arena, em Estocolmo, e acabaram empatando por 0 a 0. Com um público de 41.558 pessoas, os 90 minutos foram bastante equilibrados e sem muitas chances de perigo para ambos os lados.

Antes do início do Mundial, a Dinamarca tem mais um amistoso pela frente, agora contra o México no dia 9 de junho, às 15h (de Brasília). A seleção dinamarquesa está no Grupo C juntamente com Peru, contra quem estreia no dia 16 de junho, às 13h (de Brasília), além de França e Austrália.

A Suécia também tem mais um amistoso programado, quando enfrenta o Peru, também no dia 9 de junho, às 14h15 (de Brasília). A equipe está no Grupo F da Copa e estreia no dia 18, às 9h (de Brasília), contra a Coreia do Sul. Alemanha e México completam a chave.

Suécia e Dinamarca não saíram do zero (Foto: Jonathan Nackstrand/AFP)

O jogo

O primeiro tempo do confronto foi bastante equilibrado, o que se refletiu na posse de bola: 51% para a Dinamarca, contra 49% da Suécia. Os primeiros 20 minutos foram de domínio dinamarquês, mas os suecos logo trataram de se equiparar aos adversários.

A melhor chance da primeira etapa aconteceu aos 33 minutos. Pione Sisto mandou da entrada da área após receber um passe preciso, mas Robin Olsen fez uma bela defesa, impedindo que o chute entrasse no canto esquerdo. Com exceção deste lance, o jogo não foi muito agitado, as redes não balançaram e o jogo foi sem gols para o intervalo.

O etapa complementar seguiu o mesmo roteiro e não apresentou muitas emoções. A Suécia melhorou no segundo tempo e ficou mais com a bola no pé, terminando com 57% de posse de bola. As melhores chances, porém, foram da Dinamarca.

Aos 22 minutos, Braithwaite recebeu belo passe e disparou livre um chute rasteiro de longa distância. Mas Robin Olsen estava lá para fechar as portas e evitar o gol em mais uma boa defesa. Dez minutos depois, Schone cobrou falta e mandou uma bomba da entrada da área, mas a bola passou por pouco acima do travessão. Assim, o placar permaneceu inalterado do início ao fim da partida.



Após quase duas horas de atraso em função da forte chuva que encharcou o campo do Worthersee Stadion, em Klagenfurt, a bola finalmente rolou para Áustria e Alemanha em amistoso neste sábado, que deu continuidade à preparação para a Copa do Mundo. Em jogo marcado pelo retorno de Manuel Neuer aos gramados, melhor para os donos da casa, que venceram pelo placar de 2 a 1. Mesut Ozil abriu o placar, mas Hinteregger e Schopf foram os responsáveis pela virada.

Antes da estreia na Rússia, a Mannschaft ainda fará mais um teste. Na próxima sexta-feira, os comandados de Joachim Low enfrentam a Arábia Saudita, na BayArena, em Leverkusen. Dois dias depois, a Áustria, que não se classificou ao Mundial, mede forças com a Seleção Brasileira no Estádio Ernst-Happel, em Viena.

Na Copa, a Alemanha está no Grupo F, junto a México, Suécia e Coreia do Sul. A estreia é no dia 17 de junho, contra os mexicanos.

Alemães não tiveram boa atuação neste sábado (Foto: JOE KLAMAR/AFP)

O Jogo

Se a missão da Áustria já parecia difícil de ser cumprida, se complicou ainda mais logo aos 10 minutos de jogo. Em uma lambança na saída de bola, o zagueiro Hinteregger recuou para o goleiro Siebenhandl, que espirrou o taco na hora de chutar para a frente e deu de presente para Ozil. O camisa 10 dominou e apenas colocou para abrir o placar em Klagenfurt.

Porém, se enganou quem esperava um atropelo da Alemanha. Os austríacos equilibraram a partida e foram criando adversidades para a seleção visitante. A melhor chance foi aos 30, quando Grillitsch bateu no contrapé de Neuer. Desde setembro sem atuar, em função de uma fratura no pé esquerdo, o goleiro fez uma bela defesa e evitou o empate.

Brandt até teve boas chances para finalizar, mas não conseguiu ampliar a contagem antes do intervalo.

Neuer não ia a campo desde setembro de 2017 (Foto: JOE KLAMAR/AFP)

A Áustria voltou melhor para a etapa final e assustou os alemães logo aos cinco minutos. Alaba fez boa jogada pela esquerda, mas acabou finalizando por cima do travessão de Neuer.

Dois minutos depois, a intensidade do jogo austríaco foi premiada. Em cobrança de escanteio pela direita, Alaba levantou na segunda trave. Completamente livre, o zagueiro Hinteregger chegou batendo de primeira, de sem-pulo, fazendo um golaço de empate para os donos da casa.

E a virada poderia ter acontecido aos nove minutos, não fosse por mais uma aparição brilhante de Neuer. Arnautovic ficou cara a cara com o goleiro do Bayern, que saiu bem demais do gol e impediu o segundo gol dos adversários.

A Áustria não diminuiu o ritmo e, melhor no jogo, continuou em busca da virada, que aconteceu aos 23 minutos. Após jogada trabalhada pela esquerda, Baumgartlinger levantou para Lainer na segunda trave. O lateral tocou para trás e Schopf chegou batendo para colocar os austríacos na frente.

