COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

 

Subasic foi imprescindível na campanha de prata da seleção croata na Copa do Mundo da Rússia (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Após Mandzukic, nesta quarta-feira foi a vez do goleiro Subasic se despedir da seleção da Croácia após a conquista do vice-campeonato da Copa do Mundo, que terminou há exatamente um mês, na Rússia. Por meio de uma longa carta no site da Federação Croata de Futebol (HSN, na sigla em servo-croata), o arqueiro relembrou os dez anos servindo o país e agradeceu torcedores croatas.

“Chegou a hora de me despedir da nossa camisa favorita depois de dez anos na seleção. Foi uma longa jornada desde a primeira convocação em 2008, quando um jovem goleiro de Zadar fez seus sonhos se tornarem realidade”, inicia Subasic. “Muito esforço e trabalho duro, incluindo anos de paciência entre os reservas, até tomar a posição número 1, com meu número favorito 23 nas costas”.

Aos 33 anos, o goleiro atuou em 44 oportunidades distribuídas em duas Eurocopas (2012 e 2016) e duas Copas do Mundo (2014 e 2018). Na última edição do Mundial, o croata teve ótimas atuações, quando pegou três pênaltis da Dinamarca nas oitavas e um da anfitriã Rússia nas quartas, mesmo com problemas físicos que chegariam a atrapalhá-lo na grande final contra a França.

“Tomei esta decisão muito antes da Copa do Mundo de 2018, pois queria fechar esse capítulo internacional aparecendo no cenário mundial. Este foi um dos meus sonhos. Todos nós temos uma data de expiração e precisamos avaliar quanto tempo podemos jogar. Talvez eu pudesse ter durado mais uma campanha, mas isso provavelmente seria demais. Desta forma, quero permitir que os meus colegas de equipe, que esperam a sua oportunidade como eu, façam os seus sonhos e joguem pela Croácia. Eles são o futuro da Croácia”, diz outro trecho da publicação.

O jogador é natural de Zadar, clube que o descobriu. Depois, rumou para o Hajduk Split e desde 2012 defende o Monaco. Na carta, o jogador ainda afirma que estar na seleção foram os melhores momentos de sua carreira, com bastante patriotismo em todo o texto. Para conferir a publicação na íntegra (em inglês), é só entrar aqui.



Lionel Messi pediu afastamento da seleção argentina na última terça-feira (Foto: GABRIEL BOUYS/AFP)

Já são 33 títulos pelo Barcelona, um recorde que coloca Lionel Messi no topo do ranking de atletas vencedores do clube catalão, na frente até mesmo do ídolo Andrés Iniesta. Se o sucesso chegou no time que defende profissionalmente desde 2004, o mesmo não se pode dizer sobre sua seleção: depois de anunciado seu afastamento da seleção argentina, Hristo Stoichkov, ex-jogador do Barça e amigo do jogador, cravou: os hermanos não vencerão por um bom tempo.

“Primeiro, temos de saber qual será o modelo do futebol argentino: se querem depender de Messi ou de 22 jogadores. É muito fácil, sem Messi a Argentina não ganhará um único jogo durante três anos”, profetizou o búlgaro à SuperDeportivo Radio. “Por isso, o futebol argentino tem que ter uma estrutura e não é claro o projeto desejado pelo novo presidente. O que a Argentina quer jogar? Esta é a grande questão”.

Ele ainda se exaltou quando perguntaram se era necessário passar pelo aval de Messi a escolha do novo treinador da seleção. “É uma p…. mentira que alguém inventou. Então, eu teria que ser o treinador da Argentina, já que sou amigo de Lionel. É pura mentira! Tem muito argentino quem nem sabe quem é Messi, nem o conhecem. Eu o conheço muito bem e posso dizer que ele nunca teve nada a ver com a montagem da equipe”, garantiu.

A seleção argentina foi muito criticada durante a última Copa do Mundo, na Rússia. Sob comando de Jorge Sampaoli, ficou em segundo lugar no grupo D, atrás da vice-campeã Croácia, com uma campanha de uma vitória, um empate e uma derrota. Eliminada nas oitavas de final para a França, Sampaoli foi demitido do cargo e Lionel Messi teria pedido afastamento da seleção até o resto do ano.



Dia 15 de julho deste ano, exatamente há um mês, a França derrotava a Croácia no Estádio Lujnik, em Moscou, e vencia a Copa do Mundo pela segunda vez. O placar de 4 a 2 foi construído com gols de Griezmann, Pogba, Mandzukic (contra) e Mbappé, em favor dos franceses, e Perisic e Mandzukic para os croatas.

