Alvinegro caiu nas quartas de final da Copa do Brasil diante do mesmo adversário, no mesmo estádio do jogo de domingo (foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians)
Além da vontade de dar à torcida ao menos um alento após as decepções de 2016, o elenco do Corinthians tem um motivo mais individual para vencer o Cruzeiro no domingo, às 17h (de Brasília), no Mineirão, e assegurar uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem: a eliminação para o mesmo rival na Copa do Brasil, em outubro, nas quartas de final.
Na ocasião, após vencer por 2 a 1 no jogo de ida, em Itaquera, o Timão acabou levando 4 a 2 dos donos da casa, no segundo jogo sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Indignados com o gol tomado no jogo de ida, quando o time era superior, e com o pênalti dado ao adversário quando o placar estava 1 a 1, no Mineirão, o elenco fez um pacto: voltar ao Mineirão na última rodada para se classificar à Libertadores pelo Brasileiro.
"A gente saiu de lá e ficou bem triste porque estava com um jogo na mão. No vestiário mesmo falamos que íamos voltar na última partida para vencer o jogo e tirar aquele resultado triste", contou o goleiro Walter, explicando a receita para não repetir a trágica atuação daquela noite, quando o time levou quatro gols do adversário.
"É um jogo em que precisamos estar em alto nível, não pode baixar a guarda em momento nenhum", explicou o arqueiro, que sofreu apenas um gol nas últimas quatro vezes em que esteve em campo. Para ele, estar na Libertadores ajuda muito na animação de um elenco em 2017.
"É difícil, a gente ficou fora em 2014, eu estava aqui também. Ficar assistindo de casa é difícil, é um campeonato que atrai olhares, tanto financeiro para o clube quanto para nós mundialmente. A gente sabe que ficando de fora a dificuldade vai aumentar também", começou, antes de explicar quais são essas tais dificuldades.
"Se acabar o jogo e a gente não classificar, sabemos que vai vir bastante pedrada na gente. O ano foi difícil, parecia que quando ia engrenar a gente perdia um jogo chave. Tudo muito turbulento. Classificando dá uma baixada na poeira, começar o ano que vem com outra pegada, outros trabalhos, alguma coisa que possa nos ajudar a manter o nível nos outros jogos", concluiu.
Com 55 pontos conquistados, um a menos que Furacão e Botafogo, quinto e sexto colocados, respectivamente, o clube precisara de uma pequena combinação de resultados para consumar a classificação. O time terá de vencer a Raposa, domingo, às 17h (de Brasília) na última rodada, pois perde em todos os critérios de desempate com relação a Botafogo e Atlético-PR, além de torcer para que um dos dois rivais não vença sua partida.