Sem emoções, Coxa e Joinville não saem do zero e seguem na degola

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O jogo que abriu a 11ª rodada do Campeonato Brasileiro transcorreu sem maiores emoções no estádio Couto Pereira, em Curitiba, neste sábado. O Coxa não saiu do zero diante do Joinville, e as  duas equipes, sem conseguirem empolgar na competição, continuam figurando nas duas últimas posições da tabela.

Os donos da casa até dominaram a posse de bola, mas não conseguiram ser efeitvos para concluirem as jogadas. O Joinville, com uma proposta definida de jogar por uma bola e seguir firme na marcação, ameaçou pouco, mas levou perigo nos minutos finais, quando o jogo ficou franco. Os times, que fizeram um embate de baixo nível técnico, seguem com as duas piores campanhas da Série A.

O Coxa foi a campo nesta tarde desfalcado de seu comandante, Ney Franco. Expulso por reclamação no confronto com o Atlético-MG, o técnico foi obrigado a cumprir suspensão de um jogo antes mesmo de ir a julgamento. Por conta disso, o auxiliar Marcelo Serrano se viu incumbido da missão de passar orientações aos jogadores.

Com apenas cinco pontos conquistados, o Joinville ocupa a lanterna e na próxima rodada encara o clássico contra o Figueirense. Já o Coritiba segue na vice-lanterna, com oito pontos, e não conseguiu se livrar da degola nem de forma provisória.

Coritiba cria chances, mas não consegue ir ao intervalo com vantagem

Mesmo em uma tarde fria na capital paranaense, a torcida do Coxa compareceu em bom número ao Couto Pereira para incentivar o time. Apoiado pela torcida, e motivado pelo desejo de deixar a degola, os mandantes buscaram imprimir um ritmo de jogo desde o apito inicial. A maior posse de bola, porém, não representou um grande domínio.

O experiente Lucio Flávio, que trocou o Paraná pelo rival Coritiba nessa temporada, era o responsável por criar lances de efeito e articular o jogo no meio-campo. Em duas oportunidades, o jogador conseguiu deixar o companheiro cara a cara. Nas duas ocasiões, foi o atacante Raffhael Lucas quem falhou e não conseguiu abrir o placar.

Coritiba teve mais posse de bola, mas não conseguiu ser contundente em seus ataques para sair vitorioso

Coritiba teve mais posse de bola, mas não conseguiu ser contundente em seus ataques para sair vitorioso - Credito: Divulgação/Coritiba F.C.

O lado direito do ataque do Coritiba funcionou direito, e foi por lá que o time conseguiu suas maiores jogadas. O lateral Rodrigo Ramos, avançando a todo momento, tabelava constantemente com Thiago Galhardo para chegar à linha de fundo. Nos dois lances de maior perigo do Coxa na partida, porém, o goleiro do Joinville, Agenor, apareceu de forma providencial para evitar o gol.

O Joinville, ainda sem padrão de jogo após mudança recente no comando técnico, não assustou o adversário em momento algum. Na lanterna da competição, e apenas com uma vitória, a equipe parece ter sentido o desfalque do atacante Kempes, principal goleador da equipe. Os jovens Niltinho e Marion, ao menos na primeira parte do jogo, sequer ameaçaram o gol de Wilson.

Joinville mantém proposta e consegue arrancar ponto fora de casa

O Joinville voltou ao segundo tempo com a mesma proposta: a de jogar por uma bola. Porém, o lanterna do campeonato veio ao gramado mais disposto, e ficou mais presente no campo de ataque. O Coritiba, por sua vez, apelou para as alterações, mas nada que resolvesse. O meia Lucio Flavio, sumido, prejudicou a criação da equipe.

O jogo continuou morno. Apesar da postura um pouco mais ofensiva, o Joinville fez sua primeira conclusão ao gol adversário em meados da etapa final. O Coritiba, por sua vez, abusava dos passes errados e não conseguia chegar ao ataque de forma efetiva. Na hora que o Coxa acertou a triangulação, quase abriu o placar, aos 23 minutos. Marcos Aurélio chegou um pouco atrasado no rebote e por pouco não fez o primeiro gol do jogo.

Após a entrada de Negueba, o Coxa ganhou um terceiro atacante na linha de frente e passou a levar mais perigo ao gol catarinense. Logo em sua primeira oportunidade, Paulinho foi lançado por Marcos Aurélio e bateu cruzado, levando muito perigo ao gol de Agenor. O jogo ganhou contornos dramáticos nos quinze minutos finais, tendo em vista a situação crítica das equipes na tabela e o jogo sem maiores chances.

O jogo adquiriu um estilo franco na reta final. Mesmo sem muitos recursos, os times se lançavam ao ataque sem nenhum conservadorismo para buscar o gol. A rede não balançou, e assim, as equipes continuam ocupando a mesma posição que começaram a rodada, as duas últimas da tabela.

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