De lá para cá, algumas coisas mudaram. Na defesa francesa, Pavard teve seu gol contra a Argentina considerado como o mais bonito do Mundial e, após a disputa, foi fortemente rumorado como reforço do Bayern de Munique. Entretanto, a negociação não se concretizou e o atleta permanece como membro do Stuttgart, também do futebol alemão.

Companheiro do lateral na zaga, Varane conquistou lugar na seleção do campeonato, “fazendo parceria” com Godín e Thiago Silva. As boas atuações do francês na Copa garantiram-lhe um espaço entre os 10 concorrentes finais ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada.

Mais à frente, Pogba voltou ao Manchester United e já teve que lidar com a personalidade do treinador português José Mourinho, que fez críticas ao desempenho do francês no clube inglês. A relação conturbada entre os dois abriu brecha para que rumores cercando o destino do camisa 6 aparecessem, com o Barcelona surgindo como potencial comprador do passe do meia.

Mbappé, por outro lado, retornou ao PSG com status de principal destaque, superando até mesmo o brasileiro Neymar, cuja imagem foi muito desgastada durante a disputa do Mundial na Rússia. A jovem estrela também conquistou espaço na seleção da Copa.

Pelo lado da Croácia, Mandzukic, autor do segundo gol do país na decisão, anunciou nesta última terça-feira sua aposentadoria da seleção, que perdeu um de seus principais atacantes na década.

Quem também mudou de ares, mas em outro sentido, foi o meia Kovacic. Ex-Real Madrid, o jogador, que não entrou em campo na disputa da final, manifestou seu desejo de se transferir do clube merengue e acertou empréstimo com o Chelsea, da Inglaterra.

Já Modric, principal nome da Croácia e vencedor do prêmio de melhor jogador da Copa, retornou ao Real Madrid cheio de dúvidas quanto ao seu futuro. A Inter de Milão surgiu, logo após o Mundial, como principal interessada em contar com o camisa 10, que não vê a transferência com maus olhos.

Quanto ao Brasil, o impacto do revés para a Bélgica nas quartas de final, por 2 a 1, será conhecido de maneira mais profunda nesta sexta-feira, quando o técnico Tite fará sua primeira convocação após o final da Copa do Mundo.

A tendência é que o comandante brasileiro dê espaço aos jovens atletas que vêm se destacando em território nacional e estrangeiro. Nomes como Pedro (atacante do Fluminense), Rodrigo Dourado (meia do Internacional), Arthur (meia do Barcelona), Vinícius Júnior (ponta do Real Madrid), Malcom (ponta do Barcelona), entre outros, podem ter um espaço entre os convocados do treinador gaúcho.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 4 x 2 CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018, domingo
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Belatti (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Kanté e Hernández (França); Versaljko (Croácia)
Gols: FRANÇA: Mandzukic (contra), aos 17, e Griezmann, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pogba, aos 13, e Mbappé, aos 19 minutos do segundo tempo; CROÁCIA: Perisic, aos 27 minutos do primeiro tempo, e Mandzukic, aos 23 minutos do segundo tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté (N’Zonzi), Pogba, Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Subasic; Versaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Rebic (Kramaric), Modric e Perisic; Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic




Após o destaque com a Rússia na Copa do Mundo, Denis Cheryshev acertou um princípio de transferência por empréstimo para o Valencia, da Espanha (Foto: Francisco Leong/ AFP)

O russo Denis Cheryshev fez sucesso na última Copa do Mundo. Na manhã desta terça-feira, o Valencia, da Espanha, emitiu um breve comunicado informando um princípio de acordo com o meia atacante, que atua pelo Villarreal desde 2016. O esperado é que ele seja anunciado em breve pelo clube.

“O Valencia alcançou, nesta terça-feira, pendente de formalizar, um princípio de acordo com o Villarreal para cessão até o final da temporada do jogador Denis Cheryshev”, diz a nota oficial no site do clube. No site do atual clube do jogador, no entanto, não há nenhuma informação sobre a possível transferência.

Denis Cheryshev é um jogador russo que começou sua carreira na base do Real Madrid e foi emprestado ao Valencia em 2013, quando não foi aproveitado pelo time principal do Real. Lá ficou por um ano e atuou em cinco partidas. De 2014 a 2018, o atleta atuou no Villarreal, primeiro emprestado e depois como jogador da equipe.

