Não foi uma simples derrota e a perda do título do Campeonato Paranaense. Os 3 a 0 sofridos pelo Coritiba diante do Operário revelaram uma equipe desorganizada, com os nervos à flor da pele e facilmente neutralizada pelo adversário. O atacante Wellington Paulista admite que o Fantasma foi taticamente eficiente, fechando a defesa e explorando com perfeição os contra-ataques, mas defendeu a postura alviverde, que em alguns momentos parecia de um time mais disposto a brigar do que jogar.
“Colocaram quatro zagueiros, dois volantes, a gente não conseguiu entrar. Não tem como numa final de campeonato jogar só na qualidade. Tinha que ir na raça. Mas, uma hora cansa. Não tem como ficar batendo, batendo sem fazer o gol. A gente tinha que ir para cima e tentamos a todo momento”, avaliou o jogador, que já acalmou o torcedor em relação ao próximo desafio. “Vamos pedir desculpas para o torcedor e vamos fazer bonito no Brasileirão”, garantiu.
Pedido de desculpas depois de uma campanha que, mesmo levando à segunda colocação, não deixou muito para se comemorar. Após descer para os vestiários com o apito final, o atacante Rafahel Lucas precisou retornar ao gramado para receber o prêmio de artilheiro da competição pelos 12 gols marcados e, visivelmente contrariado, minimizou sua conquista pessoal. “Para mim o que importaria é o título. Isso é só o símbolo do que eu fiz no campeonato. Mas o que importava mesmo era o título”, lamentou.
O Coxa não terá muito tempo para se recuperar, já que tem compromisso pela Copa do Brasil, competição pela qual encara o Fortaleza, na quarta-feira, e pelo o Campeonato Brasileiro, com estreia marcada para o próximo final de semana, diante do Chapecoense.
