Vítor Pereira reconhece partida abaixo e mantém Corinthians vivo na Copa do Brasil

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(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

O técnico Vítor Pereira reconhece que a partida do Corinthians diante da Portuguesa-RJ, que terminou empatada em 1 a 1, na noite desta quarta-feira, ficou aquém do esperado. O clube decide a vaga para a próxima fase da Copa do Brasil em casa, no dia 11 de maio, às 21h30 (de Brasília). Ele resumiu a atuação, analisou a partida e acredita na classificação.

"Não é só nossa ansiedade, não é só o fato de termos sofrido gol daquela forma, muito cedo… É também a vontade da equipe adversária, é também a qualidade deles, apesar de estar em uma divisão (abaixo). É também por eu ter mexido tanto (no time), porque eu tenho que correr esse risco, são esses fatores todos em conjunto. É um jogo de taça (“Copa”), tudo pode acontecer. É claro que no nosso estádio será um pouco diferente, acredito que, com maior ou menor dificuldade, vamos torcer para ser diferente", iniciou ele em coletiva de imprensa após o duelo, também comentando sobre o gol sofrido:

"O que eu sei é que deveríamos estar mais equilibrados do lado da bola, quando perdemos aquela bola (do gol adversário). É uma sequência de falhas nos posicionamentos que permitiu abrir aquele buraco ali no meio e fazer um gol muito fácil. Nós entregamos de bandeja. Permitimos que o adversário ficasse em vantagem e nós sabemos que nesses jogos é fundamental marcar primeiro", analisou.

A equipe mandada a campo foi bastante modificada, como já era esperado, muito por conta da sequência que o Timão tem pela frente. Com isso, Vítor Pereira tentou dar, também, rodagem ao jovem elenco, principalmente para que eles adquirissem a tranquilidade necessária para estarem no mesmo nível de outros jogadores.

"Tenho que subir o nível dos outros para ficarmos mais nivelados e darmos as respostas. Trabalhamos todos da mesma forma, são estimulados com os comportamentos e dinâmicas defensivos e ofensivos que pretendemos. Falta jogo, falta confiança. Nos treinos eles fazem coisas... Eu disse para eles no final do jogo. No treino já subiram, agora falta subir no jogo", finalizou.

Agora, o Corinthians tem uma dura sequência pela frente. Primeiro, no sábado, enfrenta o Palmeiras na Arena Barueri pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h (de Brasília). Depois, na terça, recebe o Boca Juniors, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pela Libertadores.

Veja outros trechos da coletiva:

Erro de Xavier

"Eu tenho de ter conversas individualizadas, no sentido de falar com os jogadores o que é preciso melhorar, o que é preciso fazer. O Xavier sabe, desde o primeiro treino que fez comigo. Ele tem muita força. Para jogar como primeiro volante, é preciso ter qualidades, é preciso ler a pressão antes de recebermos a bola, é preciso ler o lado contrário, circular a bola para buscar os corredores. São coisas que tem que melhorar para ter mais tempo de jogo. Hoje, no gol, não leu a pressão, achava que estava sozinho e perdeu ao receber a pressão. Não estou responsabilizando, mas vamos crescer".

Luan

"Luan tem muito tempo. Ele, com o time, fez um treino acho, no máximo dois. O Luan tem que estar no mesmo nível para poder expressas as qualidades que tem. Se não estiver... Essa semana tivemos azar, alguns jogadores com gripe. Tivemos o Gustavo com gripe, uma série de jogadores... E o Gustavo chegou em uma altura do jogo e pediu para sair, estava morto. Precisávamos de um cara que fizesse o corredor, e o Wesley é explosivo, é bom jogador. Faz parte do futuro desse clube. Vai para cima. É uma aposta natural. Era um jogador que precisávamos naquele momento".

Estreia de Ivan

"Não teve muita coisa para fazer, foi um tempo tranquilo. Em termos técnicos, vou deixar com o Marcelo (Carpes) e com o Ivan sobre o gol que sofremos. Nós fazemos cortes desse jogo para sabermos o que fizemos bem e o que fizemos mal e o treinador de goleiros também faz isso. Não é fácil trocar um goleiro".

Presença da torcida em Londrina

É uma sensação de que vai jogar em casa. Só lamento não termos conseguido uma vitória, mas sinceramente não posso acusar minha equipe, não posso dizer que não trabalharam, não tentaram. Faltou aquela tranquilidade, aquela confiança na hora de definir. E, depois, atrapalhamos um pouco o jogo. Nós é que tornamos o jogo mais difícil, porque, eu acredito que, se fizéssemos um gol primeiro, depois provavelmente teríamos mais espaço para fazer o segundo e o jogo podia se tornar diferente. Mas muito feliz por estarem aqui para nos apoiar, é sinal que estão acreditando e espero que continuem a acreditar. Espero que nós continuemos a merecer o carinho e o apoio deles.

Ansiedade dos jogadores

"Um pouco de ansiedade, para mim. Eu tenho uma oportunidade e quero agarrar aquela oportunidade de fazer tudo, chuto com o pé esquerdo, chuto com o pé direito, não bato bem na bola… Às vezes, finalizações simples, que é só tocar, não é bater, bater a bola com muita força, querem matar o goleiro. A bola tem que ser batida com qualidade, às vezes até devagar. Nós tivemos algumas oportunidades falhadas ou até o último passe, que, em vez de entrar pela frente, entra por trás… Acho que isso é um pouco pela falta de tempo do jogo e daquela ansiedade que eles têm de mostrar. Nós, hoje, com essa ansiedade, por estarmos perdendo o jogo, corremos com bola, não é o nosso jogo, não é o que nós treinamos".

Mais sobre o rodízio de jogadores

"Não temos outro caminho. Eu disse na coletiva anterior, não é por estar aqui depois de um empate. É completamente impossível (não fazer rodízio). A única possibilidade de o Corinthians ser competitivo é subir os padrões desta juventude, porque se eles não subirem e não adquirirem tranquilidade, nós ficamos muito curtos para ficar competitivo. Vamos imaginar que eu trouxesse a outra equipe, para decidir a Copa aqui. Tenho certeza absoluta que grande parte deles não poderia ir para o jogo contra o Palmeiras. Eu já percebi que eles não conseguem recuperar em três dias".

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