Pela seleção russa, o craque é convocado desde 2012 no time principal e já jogou em 16 oportunidades, tendo marcado quatro gols. Destaque da última Copa com bonitos tentos, ele venceu prêmios individuais de melhor jogador nas partidas contra Arábia Saudita (5 x 0) e Egito (3 x 1).



Mario Mandzukic dá adeus à seleção da Croácia após 14 anos (Foto: Yuri Cortez/AFP)

Quase um mês após a histórica final da Copa do Mundo diante da França, a Croácia viu um dos seus principais jogadores anunciar aposentadoria da seleção. Aos 32 anos, Mario Mandzukic divulgou, por meio de uma publicação em seu Instagram oficial, que não defenderá mais as cores do país após 14 anos, 11 deles na principal.

“Eu sempre gostei de falar no campo e não fora dele. Portanto, essas palavras são um pouco mais difíceis do que enfrentar um adversário ou correr por 120 minutos. Mais difícil porque sei quanta felicidade me trazem todas as convocações, jogos e vitórias. Mais difícil, porque sei que honra é vestir a camisa croata e representar o país. Mais difícil, porque eu sei que este é finalmente o fim dessas palavras. E, no entanto, sei que é hora certa para essas palavras”, escreveu o atacante.

Um dos motivos para sua saída é apontado por ele como sendo a “medalha de prata” alcançada na Rússia. “O vice-campeonato me enche de nova energia, mas tornou mais fácil para mim tomar essa decisão impossível. Nós experimentamos nossos sonhos, fizermos um sucesso histórico e sentimos o incrível amor dos torcedores. Este mês, bem como a chegada a Zagreb, continuará a ser a memória mais importante da minha carreira. Foi a viagem mais bonita com a equipe e a melhor volta para casa. Estou muito feliz, orgulhoso da prata pela qual lutamos há anos, através de muito esforço, trabalho, desapontamento e momentos pesados”.

Mario Mandzukic atua na seleção da Croácia desde 2004, na seleção sub-19. Na principal, ele está desde 2007 e já atuou em 89 oportunidades, tendo marcado 33 gols – um deles, talvez um dos mais importantes, na prorrogação contra a Inglaterra, na semifinal da Copa da Rússia. Fora do país, ele joga pela Juventus desde 2015.

“Não há tempo ideal para ir. Se pudéssemos, acredito que todos nós jogaríamos pela Croácia enquanto vivêssemos, porque não há orgulho maior, mas sinto que o momento para mim é agora. Eu fiz o meu melhor para dar a minha contribuição para o maior sucesso do futebol croata”, finalizou.

 

Dragi navijači, uvijek sam više volio govoriti na terenu nego izvan njega. Stoga mi i ove riječi dolaze malo teže nego što mi je bilo uklizati protivniku ili istrčati sprint u 120. minuti. Teže, jer znam koliko radosti mi donose sva okupljanja, utakmice i pobjede. Teže, jer znam da je slušanje Lijepe naše prije utakmice najveća emocija. Teže, jer znam kakva je čast obući hrvatski dres i predstavljati svoju zemlju. Teže, jer znam da je ovo konačno i da nakon ovih riječi više nema povratka. Pa ipak, znam da je vrijeme baš za te riječi… Opraštam se od hrvatske reprezentacije. Koliko god me srebro napunilo novom energijom, ujedno mi je olakšalo ovu nemoguće tešku odluku. Doživjeli smo svoj san, napravili povijesni uspjeh i pritom osjetili nevjerojatnu ljubav navijača. Tih mjesec dana, kao i dočeci u Zagrebu, Slavonskom Brodu i cijeloj Hrvatskoj, ostat će najvažnija uspomena moje karijere. Bilo je to najljepše putovanje s reprezentacijom i najdraži povratak kući. Presretan sam, ispunjen i do neba ponosan na to srebro koje smo kovali godinama, kroz puno muke, truda, rada, razočaranja i teških trenutaka. Nema idealnog trenutka za odlazak. Da možemo, vjerujem da bismo svi nastupali za Hrvatsku dok smo živi jer većeg ponosa nema. No, osjećam da je za mene taj trenutak sada. Da sam dao najbolje od sebe, da sam dao doprinos najvećem uspjehu hrvatskog nogometa. Prije 14 godina, prvi puta sam kao juniorski reprezentativac obukao sveti dres. Od tada sam upoznao, igrao i radio s puno odličnih suigrača, izbornika, trenera i ljudi oko reprezentacije. Svi smo imali isti cilj – dati sve za uspjeh Hrvatske. Zahvaljujem svima, jer je svatko na neki način ostavio trag u mojoj karijeri. Na tom putu sa mnom su uvijek bili moji najbliži, kojima zahvaljujem na velikoj podršci. I na kraju, hvala navijačima. Nitko od nas nije savršen. Promašivao sam prilike, gubio lopte ili krivo dodavao. No, uvijek sam dao sve od sebe i ostavio srce na terenu. Hvala vam što ste to prepoznali i bili uz mene i reprezentaciju. Od danas, moje je mjesto s vama – među najvjernijim navijačima Hrvatske. Voli vas Mandžo ❤️🇭🇷 #mm17🌪

