Gilson Kleina espera por reunião, mas não é mais técnico do Coritiba

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O Coritiba perdeu por 4 a 3 para a Chapecoense, na Vila Capanema e pode terminar a rodada na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro 2016. Com isso, o técnico Gilson Kleina, que já balançava, após os protestos da torcida está fora do Alto da Glória. Com uma entrevista em tom de despedida, o treinador ainda fez uma análise da partida que era fundamental para sua permanência.

“Depois do pênalti, e no intervalo a gente analisou e foi duvidoso, a equipe se desestabilizou. A gente se desencontrou e não conseguimos fazer a macacão que tínhamos combinado. Começamos bem a partida, fizemos o gol, titubeamos no primeiro pênalti e depois o lado emocional pegou”, disse o treinador, que admite uma falta de maturidade de seu grupo. “Tentamos corrigir, empatamos o jogo, mas passamos por um momento de infelicidade. Um jogo de sete gols, precisa estar emocionalmente forte e desperdiçamos três pontos”, completou.

Fazendo uma defesa de seu trabalho, Kleina acredita que a dificuldade em trazer grandes nomes e os constantes desfalques foram fundamentais para a queda de produção desde a derrota na final do Paranaense. “Quando nós chegamos e o trabalho era de valorizar a base e ao mesmo tempo uma reconstrução. E foi o que nos fizemos. Mas, temos que viver a realidade do clube. Todas as contratações que fizemos foi para resgatar jogadores. Não temos como contratar titulares de outras equipes”, avaliou.

O ainda não confirmado oficialmente ex-treinador coxa-branca deixou nas entrelinhas que sairá para tirar a pressão sobre o grupo, e pede apoio ao clube, que passa por uma situação financeira delicada. “Sou profissional e sei da grandeza do clube. É uma torcida que exige demais. Se para tirar a pressão a solução for minha saída, não tem problema. Mas que o clube não perca seu conceito. Quero me reunir com a diretoria pela manha, pedi essa reunião, e temos que ter lisura. O Coritiba está acima de tudo”, concluiu.

Diretor confirma queda de Kleina - O mistério sobre a permanência, entretanto, durou menos de cinco minutos. Logo após a coletiva do treinador, o diretor do clube, José Fernando de Macedo, integrante do G5, confirmou que o próprio treinador entregou o cargo e a confirmação oficial seria feita apenas após o retorno do presidente Rogério Bacelar, que está em Brasília. “O presidente está viajando. Tonou-se insustentável a posição, não pelo trabalho, mas pelos resultados. Acho uma pena. Mas temos que respeitar as tradições do Coritiba”, afirmou.

Para a partida de sábado, diante do Corinthians, o auxiliar Pachequinho deve assumir. Porém sua continuidade como efetivo não está confirmada. ”Pachequinho é funcionário do clube, mas não tem nada decidido. Os jogadores gostam dele e temos um jogo contra o Corinthians, que mesmo com o melhor do mundo é difícil”, concluiu o diretor.

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