Com uma atuação abaixo do esperado, a Alemanha não esboçou reação nenhuma e não conseguiu o empate até o apito final.

 

 



Jogador do Manchester City é o predileto de Tite para comandar o ataque brasileiro (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Como um bom capitão faria, o centroavante Gabriel Jesus foi político ao comentar a disputa pela titularidade na Seleção Brasileira que trava com Roberto Firmino. O jogador do Manchester City é o preferido do técnico Tite, que lhe premiou com a braçadeira (o gaúcho adota um rodízio na função) no amistoso contra a Croácia, neste domingo, em Liverpool.

“Essa concorrência é boa para mim, para ele, para a Seleção e para os brasileiros. É bom que haja concorrência em todas as posições. Ele quer jogar, e eu, continuar jogando”, sorriu Gabriel Jesus, neste sábado, sem se intimidar com o bom momento do companheiro. “Sempre estou preparado. As coisas aconteceram rapidamente na minha vida. Há dois anos, eu nem jogava como centroavante. Então, encaro bem a responsabilidade”, assegurou.

Jesus tinha motivos para estar receoso. Em 2018, o ex-jogador do Palmeiras já precisou superar uma lesão ligamentar no joelho esquerdo e amargou a reserva do argentino Sergio Agüero no City. Também na Inglaterra, Firmino se firmou como um dos grandes destaques do Liverpool, clube finalista da última Liga dos Campeões e anfitrião do amistoso contra a Croácia.

“Na minha vida no futebol, desde que subi para os profissionais do Palmeiras, sempre tive que brigar por posição. Em 2015, o Palmeiras tinha contratado mais de 15 jogadores, e eu encarei, como sempre fiz, mesmo com medo. Ter um concorrente é bom para mim, porque me empenho mais e procuro evoluir”, repetiu Jesus.

Tite não cedeu aos pedidos pela titularidade de Roberto Firmino. “Há uma competição, e o Gabriel está arrebentando”, explicou o treinador, sem deixar de prestigiar o seu outro centroavante. “Ele está botando a pressão. Naquele 5 a 2 contra a Roma, eu estava aqui, vendo o Liverpool. Assisti ao jogo de pé pela primeira vez na vida, porque não dava para sentar no meio da torcida. O Firmino tem as suas virtudes. Por isso, foi convocado e pode entrar como um jogador centralizado a qualquer momento”, disse.

Gabriel Jesus continuará a se dedicar para que Firmino não entre em momento algum, ao menos no início dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Para isso, quer deixar também uma boa impressão como capitão da equipe. “Até brinquei com o Danilo: se ele chegar à linha de fundo e não cruzar, vou dar bronca. O professor deixou bem claro que também sou um líder. Tenho que assumir essa responsabilidade”, afirmou o concorrente de Firmino.



Tunísia participa de uma Copa do Mundo pela quinta vez (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Neste sábado, a Tunísia divulgou a lista final com os 23 jogadores convocados para a quinta participação da seleção africana na Copa do Mundo.

A relação inicial contava com 29 nomes, dos quais foram cortados: o goleiro Moez Ben Cherifia (Esperance de Tunis), os zagueiros Bilel Mohsni (Dundee United) e Khalil Chammam (Esperance de Tunis), os meias Karim Laaribi (Cesena) e Mohamed Wael El Arbi (FC Tours) e o atacante Ahmed Akaichi (Al Ittihad).

Vale lembrar que a Tunísia não contará com Taha Yassine Khenissi, do Esperance, da Tunísia, e Youssef Msakni, do Al Duhail, do Catar, os dois principais nomes do ataque do país.

Nesta sexta-feira, a seleção tunisiana enfrentou a Turquia em um amistoso preparatório para o Mundial e acabou cedendo o empate nos acréscimos. A equipe ainda tem mais um amistoso, desta vez contra a Espanha, no próximo dia 9.

Os africanos estão no Grupo G da Copa, ao lado de Inglaterra, contra a qual estreia no dia 18 de junho, além de Bélgica e Panamá.

Confira a lista completa de convocados:

Goleiros: Aymen Mathlouthi (Al-Batin-ARA), Farouk Ben Mustapha (Al Shabab-ARA) e Moez Hassan (Chateauroux-FRA).

Defensores: Hamdi Nagguez (Zamalek-EGI), Dylan Bronn (La Gontoise-BEL), Rami Bedoui (Etoile du Sahel-TUN), Yohan Ben Alouane (Leicester City-ING), Syam Ben Youssef (Kasimpasa-TUR), Yassine Meriah (CS Sfaxien-TUN), Oussama Haddadi (Dijon-FRA) e Ali Maaloul (Al Ahly-EGI)

Meio-campistas: Elyes Skhiri (Montpellier-FRA), Mohamed Amine Ben Amor (Al Ahly-ARA), Ghaylene Chaalali (Esperance of Tunis-TUN), Ahmed Khalil (Club Africain-TUN), Seifeddine Khaoui (Troyes- FRA) e Ferjani Sassi (Al-Nasr-ARA)

Atacantes: Fakhreddine Ben Youssef (Al-Ettifaq-ARA), Anice Badri (Esperance of Tunis-TUN), Bassem Srarfi (Nice-FRA), Wahbi Khazri (Rennes-FRA), Naim Sliti (Dijon-FRA) e Sabeur Khelifa (Club Africain-TUN).