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Gerard Piqué anunciou sua aposentadoria da seleção espanhola neste sábado. Ele estava desde 2009 na equipe principal e se envolveu em polêmicas ao defender a separação da Catalunha (Foto: Josep Lago/AFP)

Piqué está com o Barcelona no Marrocos para a disputa da Supercopa da Espanha, contra o Sevilla, no domingo (12), às 17h (de Brasília). Em coletiva de imprensa neste sábado, no entanto, outro assunto entrou em voga: o zagueiro de 31 anos anunciou sua aposentadoria da seleção espanhola e disse que o técnico Luis Enrique, contratado após o Mundial da Rússia, está ciente da decisão.

“Foi uma etapa muito bonita com a seleção, mas agora quero focar no Barça. Conversei com Luis Enrique na última semana, ele me chamou e eu lhe disse que a minha decisão foi muito bem pensada. Foi uma etapa muito bonita, com uma Eurocopa e um Mundial, mas é uma etapa que terminou”, disse o espanhol.

Com a camisa Roja, Piqué disputou 102 partidas desde 2009, quando teve sua primeira convocação. Ele conquistou o título da Copa do Mundo, em 2010, e a Eurocopa de 2012. Em 2018, a seleção espanhola foi eliminada nas oitavas de final para a anfitriã Rússia e não conseguiu continuar com o sonho de conquistar seu segundo título mundial.

Além das conquistas, ele também se envolveu em algumas polêmicas com outros jogadores, como o também zagueiro Sergio Ramos, e a própria torcida espanhola, por ser favorável à independência da Catalunha. Desde então, o jogador dava indícios de que deixaria a seleção.



Treinador revelação da Copa, renova com a Croácia (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Vice-campeã e principal surpresa na Copa do Mundo em 2018, a Croácia anunciou a renovação de contrato com Zlatko Dalic. O treinador terá a chance de dar continuidade ao trabalho na seleção. O tempo de contrato não foi divulgado e mais uma reunião do comitê está marcada para as últimas “decisões formais”.

“Era muito importante para mim tratar abertamente com o presidente sobre todos os temas. Agradeço a Davor Suker pela compreensão sobre o que não achava correto”, disse Dalic, em comunicado oficial da Federação Croata de Futebol.

Dalic, que deixou no ar sua permanência após o Mundial, elogiou a proposta. “Acho que arrumamos estes temas e estou contente em ter novos desafios”, acrescentou.

O presidente da Federação, Suker elogiou a decisão do técnico e acredita que a Croácia irá evoluir. “Estou contente de ter tido uma conversa aberta sobre coisas que podem melhorar no futuro. Contente de continuarmos juntos em busca de novas vitórias”, afirmou o ídolo croata.

Dalic assumiu a Croácia em outubro, quando faltavam apenas três jogos para o final das Eliminatórias da Copa, sob muita desconfiança. Foram apenas sete partidas antes do Mundial, mas a aposta foi muito bem e agora ganha mais uma oportunidade.

A campanha da Croácia na Copa do Mundo foi muito boa. A equipe chegou até a grande final, mas acabou derrotada por 4 a 2 pela França. Mesmo assim, após o resultado negativo, aproximadamente, 550.000 pessoas recepcionaram os vice-campeões em Zagreb.



Brasil, de Tite, caiu nas quartas do Mundial na Rússia (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

No próximo sábado, a partir das 9h (de Brasília), o Memofut (Grupo de Literatura e Memória do Futebol) receberá o escritor, jornalista e pesquisador João Máximo, que fará uma palestra sobre derrotas do Brasil em Copas. O evento é gratuito, mas a participação está sujeita à capacidade do auditório (174 lugares, mais quatro espaços para pessoas com deficiência).

Nascido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, João Máximo mudou-se com a família para o Rio de Janeiro quando tinha três anos e foi morar em Vila Isabel, bairro próximo da região em que foi construído o Maracanã. Viu de perto a construção do estádio e acompanhou in loco a derrota do Brasil para o Uruguai no Mundial de 1950. Graduou-se em odontologia, e examinou os jogadores da seleção em 1958, ano em que o país venceu a Copa na Suécia.

Em 1961, com intuito de amealhar recursos para abrir um consultório com um amigo, João Máximo ingressou na “Tribuna da Imprensa” como estagiário. Era o início de uma vida longeva em redações, com ênfase em esporte e música, e no fim da trajetória dele na odontologia.

Desde então, João Máximo trabalhou também no “Jornal dos Sports”, na Rádio Continental, no “Jornal do Brasil”, no “Correio da Manhã”, na “Folha de S.Paulo” e no jornal “O Globo”. Venceu duas edições do Prêmio Esso (1963 e 1967) e publicou livros sobre esporte, música e crônicas.

A palestra de João Máximo no Museu do Futebol será focada em derrotas do Brasil em Copas, como o revés para a Bélgica nas quartas de final de 2018, mas também criará uma conexão com a preparação do país para o Mundial de 1958, ano em que a seleção conquistou seu primeiro título.

A trajetória daquela seleção é tema da exposição temporária “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958”, que está em cartaz no Museu do Futebol até 9 de setembro.

SERVIÇO
Palestra com o escritor, jornalista e pesquisador João Máximo e reunião mensal do Memofut (Grupo de Literatura e Memória do Futebol)
Data: 11 de agosto de 2018 (sábado)
Horário: 9h (de Brasília)
Local: Auditório do Museu do Futebol
Participação gratuita



Mano Manezes dirigiu a Seleção Brasileira de julho de 2010 a dezembro de 2012 (Foto: Vinnicius Silva/CEC)

Gabriel Jesus, dono da camisa 9 na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, acabou decepcionando ao deixar o torneio sem marcar um único gol. À época, o técnico Tite precisou sair em defesa de seu centroavante, assim como Pep Guardiola, comandante da equipe inglesa, fez recentemente. Mas, foi Mano Menezes, nessa segunda-feira, que levantou a tese mais profunda sobre o principal motivo que pode ter contribuído para o ex-palmeirense ter passado pela Copa zerado.

“Tenho uma teoria que vai gerar uma certa polêmica”, se antecipou o treinador do Cruzeiro, em entrevista ao Sportv. “Eu não acho que o problema esteja no Gabriel Jesus, porque ele fez uma ótima Eliminatória. Na minha opinião, foi o grande surgimento de jogador dos últimos tempos, pós-Olimpíadas, com a chegada dele à Seleção Brasileira. Não tínhamos um jogador que preenchesse tanto a função como ele. Quando ele chegou, a Seleção passou a crescer, com a chegada do Tite também”, iniciou Mano, também ex-técnico da Seleção Brasileira.

“Acho que tem a ver com nosso protagonista maior, que é o Neymar. Ele centraliza muito as nossas ações ofensivas. Não tem como a bola não parar nele, porque é nosso principal jogador. A bola para nele muito mais do que nos outros, e Neymar não é um assistente de centroavante, não prepara a jogada, ele decide. Faz a jogada para ele, aí o centroavante sofre”, apontou Mano, lembrando da dificuldade que teve para encontrar uma forma mais adequada para a Seleção jogar conforme as características que tinha à disposição.

“Não se trata de se está certo ou errado. Futebol é como é. Não é uma coisa de agora. Quando estávamos na Seleção, tiramos o centroavante por isso. Nós tentamos encontrar outra maneira de jogar exatamente para resolver uma questão que víamos que acontecia com frequência”.

Antes de pudesse ser interpretado como um crítico ao futebol de Neymar, principal estrela do Brasil e que acabou marcado pelas simulações na Copa do Mundo disputada na Rússia, Mano Menezes fez questão de explicar melhor sua teoria. Nesse momento, citou as dificuldades que Fred encontrou no Mundial de 2014.

“O problema da Seleção não está no Neymar. Ele é solução de muitos dos problemas. Não estamos discutindo isso, e sim uma maneira para isso funcionar, porque não foi o primeiro. O Fred também foi muito sacrificado na Copa do Mundo do Brasil. E se tem uma coisa que o Fred faz é gol. Você vai ver que lá aconteceu também. Na Eliminatória, não aconteceu, era um outro momento, outro nível de adversário. Temos de aprofundar para chegarmos na solução”, concluiu Mano Menezes.